107. OBRAS COMPLETAS DE SIGMUND FREUD NUMA RELEITURA DE OSNY MATTANÓ JÚNIOR - A PSICANÁLISE DO AMOR - VOL. 10 (2026).
Duas histórias clínicas
(O “Pequeno Hans” e o “Homem dos ratos”)
A Psicanálise do Amor
VOLUME X
(1909)
RELEITURA de
Osny Mattanó Júnior
19/02/2026
ANÁLISE DE UMA FOBIA EM UM MENINO DE CINCO ANOS (1909)
NOTA DO EDITOR INGLÊS
ANALYSE DER PHOBIE EINES FÜNFJÄHRIGEN KNABEN
(a) EDIÇÕES ALEMÃS:
1909 Jb. psychoanal. psychopath. Forsch., 1 (1), 1-109.
1913 S.K.S.N., III, 1-122 (1921), 2ª ed.).
1924 G.S., 8, 129-263.
1932 Vier Krankengeschichten, 142-281.
1941 G. W., 7, 243-377.
1922 ‘Nachschrift zur Analyse des kleinen Hans’, Int. Z. Psychoanal., 8 (3), 321.
1924 G. S., 8, 264-5.
1932 Vier Krankengeschichten, 282-3.
1940 G. W., 13, 431-2.
(b) TRADUÇÃO INGLESA:
‘Analysis of a Phobia in a Fiver-Year-Old Boy’
1925 C. P., 3, 149-287. - ‘Postscrip (1922)’, ibid., 288-9.
(Trad. de Alix e James Strachey.)
A presente tradução inglesa é reimpressão, com algumas modificações e notas adicionais, da versão inglesa publicada pela primeira vez em 1925.
Alguns registros da primeira parte da vida do pequeno Hans já tinham sido publicados por Freud dois anos antes, em seu artigo sobre ‘O Esclarecimento Sexual das Crianças’ (1907c). Nas primeiras edições desse artigo, contudo, referia-se ao menino como ‘pequeno Herbert’; mas o nome foi mudado para ‘pequeno Hans’ depois da publicação da presente obra. Este caso clínico também foi mencionado, em breve referência, em outro dos artigos anteriores de Freud, ‘Sobre as Teorias Sexuais das Crianças’ (1908c), publicado pouco tempo antes do presente artigo. É digno de nota que em sua primeira publicação no Jahrbuch este artigo não foi descrito como sendo ‘da
autoria’ de Freud, mas como ‘comunicado por’ ele. Em nota de rodapé acrescentada ao oitavo volume dos Gesammelte Schriften (1924), o qual continha este caso clínico e os outros quatro longos casos, Freud observa que esse foi publicado com o consentimento expresso do pai do pequeno Hans. Essa nota de rodapé encontra-se no final das ‘Notas Preliminares’ ao caso de ‘Dora’ (1905e, ver em [1], 1972). Muitas das mais importantes teorias debatidas no presente caso clínico já foram publicadas no artigo ‘Sobre as Teorias Sexuais das Crianças’. Ver Nota do Editor Inglês a esse trabalho, ver em [2], 1976.
A pequena tabela cronológica que se segue, baseada em dados extraídos do caso clínico, pode ajudar o leitor a acompanhar a história:
(1903) (Abril) Nascimento de Hans.
(1906) (Aet. 3 - 3 3/4) Primeiros relatos.
(Aet. 3 1/4 - 3 1/2) (Verão) Primeira visita a Gmunden.
(Aet. 3 1/2) Ameaça de castração.
(Aet. 3 1/2) (Outubro) Nascimento de Hanna.
(1907) (Aet. 3 3/4) Primeiro sonho.
(Aet. 4) Mudança para um novo apartamento.
(Aet. 4 1/4 - 4 1/2) (Verão) Segunda visita a Gmunden.
Episódio do cavalo que mordia.
(1908) (Aet. 4 3/4) (Janeiro) Episódio da queda do cavalo. Irrupção da fobia.
(Aet. 5) (Maio) Fim da análise.
INTRODUÇÃO
Nas páginas seguintes proponho descrever o curso da doença e o restabelecimento de um paciente bastante jovem. O caso clínico, estritamente falando, não provém de minha própria observação. É verdade que assentei as linhas gerais do tratamento e que numa única ocasião, na qual tive uma conversa com o menino, participei diretamente dele; no entanto, o próprio tratamento foi efetuado pelo pai da criança, sendo a ele que devo meus agradecimentos mais sinceros por me permitir publicar suas observações acerca do caso. Todavia, sua ajuda ultrapassa esta contribuição. Ninguém mais poderia, em minha opinião, ter persuadido a criança a fazer quaisquer declarações como as dela; o conhecimento especial pelo qual ele foi capaz de interpretar as observações feitas por seu filho de cinco anos era indispensável; sem ele as dificuldades técnicas no caminho da aplicação da psicanálise numa criança tão jovem como essa teriam sido incontornáveis. Só porque a autoridade de um pai e a de um médico se uniam numa só pessoa, e porque nela se combinava o carinho afetivo com o interesse científico, é que se pôde, neste único exemplo, aplicar o método em uma utilização para a qual ele próprio não se teria prestado, fossem
as coisas diferentes.
O valor peculiar desta observação, contudo, reside nas considerações que se seguem. Quando um médico trata de um neurótico adulto pela psicanálise, o processo que ele realiza de pôr a descoberto as formações psíquicas, camada por camada, capacita-o, afinal, a construir determinadas hipóteses quanto à sexualidade infantil do paciente; e é nos componentes dessa última que ele acredita haver descoberto as forças motivadoras de todos os sintomas neuróticos da vida posterior. Estabeleci essas hipóteses em meus Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905d) e estou ciente de que, a um leitor leigo, elas parecem tão estranhas quanto parecem, para um psicanalista, não ser controvertidas. Mas até mesmo um psicanalista pode confessar seu desejo de ter uma prova mais direta, e menos vaga, desses teoremas fundamentais. Seguramente deve existir a possibilidade de se observar em crianças, em primeira mão e em todo o frescor da vida, os impulsos e desejos sexuais que tão laboriosamente desenterramos nos adultos dentre seus próprios escombros - especialmente se também é crença nossa que eles constituem a propriedade comum de todos os homens, uma parte da constituição humana, e apenas exagerada ou distorcida no caso dos neuróticos.
Tendo em vista essa finalidade, venho por muitos anos encorajando meus alunos e meus amigos a reunir observações da vida sexual das crianças - cuja existência, via de regra, tem sido argutamente desprezada ou deliberadamente negada. Entre os materiais que me chegaram às mãos como resultado desses pedidos, os relatos que recebi em intervalos regulares sobre o pequeno Hans logo começaram a assumir uma posição proeminente. Seus pais estavam ambos entre meus mais chegados adeptos e haviam concordado em que, ao educar seu primeiro filho, não usariam de mais coerção do que a que fosse absolutamente necessária para manter um bom comportamento. E, à medida que a criança se tornava um menininho alegre, bom e vivaz, a experiência de deixá-lo crescer e expressar-se sem intimidações prosseguiu satisfatoriamente. Agora passarei a reproduzir os apontamentos sobre o pequeno Hans feitos por seu pai, tais quais o recebi; também me absterei evidentemente de fazer qualquer tentativa de desvirtuar a naïveté e a franqueza da criança, como tal, com a realização de emendas convencionais.
Os primeiros relatórios a respeito de Hans datam de um período em que ele estava para completar três anos de idade. Naquela época, por intermédio de várias observações e perguntas, ele demonstrava um interesse particularmente vivo por aquela parte do seu corpo que ele costumava chamar de seu ‘pipi’. Tanto que certa vez perguntou a sua mãe:
Hans: ‘Mamãe, você também tem um pipi?’
Mãe: ‘Claro. Por quê?’
Hans: ‘Nada, eu só estava pensando.’
Como a mesma idade, certa vez entrou num estábulo e viu ordenharem uma vaca. ‘Oh, olha!, e está saindo leite do pipi dela!’
Essas primeiras observações já começam a despertar a expectativa de que muita coisa, se não a maior parte, de tudo que o pequeno Hans nos revela, terminará por tornar-se típica do
desenvolvimento sexual das crianças em geral. Certa vez expus o ponto de vista de que não havia necessidade de se ficar tão horrorizado por encontrar numa mulher a idéia de chupar o órgão masculino. Argumentei que esse impulso repelente tem uma origem das mais inocentes, de vez que derivava do ato de sugar o seio materno; e, prosseguindo, nessa conexão o úbere da vaca desempenha papel de importância como imagem intermediária, sendo em sua natureza uma mamma e, em sua forma e posição, um pênis. A descoberta do pequeno Hans confirma a última parte da minha asserção.
Entretanto, seu interesse pelos pipis de modo algum era um interesse puramente teórico; como era de esperar, também o impelia a tocar em seu membro. Aos três anos e meio, sua mãe o viu tocar com a mão no pênis. Ameaçou-o com as palavras: ‘Se fizer isso de novo, vou chamar o Dr. A. para cortar fora seu pipi. Aí, com o que você vai fazer pipi?’
Hans: ‘Com meu traseiro.’
Ele deu essa resposta sem ainda possuir qualquer sentimento de culpa. Contudo, foi essa a ocasião da aquisição do ‘complexo de castração’, cuja presença vemo-nos com tanta freqüência obrigados a inferir na análise de neuróticos, ainda que todos eles relutem violentamente em admiti-la. Há muita coisa importante a dizer sobre a significação desse elemento na vida de uma criança. O ‘complexo de castração’ tem deixado atrás de si vestígios acentuados em mitos (e não somente nos mitos gregos); em uma passagem da minha Interpretação de Sonhos [1900a], e em outros trabalhos, abordei o assunto do papel que ele desempenha.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que em seu caso com o pequeno Hans ele descobriu que o menino passou dos seios de sua mãe para o interesse pelo pipi de seu pai já aos 3 anos de idade, que se assemelha com o seio de sua mãe em função do órgão sexual da vaca que a mulher pode imaginar poder ser chupado pois sai leite dele na ordenha, então imaginou que sua mãe também tinha um pipi e que por isso a mulher chupava o órgão masculino, mas Freud explicou que esse comportamento deriva do comportamento de sugar o seio materno.
Aos três anos e meio, sua mãe o viu tocar com a mão no pênis. Ameaçou-o com as palavras: ‘Se fizer isso de novo, vou chamar o Dr. A. para cortar fora seu pipi. Aí, com o que você vai fazer pipi?’
Hans: ‘Com meu traseiro.’
Ele deu essa resposta sem ainda possuir qualquer sentimento de culpa. Contudo, foi essa a ocasião da aquisição do ‘complexo de castração’, cuja presença vemo-nos com tanta freqüência obrigados a inferir na análise de neuróticos, ainda que todos eles relutem violentamente em admiti-la. Há muita coisa importante a dizer sobre a significação desse elemento na vida de uma criança. O ‘complexo de castração’ tem deixado atrás de si vestígios acentuados em mitos (e não somente nos mitos gregos); em uma passagem da minha Interpretação de Sonhos [1900a], e em outros trabalhos, abordei o assunto do papel que ele desempenha.
Mattanó aponta que no caso com o pequeno Hans ele descobriu que o menino passou dos seios de sua mãe para o interesse do pipi de seu pai já aos 3 anos de idade, que se assemelha com o seio de sua mãe em função do órgão sexual da vaca que a mulher pode imaginar poder ser chupado pois sai leite dele na ordenha, então imaginou que sua mãe também tinha um pipi e que por isso a mulher chupava o órgão masculino, mas Freud explicou que esse comportamento deriva do comportamento de sugar o seio materno, o interesse sexual se transfere para sua mãe, isto, pois, somos animais e temos uma libido que só é contornada pela educação e pela moral, e a libido da criança é sem malícia antes da puberdade, desta maneira, é a comunhão e a segurança que socializam o indivíduo desde criança até sua morte. A partir da puberdade esse desejo de chupar o pênis ou a vagina se transferem para o objeto de desejo sexual ou de amor, e a comunhão e a segurança podem modificar essa funcionalidade da libido através de novos padrões de comportamentos, menos libidinosos e mais sociais e amorosos, nada horrorosos e nada violentos e nem estupradores que em muitos casos se desencadeiam por ação do sexo ou do amor e da ingenuidade, da insensibilidade às contingências do relacionamento e da afetividade do casal, que pode ir além da libido, para a comunhão e a segurança e ser mais estável, equilibrado, maduro, amoroso e feliz.
Aos três anos e meio, sua mãe o viu tocar com a mão no pênis. Ameaçou-o com as palavras: ‘Se fizer isso de novo, vou chamar o Dr. A. para cortar fora seu pipi. Aí, com o que você vai fazer pipi?’
Hans: ‘Com meu traseiro.’
Ele deu essa resposta sem ainda possuir qualquer sentimento de culpa. Contudo, foi essa a ocasião da aquisição do ‘complexo de castração’, cuja presença vemo-nos com tanta freqüência obrigados a inferir na análise de neuróticos, ainda que todos eles relutem violentamente em admiti-la. Há muita coisa importante a dizer sobre a significação desse elemento na vida de uma criança. O ‘complexo de castração’ tem deixado atrás de si vestígios acentuados em mitos (e não somente nos mitos gregos); em uma passagem da minha Interpretação de Sonhos [1900a], e em outros trabalhos, abordei o assunto do papel que ele desempenha. Mattanó aponta que o complexo de castração envolve significados e sentidos criados pela criança na sua relação simbólica e imaginária com a situação real e ideal, onde criam-se e desenvolvem-se conceitos, contextos, comportamentos, funcionalidades, linguagens, topografias, relações sociais, gestalts e insights, desejos e desejos de dormir, conteúdos manifestos e conteúdos latentes, vida anímica e vida onírica, lapsos de linguagem, esquecimentos e atos falhos, atos ilocucionários e atos perlocucionários, pressupostos e subentendidos, delírios, brincadeiras, alucinações, arquétipos, imunidade, homeostase, ciclos circadianos, fertilidade, nutrição, genética, evolução e involução, história de vida, interpretações, cognição, inteligências, afetividade e processos de alfabetização.
MATTANÓ
(28/02/2022)
Para a Psicanálise do Amor no caso com o pequeno Hans ele descobriu que o menino passou dos seios de sua mãe para o interesse do pipi de seu pai já aos 3 anos de idade, que se assemelha com o seio de sua mãe em função do órgão sexual da vaca que a mulher pode imaginar poder ser chupado pois sai leite dele na ordenha, então imaginou que sua mãe também tinha um pipi e que por isso a mulher chupava o órgão masculino, mas Freud explicou que esse comportamento deriva do comportamento de sugar o seio materno, o interesse sexual se transfere para sua mãe, isto, pois, somos animais e temos uma libido que só é contornada pela educação e pela moral, e a libido da criança é sem malícia antes da puberdade, desta maneira, é a comunhão e a segurança que socializam o indivíduo desde criança até sua morte. A partir da puberdade esse desejo de chupar o pênis ou a vagina se transferem para o objeto de desejo sexual ou de amor, e a comunhão e a segurança podem modificar essa funcionalidade da libido através de novos padrões de comportamentos, menos libidinosos e mais sociais e amorosos, nada horrorosos e nada violentos e nem estupradores que em muitos casos se desencadeiam por ação do sexo ou do amor e da ingenuidade, da insensibilidade às contingências do relacionamento e da afetividade do casal, que pode ir além da libido, para a comunhão e a segurança e ser mais estável, equilibrado, maduro, amoroso e feliz. Da mesma forma o pequeno Hans poderia traduzir seu comportamento infantil e libidinoso para a mundo e a realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura que através da sua metáfora de Amor possibilitam ao menino compreender sua realidade através de uma consciência, cultura e conhecimento pautados nos eventos bíblicos que sugerem esta passagem de sua vida infantil, ou ao menos, através de símbolos bíblicos como ter que enfrentar adversidades e domesticá-las, ou por meio de avatares se sua consciência assim o escolher, recriando passagens bíblicas para a sua reeducação.
Aos três anos e meio, sua mãe o viu tocar com a mão no pênis. Ameaçou-o com as palavras: ‘Se fizer isso de novo, vou chamar o Dr. A. para cortar fora seu pipi. Aí, com o que você vai fazer pipi?’ Vemos que o pequeno Hans enfrentou adversidades e medos que todo menino enfrenta em seu desenvolvimento e crescimento, de modo que o mundo e a realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura devem permitir ao paciente meios através da sua metáfora de Amor para sua educação e socialização ou solução de traumas e conflitos.
Hans: ‘Com meu traseiro.’
Ele deu essa resposta sem ainda possuir qualquer sentimento de culpa. Contudo, foi essa a ocasião da aquisição do ‘complexo de castração’, cuja presença vemo-nos com tanta freqüência obrigados a inferir na análise de neuróticos, ainda que todos eles relutem violentamente em admiti-la. Há muita coisa importante a dizer sobre a significação desse elemento na vida de uma criança. O ‘complexo de castração’ tem deixado atrás de si vestígios acentuados em mitos (e não somente nos mitos gregos); em uma passagem da minha Interpretação de Sonhos [1900a], e em outros trabalhos, abordei o assunto do papel que ele desempenha. Mattanó aponta que o complexo de castração envolve significados e sentidos criados pela criança na sua relação simbólica e imaginária com a situação real e ideal, onde criam-se e desenvolvem-se conceitos, contextos, comportamentos, funcionalidades, linguagens, topografias, relações sociais, gestalts e insights, desejos e desejos de dormir, conteúdos manifestos e conteúdos latentes, vida anímica e vida onírica, lapsos de linguagem, esquecimentos e atos falhos, atos ilocucionários e atos perlocucionários, pressupostos e subentendidos, delírios, brincadeiras, alucinações, arquétipos, imunidade, homeostase, ciclos circadianos, fertilidade, nutrição, genética, evolução e involução, história de vida, interpretações, cognição, inteligências, afetividade e processos de alfabetização. Vemos que o complexo de castração cria e desenvolve repertórios comportamentais em sua relação simbólica e imaginária com a situação real e ideal experimentada pelo pequeno Hans, de modo que podem ser gerados repertórios comportamentais para o mundo e a realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura e da sua metáfora de Amor que venham a substituir a realidade operante do complexo de castração, de tal forma que outros significados e sentidos passem a prevalecer no repertório comportamental desse indivíduo.
MATTANÓ
(19/02/2026)
Aproximadamente com a mesma idade (três anos e meio), o pequeno Hans, de pé em frente à jaula dos leões, em Schönbrunn, gritou com voz alegre e animada: ‘Eu vi o pipi do leão.’
Boa parcela da importância dos animais nos mitos e contos de fadas se deve ao fato de mostrarem abertamente suas partes genitais e funções sexuais às crianças pequenas e indagadoras. Não pode haver dúvida quanto à curiosidade sexual de Hans; esta, contudo, também despertou nele o espírito de indagação e favoreceu que ele chegasse a um autêntico conhecimento abstrato.
Certa vez, estando na estação ferroviária (tinha três anos e nove meses), viu água saindo de uma locomotiva. ‘Olha’, disse ele, ‘A locomotiva está fazendo pipi. Mas onde está o pipi dela?’
Depois de pequena pausa, acrescentou com alguma reflexão: ‘Um cachorro e um cavalo têm pipi; a mesa e a cadeira, não.’ Assim tomou consciência de uma característica essencial de diferenciação entre objetos animados e inanimados.
A ânsia por conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual. A curiosidade de Hans orientava-se em particular para seus pais.
Hans (três anos e nove meses): ‘Papai, você também tem um pipi?’
Pai: ‘Sim, claro.’
Hans: ‘Mas nunca vi, quando você tirava a roupa.’
Noutra ocasião, ele estava olhando insistentemente sua mãe despida, antes de ir para a cama. ‘Para que você está olhando para mim desse modo?’, ela perguntou.
Hans: ‘Eu só estava olhando para ver se você também tem um pipi.’
Mãe: ‘Claro. Você não sabia?’
Hans: ‘Não. Pensei que você era tão grande que tinha um pipi igual ao de um cavalo.’
Essa expectativa do pequeno Hans merece ser lembrada; ela terá importância mais tarde.
Mas o grande evento na vida de Hans foi o nascimento de sua irmãzinha Hanna, quando ele tinha exatamente três anos e meio. Seu comportamento naquela ocasião foi anotado pelo pai, no ato: ‘Às cinco da manhã’, escreve, ‘começou o trabalho de parto e a cama de Hans foi transferida para o quarto ao lado. Ele acordou às sete horas e, ao ouvir sua mãe gemer, perguntou: “Por que é que a mamãe está tossindo?” E após um intervalo: “A cegonha vai vir hoje, com certeza.”
‘Naturalmente lhe disseram, muitas vezes, nos últimos dias, que a cegonha ia trazer uma menina ou um menino; e ele, corretamente, fez a conexão dos sons inabituais dos gemidos com a chegada da cegonha.
‘Mais tarde ele foi levado para a cozinha. Vendo a maleta do médico no saguão, perguntou: “O que é isto?” “Uma maleta”, foi a resposta. Ao que ele declarou com convicção: “A cegonha chega hoje.” Depois do nascimento do bebê, a parteira entrou na cozinha e Hans a ouviu pedindo que fizessem chá. Hans, ouvindo, disse: “Eu sei! Mamãe tem que tomar chá porque ela está tossindo.” Foi então levado para o quarto da mãe. Contudo, não olhou para ela, mas sim para as bacias e outros recipientes, cheios de sangue e água, que ainda estavam espalhados pelo quarto. Apontando para a comadre suja de sangue, observou, num tom de surpresa: “Mas não sai sangue do meu pipi.”
‘Tudo que ele disse mostra que ele relaciona aquilo que é estranho na situação com a chegada da cegonha. Olha para tudo que vê, com olhar de desconfiança e atento, e não se pode questionar o fato de que suas primeiras dúvidas sobre a cegonha criaram raízes.
‘Hans tem muitos ciúmes da recém-chegada e, sempre que alguém a elogia, dizendo que
é um bebê lindo e assim por diante, ele logo diz, com desprezo: “Mas ela ainda não tem dentes.” De fato, ao vê-la pela primeira vez, estava muito surpreso por ser ela incapaz de falar e resolveu para si que isso era devido a sua falta de dentes. Nos primeiros dias ele foi, naturalmente, colocado visivelmente no segundo plano. Adoeceu subitamente com uma forte dor de garganta, e durante a sua febre ouviram-no dizer: “Mas eu não querouma irmãzinha!”
‘Uns seis meses mais tarde ele havia superado seu ciúme, e sua afeição fraternal pelo bebê era igualada apenas pelo seu sentimento de superioridade quanto a ela.
‘Um pouco mais tarde, Hans observava sua irmã de sete dias, em quem davam banho. “Mas o pipi dela ainda é bem pequenininho”, observou; e acrescentou, à guisa de consolo: “Quando ela crescer, ele vai ficar bem maior.”
’Com a mesma idade (três anos e nove meses) Hans fez seu primeiro relato de um sonho:
“Hoje, quando eu estava dormindo, pensei que estava em Gmunden com Mariedl.”
‘Mariedl era a filha de treze anos de nosso senhorio e costumava brincar freqüentemente com ele.’
Quando o pai de Hans contava o sonho a sua mãe, na presença dele, ele o corrigiu dizendo: ‘Não foi com Mariedl, mas sim bem a sós com Mariedl.’
Nessa conexão sabemos o seguinte: ‘no verão de 1906, Hans estava em Gmunden e costumava andar pelas cercanias, o dia inteiro, com os filhos do senhorio. Ao deixarmos Gmunden, pensamos que ele estaria bastante aborrecido por ter de se afastar e transferir-se de volta à cidade. Para surpresa nossa, não foi o que aconteceu. Ele parecia estar contente com a mudança, e durante várias semanas dizia bem poucas coisas sobre Gmunden. Somente depois de algumas semanas é que começaram a surgir reminiscências - muitas vezes coloridas com vívidos traços - do tempo que passara em Gmunden. Nas quatro últimas semanas, mais ou menos, estivera elaborando em fantasias essas reminiscências. Ele imagina que está brincando com as outras crianças, com Berta, Olga e Fritzl; fala com eles como se realmente estivessem com ele, e é capaz de se entreter dessa maneira, horas a fio, de uma só vez. Agora que ganhou uma irmã e está obviamente ocupado com o problema da origem das crianças, ele sempre chama Berta e Olga de “suas filhas”; certa vez acrescentou: “minhas filhas Berta e Olga também foram trazidas pela cegonha.” O sonho, ocorrendo então, depois de uma ausência de seis meses de Gmunden, evidentemente deve ser entendido como expressão do anseio de retornar para lá.’
Até aqui tenho citado seu pai. Anteciparei o assunto que vem a seguir, acrescentando que Hans, quando fez sua última observação sobre serem as crianças trazidas pela cegonha, estava contradizendo alto uma dúvida que se insinuava, oculta, dentro de si.
Seu pai fez, por acaso, uma anotação de muitas coisas que mais tarde redundaram em algo de valor inesperado. [Ver a partir de [1]] ‘Desenhei uma girafa para Hans, que mais tarde esteve em Shönbrunn diversas vezes. Ele me disse: “Desenhe também o pipi dela.” “Desenhe você mesmo”, respondi; ao que ele acrescentou essa linha à minha figura (ver Fig. 1).
Fig. 1
Ele começou desenhando um traço pequeno, e então acrescentou mais um pedacinho,
observando: “O pipi dela é mais comprido.”
‘Hans e eu passamos detrás de um cavalo que estava urinando, e ele disse: “O cavalo tem o pipi embaixo, como eu.”
‘Olhando a irmãzinha de três meses, no banho, disse com voz de compaixão: “Ela ganhou um pipi bem pequenininho.”
‘Deram-lhe uma boneca para brincar e ele a despiu. Examinou-a com cuidado e disse: “O pipi dela é tão pequenininho.”’
Como já sabemos, essa fórmula possibilitou-lhe continuar acreditando em sua descoberta [da distinção entre objetos animados e inanimados] (ver em [1] e [2]).
Todo investigador corre o risco de incorrer em um erro ocasional. Para ele é alguma consolação se, como o pequeno Hans no exemplo a seguir, não se enganar sozinho, mas puder citar um uso lingüístico comum em seu favor. Isso porque Hans viu, certa vez, um macaco em seu livro de ilustrações, e apontando para o seu rabo enrolado, disse: ‘Papai, olha o pipi dele!’ [Cf. em [1].]
Seu interesse por pipis levou-o a inventar um jogo especial todo próprio. ‘Dando para o saguão de entrada existe um lavatório e também um depósito escuro para guardar madeira. Já faz algum tempo que Hans, entrando nesse armário de madeira, vem dizendo: “Vou para o meu banheiro.” Certa vez olhei ali dentro para ver o que ele estava fazendo no depósito escuro. Ele me mostrou seu membro e disse: “Estou fazendo pipi.” Isso quer dizer que ele tem “brincado” no banheiro. O fato de isso ter a natureza de uma brincadeira revela-se não apenas por ele só estar pretendendo fazer pipi, mas também porque ele não vai ao banheiro, o que, em última análise, seria muitíssimo mais simples, preferindo, contudo, o armário, que ele chama de “seu banheiro”.’
Estaríamos fazendo uma injustiça a Hans se tivéssemos de delinear apenas os aspectos auto-eróticos de sua vida sexual. Seu pai possui informações detalhadas a nos fornecer acerca do tema de suas relações amorosas com outras crianças. Destas podemos discernir a existência de uma ‘escolha de objeto’, como no caso de um adulto; e também, temos de confessar, um notável grau de inconstância e uma disposição à poligamia.
‘No inverno (com três anos e nove meses de idade) levei Hans ao rinque de patinação e o apresentei às duas filhinhas de meu amigo N., as quais tinham cerca de dez anos de idade. Hans sentou-se ao lado delas, ao passo que elas, na consciência de sua idade mais madura, olhavam de cima para aquele garotinho, com desprezo; ele as contemplava com admiração, embora esse procedimento não lhes causasse maior impressão. Apesar disso, Hans, mais tarde, sempre falava delas como “as minhas meninas”. “Onde estão as minhas meninas? Quando vão vir as minhas meninas?” E por algumas semanas ficou atormentando-me com a pergunta: “Quando é que vou voltar ao rinque para ver as minhas meninas?”’
‘Um primo, de cinco anos, veio visitar Hans, que nessa época chegara à idade de quatro
anos. Hans constantemente punha os braços ao redor dele, e um dia, quando lhe dava um daqueles ternos abraços, disse: “Eu gosto tanto de você.”’
Esse é o primeiro traço de homossexualidade com que nele deparamos, mas não será o último. O pequeno Hans parecer ser um modelo positivo de todos os vícios.
’Tendo Hans quatro anos, mudamos para um novo apartamento. Uma porta dava da cozinha para um balcão, de onde se podia olhar para um apartamento no outro lado do pátio. Nesse apartamento Hans descobriu uma menina de sete ou oito anos de idade. Ele ia sentar-se no degrau que dava para o pátio, de modo a admirá-la e lá ficava horas a fio. Às quatro horas da tarde, particularmente, quando a menina chegava da escola, não se podia retê-lo na sala, e nada era capaz de induzi-lo a abandonar seu posto de observação. Certa vez, quando a menina deixou de aparecer à janela na hora habitual, Hans ficou bastante inquieto, e molestava os empregados com perguntas - “Quando a menina vai vir? Onde está a menina?”, e assim por diante. Enfim, quando ela de fato aparecia, ele ficava felicíssimo e jamais retirava os olhos do apartamento do lado oposto ao nosso. A violência com que esse “amor à longa distância” o afetou deve-se explicar pelo fato de ele não ter companheiros de folguedos de qualquer dos dois sexos. Passar boa parte do tempo com outras crianças constitui, claramente, parte do desenvolvimento normal de uma criança.
‘Hans conseguiu alguma companhia desse tipo quando, pouco mais tarde (tinha perto de quatro anos e meio), mudamo-nos para Gmunden, para passarmos as férias de verão. Em nossa casa lá, seus companheiros eram os filhos do nosso senhorio: Franzl (cerca de doze anos), Fritzl (oito), Olga (sete) e Berta (cinco). Além deles, havia as filhas do vizinho, Anna (dez) e mais duas outras meninas, de nove e sete anos, cujos nomes esqueci. O favorito de Hans era Fritzl, que ele sempre estava abraçando, e a quem fazia declarações do seu amor. Certa vez, quando lhe perguntaram: “Das meninas, de quem você gosta mais?”, ele respondeu: “Fritzl!” Ao mesmo tempo tratava as meninas de forma muitíssimo agressiva, masculina e arrogante, abraçando-as e beijando-as com sinceridade - um procedimento ao qual Berta em particular não fazia objeção. Certa noite, quando Berta saía da sala, ele lhe pôs os braços ao redor do pescoço e lhe disse com voz muito apaixonada: “Berta, você é um amor!” A propósito, isso não o impedia de beijar também os outros e de confessar a eles seu amor. Gostava também de Mariedl, de quatorze anos, outra filha do senhorio que costumava brincar com ele. Uma noite disse, quando lhe punham na cama: “Quero que Mariedl venha dormir comigo.” Quando lhe foi dito que isso não podia ser, ele falou: “Então ela vai dormir com a mamãe ou com o papai.” Disseram-lhe que também isso seria impossível, mas que Mariedl tinha que dormir com o pai e a mãe dela. Seguiu-se então o seguinte diálogo:
‘Hans: “Ah, então vou descer e dormir com Mariedl.”
‘Mãe: “Você quer mesmo sair de junto da mamãe e dormir lá embaixo?”
‘Hans: “Mas subo de novo amanhã de manhã para tomar café e fazer cocô.”
‘Mãe: “Está bem, se você quer mesmo deixar o papai e a mamãe, vá então pegar seu casaco e suas calças e… adeus!”
‘Hans, com efeito, pegou suas roupas e se dirigiu para a escada, para ir dormir com Mariedl; mas, é supérfluo dizer, foi buscado de volta.
‘(Por trás desse seu desejo, “Quero que Mariedl durma conosco”, evidentemente residia um outro desejo: “Eu quero que Mariedl” (com quem ele gostava tanto de estar) “faça parte de nossa família.” O pai e a mãe de Hans, todavia, tinham o hábito de levá-lo para a cama deles, embora apenas ocasionalmente; e não há dúvida de que estar ao lado deles haja despertado nele sentimentos eróticos; assim é que também seu desejo de dormir com Mariedl tinha um sentido erótico. Deitar na cama com seu pai e sua mãe era, para Hans, uma fonte de sentimentos eróticos, do mesmo modo que para qualquer outra criança.)’
Apesar de seus arroubos de homossexualidade, o pequeno Hans, face ao desafio de sua mãe, portou-se como um homem de verdade.
‘Também no próximo exemplo Hans disse a sua mãe: “Sabe, eu gostaria tanto de dormir com a menina.” Esse episódio nos divertiu bastante, pois Hans de fato se comportava como um adulto apaixonado. Assim, nesses últimos dias, uma linda menina, com cerca de oito anos, tem vindo ao restaurante onde fazemos refeições. Naturalmente Hans se apaixonou por ela na mesma hora. Ele fica constantemente se virando na sua cadeira, para lançar a ela olhares furtivos; acabando de comer, vai postar-se nas vizinhanças dela, de modo a flertar com ela; contudo, se acha que está sendo observado, ruboriza-se. Se seus olhares são correspondidos pela menina, ele logo olha para outra direção, com expressão de vergonha. Seu comportamento é, naturalmente, um prazer enorme para qualquer pessoa que esteja comendo no restaurante. Todo dia, quando é levado lá, diz: “Vocês acham que a menina vai lá hoje?” E quando finalmente ela aparece, ele fica bem vermelho, exatamente como uma pessoa adulta ficaria num caso assim. Certo dia, aproximou-se de mim com a face resplandescente e murmurou no meu ouvido: “Papai, eu sei onde a menina mora. Eu a vi subindo as escadas em tal e tal lugar.” Enquanto trata as meninas em casa com agressividade, nesse outro seu caso ele surge no papel de um admirador platônico e lânguido. Isso talvez seja devido ao fato de as outras meninas de casa serem crianças de aldeia, ao passo que a outra é uma jovem dama com refinamento. Conforme já mencionei, certa vez me disse que gostaria de dormir com ela.
‘Não desejando deixar Hans naquele estado extenuado ao qual fora levado por sua paixão pela menina, providenciei que se conhecessem e convidei a menina para vir vê-lo no jardim depois que ele tivesse terminado sua sesta, à tarde. Hans estava tão excitado com a expectativa da vinda da menina, que pela primeira vez não conseguiu dormir de tarde e ficou se revirando na cama, inquieto. Quando sua mãe perguntou “Por que você não está dormindo? Você está pensando na menina?”, ele disse “Sim”, como uma expressão de felicidade. E quando chegou em casa, vindo do restaurante, disse para todo o mundo de casa: “Sabe, a minha menina vem ver-me hoje.” Mariedl, de quatorze anos, relatou que ele ficava repetidamente perguntando a ela: “Olha, você acha que
ela vai ser boa para mim? Você acha que ela vai beijar-me, se eu beijá-la?”, e assim por diante. ‘Mas choveu à tarde, de modo que não se deu a visita, e Hans consolou-se com Berta e
Olga.’
Outras observações, feitas também na época das férias de verão, sugerem que todas as espécies de novos processos evolutivos estavam ocorrendo no menino.
‘Hans, quatro anos e três meses. Nessa manhã a mãe de Hans lhe deu seu banho diário, como de hábito, secando-o e aplicando-lhe talco. Quando a mãe lhe passava talco em volta do seu pênis, tomando cuidado para não tocá-lo, Hans lhe disse: “Por que é que você não põe seu dedo aí?”
‘Mãe: “Porque seria porcaria.”
‘Hans: “Que é isso? Porcaria? Por quê?”
‘Mãe: “Porque não é correto.”
‘Hans: (rindo) “Mas é muito divertido.”
Na mesma época, mais ou menos, Hans teve um sonho, que contrastava admiravelmente com a audácia que mostrara perante sua mãe. Foi seu primeiro sonho que se tornou irreconhecível devido à distorção. A intervenção de seu pai, contudo, conseguiu elucidá-lo.
‘Hans, quatro anos e três meses, Sonho. Nessa manhã, Hans acordou e disse: “Sabe,
ontem à noite pensei assim: Alguém disse: ‘Quem quer vir até mim?’ Então alguém disse: ‘Eu
quero.’ Então ele teve que obrigar ele a fazer pipi.”
‘Novas perguntas vieram esclarecer que não existia qualquer conteúdo visual nesse sonho, que era do tipo puramente auditivo. Nesses últimos dias Hans tem brincado com jogos de salão e de “cobrar prendas” com os filhos do nosso senhorio, e entre eles estão suas amigas Olga (sete anos) e Berta (cinco anos). (O jogo de cobrar prenda é feito da seguinte maneira: A: “De quem é a prenda que tenho na minha mão?” B: “É minha.” Então se decide o que é que B tem de fazer.) O sonho tomou esse jogo como modelo; mas o que Hans queria era que a pessoa a quem pertencia a prenda fosse obrigada, não a dar um beijo, ou receber um tapa no rosto, como de costume, mas sim a fazer pipi, ou melhor, a ser compelida por outro a fazer pipi.
‘Consegui que ele me contasse de novo seu sonho. Repetiu-o com as mesmas palavras, só que em vez de “então alguém disse”, dessa vez falou “então ela disse”. Esse “ela” era evidentemente Berta, ou Olga, uma das meninas com quem ele havia brincado. Traduzindo-o, o sonho era o seguinte: “Eu estava brincando de cobrar prendas com as meninas. Perguntei: ‘Quem
é que quer vir comigo.’ Ela (Berta, ou Olga) respondeu: ‘Eu quero.’ Então ela tem que me obrigar a fazer pipi.” (Isto é, ela tinha que ajudá-lo a urinar, o que é evidentemente agradável para Hans.)
Claro que ter de fazer pipi, tendo alguém que lhe desabotoe a calça e exponha seu pênis,
é para Hans um processo prazeroso. Quando estão passeando, na maior parte das vezes quem ajuda Hans é seu pai; isso dá à criança uma oportunidade para a fixação de inclinações homossexuais na figura paterna.
‘Há dois dias, como já relatei, enquanto sua mãe o lavava e polvilhava de talco suas partes genitais, ele lhe perguntou: “Por que é que você não põe seu dedo aí?” Ontem, quando ajudava Hans a urinar, ele pela primeira vez me pediu que o levasse para trás da casa, de modo que ninguém pudesse vê-lo. E acrescentou: “No ano passado, quando eu fazia pipi, Berta e Olga estavam me olhando.” Creio que isso queria dizer que no ano passado ele sentia prazer em ser observado pelas meninas, mas que agora já não é mais a mesma coisa. Seu exibicionismo sucumbiu à repressão. O fato de o desejo de que Berta e Olga pudessem vê-lo fazer pipi (ou o obrigassem a fazer) agora se encontrar reprimido na vida real explica seu aparecimento no sonho, disfarçado nitidamente no jogo de cobrar prendas. Desde então tenho observado repetidamente que Hans não gosta de ser visto fazendo pipi.’
Acrescentarei apenas que esse sonho obedece à regra que formulei em A Interpretação de Sonhos [1900a, Capítulo VI, Seção F (ver em [1], 1972)], segundo a qual as falas ocorrentes em sonhos são derivadas de falas ouvidas ou expressas pelo sonhador nos dias que precederam ao sonho.
O pai de Hans anotou uma outra observação, datada do período imediato ao seu regresso para Viena: “Hans (quatro anos e meio) estava novamente vendo darem banho em sua irmãzinha, e então começou a rir. Ao lhe perguntarem por que ria, respondeu: “Estou rindo do pipi de Hanna.” “Por quê?” “Porque seu pipi é tão bonito.”
‘Naturalmente sua resposta não era sincera. Na realidade, o pipi dela lhe parecia engraçado. Ademais, foi essa a primeira vez em que Hans reconheceu a diferença entre os genitais masculinos e femininos, em vez de negar sua existência.’
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud faz um relato da história de vida de Hans, incluindo um sonho e suas relações com a realidade, com o meio ambiente e seu contexto.
Certa vez, estando na estação ferroviária (tinha três anos e nove meses), viu água saindo de uma locomotiva. ‘Olha’, disse ele, ‘A locomotiva está fazendo pipi. Mas onde está o pipi dela?’
Depois de pequena pausa, acrescentou com alguma reflexão: ‘Um cachorro e um cavalo têm pipi; a mesa e a cadeira, não.’ Assim tomou consciência de uma característica essencial de diferenciação entre objetos animados e inanimados.
A ânsia por conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual. A curiosidade de Hans orientava-se em particular para seus pais.
Hans (três anos e nove meses): ‘Papai, você também tem um pipi?’
Pai: ‘Sim, claro.’
Hans: ‘Mas nunca vi, quando você tirava a roupa.’Noutra ocasião, ele estava olhando insistentemente sua mãe despida, antes de ir para a cama. ‘Para que você está olhando para mim desse modo?’, ela perguntou.
Hans: ‘Eu só estava olhando para ver se você também tem um pipi.’
Mãe: ‘Claro. Você não sabia?’
Hans: ‘Não. Pensei que você era tão grande que tinha um pipi igual ao de um cavalo.’
Seu interesse por pipis levou-o a inventar um jogo especial todo próprio. ‘Dando para o saguão de entrada existe um lavatório e também um depósito escuro para guardar madeira. Já faz algum tempo que Hans, entrando nesse armário de madeira, vem dizendo: “Vou para o meu banheiro.” Certa vez olhei ali dentro para ver o que ele estava fazendo no depósito escuro. Ele me mostrou seu membro e disse: “Estou fazendo pipi.” Isso quer dizer que ele tem “brincado” no banheiro. O fato de isso ter a natureza de uma brincadeira revela-se não apenas por ele só estar pretendendo fazer pipi, mas também porque ele não vai ao banheiro, o que, em última análise, seria muitíssimo mais simples, preferindo, contudo, o armário, que ele chama de “seu banheiro”.’
Enfim, quando ela de fato aparecia, ele ficava felicíssimo e jamais retirava os olhos do apartamento do lado oposto ao nosso. A violência com que esse “amor à longa distância” o afetou deve-se explicar pelo fato de ele não ter companheiros de folguedos de qualquer dos dois sexos. Passar boa parte do tempo com outras crianças constitui, claramente, parte do desenvolvimento normal de uma criança.
‘Hans conseguiu alguma companhia desse tipo quando, pouco mais tarde (tinha perto de quatro anos e meio), mudamo-nos para Gmunden, para passarmos as férias de verão. Em nossa casa lá, seus companheiros eram os filhos do nosso senhorio: Franzl (cerca de doze anos), Fritzl (oito), Olga (sete) e Berta (cinco). Além deles, havia as filhas do vizinho, Anna (dez) e mais duas outras meninas, de nove e sete anos, cujos nomes esqueci. O favorito de Hans era Fritzl, que ele sempre estava abraçando, e a quem fazia declarações do seu amor. Certa vez, quando lhe perguntaram: “Das meninas, de quem você gosta mais?”, ele respondeu: “Fritzl!” Ao mesmo tempo tratava as meninas de forma muitíssimo agressiva, masculina e arrogante, abraçando-as e beijando-as com sinceridade - um procedimento ao qual Berta em particular não fazia objeção. Certa noite, quando Berta saía da sala, ele lhe pôs os braços ao redor do pescoço e lhe disse com voz muito apaixonada: “Berta, você é um amor!” A propósito, isso não o impedia de beijar também os outros e de confessar a eles seu amor. Gostava também de Mariedl, de quatorze anos, outra filha do senhorio que costumava brincar com ele. Uma noite disse, quando lhe punham na cama: “Quero que Mariedl venha dormir comigo.” Quando lhe foi dito que isso não podia ser, ele falou: “Então ela vai dormir com a mamãe ou com o papai.” Disseram-lhe que também isso seria impossível, mas que Mariedl tinha que dormir com o pai e a mãe dela. Seguiu-se então o seguinte diálogo:
‘Hans: “Ah, então vou descer e dormir com Mariedl.”
‘Mãe: “Você quer mesmo sair de junto da mamãe e dormir lá embaixo?”
‘Hans: “Mas subo de novo amanhã de manhã para tomar café e fazer cocô.”
‘Mãe: “Está bem, se você quer mesmo deixar o papai e a mamãe, vá então pegar seu casaco e suas calças e… adeus!”
‘Hans, com efeito, pegou suas roupas e se dirigiu para a escada, para ir dormir com Mariedl; mas, é supérfluo dizer, foi buscado de volta.
‘(Por trás desse seu desejo, “Quero que Mariedl durma conosco”, evidentemente residia um outro desejo: “Eu quero que Mariedl” (com quem ele gostava tanto de estar) “faça parte de nossa família.” O pai e a mãe de Hans, todavia, tinham o hábito de levá-lo para a cama deles, embora apenas ocasionalmente; e não há dúvida de que estar ao lado deles haja despertado nele sentimentos eróticos; assim é que também seu desejo de dormir com Mariedl tinha um sentido erótico. Deitar na cama com seu pai e sua mãe era, para Hans, uma fonte de sentimentos eróticos, do mesmo modo que para qualquer outra criança.)’
Na mesma época, mais ou menos, Hans teve um sonho, que contrastava admiravelmente com a audácia que mostrara perante sua mãe. Foi seu primeiro sonho que se tornou irreconhecível devido à distorção. A intervenção de seu pai, contudo, conseguiu elucidá-lo.
‘Hans, quatro anos e três meses, Sonho. Nessa manhã, Hans acordou e disse: “Sabe, ontem à noite pensei assim: Alguém disse: ‘Quem quer vir até mim?’ Então alguém disse: ‘Eu quero.’ Então ele teve que obrigar ele a fazer pipi.”
‘Consegui que ele me contasse de novo seu sonho. Repetiu-o com as mesmas palavras, só que em vez de “então alguém disse”, dessa vez falou “então ela disse”. Esse “ela” era evidentemente Berta, ou Olga, uma das meninas com quem ele havia brincado. Traduzindo-o, o sonho era o seguinte: “Eu estava brincando de cobrar prendas com as meninas. Perguntei: ‘Quem é que quer vir comigo.’ Ela (Berta, ou Olga) respondeu: ‘Eu quero.’ Então ela tem que me obrigar a fazer pipi.” (Isto é, ela tinha que ajudá-lo a urinar, o que é evidentemente agradável para Hans.)
Claro que ter de fazer pipi, tendo alguém que lhe desabotoe a calça e exponha seu pênis, é para Hans um processo prazeroso. Quando estão passeando, na maior parte das vezes quem ajuda Hans é seu pai; isso dá à criança uma oportunidade para a fixação de inclinações homossexuais na figura paterna.
Acrescentarei apenas que esse sonho obedece à regra que formulei em A Interpretação de Sonhos [1900a, Capítulo VI, Seção F (ver em [1], 1972)], segundo a qual as falas ocorrentes em sonhos são derivadas de falas ouvidas ou expressas pelo sonhador nos dias que precederam ao sonho.
O pai de Hans anotou uma outra observação, datada do período imediato ao seu regresso para Viena: “Hans (quatro anos e meio) estava novamente vendo darem banho em sua irmãzinha, e então começou a rir. Ao lhe perguntarem por que ria, respondeu: “Estou rindo do pipi de Hanna.” “Por quê?” “Porque seu pipi é tão bonito.”
‘Naturalmente sua resposta não era sincera. Na realidade, o pipi dela lhe parecia engraçado. Ademais, foi essa a primeira vez em que Hans reconheceu a diferença entre os genitais masculinos e femininos, em vez de negar sua existência.’
Mattanó aponta que através do relato da história de vida de Hans, incluindo um sonho e suas relações com a realidade, com o meio ambiente e seu contexto é possível desenvolver uma análise clínica ou teórica do seu caso, segundo as características do relato do caso.
Certa vez, estando na estação ferroviária (tinha três anos e nove meses), viu água saindo de uma locomotiva. ‘Olha’, disse ele, ‘A locomotiva está fazendo pipi. Mas onde está o pipi dela?’
Depois de pequena pausa, acrescentou com alguma reflexão: ‘Um cachorro e um cavalo têm pipi; a mesa e a cadeira, não.’ Assim tomou consciência de uma característica essencial de diferenciação entre objetos animados e inanimados.
A ânsia por conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual, contudo esta curiosidade sexual revela-se ingênua e sem malícia antes da puberdade, revelando-se traumática em casos de abuso, estupro e violência sexual de menores de 14 anos de idade. A curiosidade de Hans orientava-se em particular para seus pais.
Hans (três anos e nove meses): ‘Papai, você também tem um pipi?’
Pai: ‘Sim, claro.’
Hans: ‘Mas nunca vi, quando você tirava a roupa.’Noutra ocasião, ele estava olhando insistentemente sua mãe despida, antes de ir para a cama. ‘Para que você está olhando para mim desse modo?’, ela perguntou.
Hans: ‘Eu só estava olhando para ver se você também tem um pipi.’
Mãe: ‘Claro. Você não sabia?’
Hans: ‘Não. Pensei que você era tão grande que tinha um pipi igual ao de um cavalo.’
Seu interesse por pipis levou-o a inventar um jogo especial todo próprio. ‘Dando para o saguão de entrada existe um lavatório e também um depósito escuro para guardar madeira. Já faz algum tempo que Hans, entrando nesse armário de madeira, vem dizendo: “Vou para o meu banheiro.” Certa vez olhei ali dentro para ver o que ele estava fazendo no depósito escuro. Ele me mostrou seu membro e disse: “Estou fazendo pipi.” Isso quer dizer que ele tem “brincado” no banheiro. O fato de isso ter a natureza de uma brincadeira revela-se não apenas por ele só estar pretendendo fazer pipi, mas também porque ele não vai ao banheiro, o que, em última análise, seria muitíssimo mais simples, preferindo, contudo, o armário, que ele chama de “seu banheiro”.’ Esta brincadeira revela um desvio no comportamento de Hans, o que poderia indicar que ele estava com algum problema devido a algum processo traumático ou de dificuldade comportamental em função do que significava o pipi e de qual era o seu sentido que poderia ter sido adquirido em alguma relação abusiva, exploratória, de estupro ou de violência sexual vivida por ele em seu mundo real ou ideal.
Enfim, quando ela de fato aparecia, ele ficava felicíssimo e jamais retirava os olhos do apartamento do lado oposto ao nosso. A violência com que esse “amor à longa distância” o afetou deve-se explicar pelo fato de ele não ter companheiros de folguedos de qualquer dos dois sexos. Passar boa parte do tempo com outras crianças constitui, claramente, parte do desenvolvimento normal de uma criança. Este comportamento é indício de que havia algo de errado com o pequeno Hans.
‘Hans conseguiu alguma companhia desse tipo quando, pouco mais tarde (tinha perto de quatro anos e meio), mudamo-nos para Gmunden, para passarmos as férias de verão. Em nossa casa lá, seus companheiros eram os filhos do nosso senhorio: Franzl (cerca de doze anos), Fritzl (oito), Olga (sete) e Berta (cinco). Além deles, havia as filhas do vizinho, Anna (dez) e mais duas outras meninas, de nove e sete anos, cujos nomes esqueci. O favorito de Hans era Fritzl, que ele sempre estava abraçando, e a quem fazia declarações do seu amor. Certa vez, quando lhe perguntaram: “Das meninas, de quem você gosta mais?”, ele respondeu: “Fritzl!” Ao mesmo tempo tratava as meninas de forma muitíssimo agressiva, masculina e arrogante, abraçando-as e beijando-as com sinceridade - um procedimento ao qual Berta em particular não fazia objeção. Certa noite, quando Berta saía da sala, ele lhe pôs os braços ao redor do pescoço e lhe disse com voz muito apaixonada: “Berta, você é um amor!” A propósito, isso não o impedia de beijar também os outros e de confessar a eles seu amor. Gostava também de Mariedl, de quatorze anos, outra filha do senhorio que costumava brincar com ele. Uma noite disse, quando lhe punham na cama: “Quero que Mariedl venha dormir comigo.” Quando lhe foi dito que isso não podia ser, ele falou: “Então ela vai dormir com a mamãe ou com o papai.” Disseram-lhe que também isso seria impossível, mas que Mariedl tinha que dormir com o pai e a mãe dela. Seguiu-se então o seguinte diálogo:
‘Hans: “Ah, então vou descer e dormir com Mariedl.”
‘Mãe: “Você quer mesmo sair de junto da mamãe e dormir lá embaixo?”
‘Hans: “Mas subo de novo amanhã de manhã para tomar café e fazer cocô.”
‘Mãe: “Está bem, se você quer mesmo deixar o papai e a mamãe, vá então pegar seu casaco e suas calças e… adeus!”
‘Hans, com efeito, pegou suas roupas e se dirigiu para a escada, para ir dormir com Mariedl; mas, é supérfluo dizer, foi buscado de volta.
‘(Por trás desse seu desejo, “Quero que Mariedl durma conosco”, evidentemente residia um outro desejo: “Eu quero que Mariedl” (com quem ele gostava tanto de estar) “faça parte de nossa família.” O pai e a mãe de Hans, todavia, tinham o hábito de levá-lo para a cama deles, embora apenas ocasionalmente; e não há dúvida de que estar ao lado deles haja despertado nele sentimentos eróticos; assim é que também seu desejo de dormir com Mariedl tinha um sentido erótico. Deitar na cama com seu pai e sua mãe era, para Hans, uma fonte de sentimentos eróticos, do mesmo modo que para qualquer outra criança.)’. Para Mattanó estes comportamentos são indícios de que havia algo errado na relação do pequeno Hans com seu comportamento social com as crianças, onde investia nelas conteúdo adulto, substituindo-as por adultos em seu inconsciente e em seu comportamento, demonstrando haver algum problema ou dificuldade comportamental dele em relação com as crianças ou sua infância, sua criança interior e seus significados e sentidos, contextos e comportamentos infantis, demonstrando, ele, querer ser um adulto e não uma criança, o que lhe parecia ser difícil e insuportável a sua consciência, por isso seu inconsciente trabalhava deste modo.
Na mesma época, mais ou menos, Hans teve um sonho, que contrastava admiravelmente com a audácia que mostrara perante sua mãe. Foi seu primeiro sonho que se tornou irreconhecível devido à distorção. A intervenção de seu pai, contudo, conseguiu elucidá-lo.
‘Hans, quatro anos e três meses, Sonho. Nessa manhã, Hans acordou e disse: “Sabe, ontem à noite pensei assim: Alguém disse: ‘Quem quer vir até mim?’ Então alguém disse: ‘Eu quero.’ Então ele teve que obrigar ele a fazer pipi.”
‘Consegui que ele me contasse de novo seu sonho. Repetiu-o com as mesmas palavras, só que em vez de “então alguém disse”, dessa vez falou “então ela disse”. Esse “ela” era evidentemente Berta, ou Olga, uma das meninas com quem ele havia brincado. Traduzindo-o, o sonho era o seguinte: “Eu estava brincando de cobrar prendas com as meninas. Perguntei: ‘Quem é que quer vir comigo.’ Ela (Berta, ou Olga) respondeu: ‘Eu quero.’ Então ela tem que me obrigar a fazer pipi.” (Isto é, ela tinha que ajudá-lo a urinar, o que é evidentemente agradável para Hans.)
Claro que ter de fazer pipi, tendo alguém que lhe desabotoe a calça e exponha seu pênis, é para Hans um processo prazeroso. Quando estão passeando, na maior parte das vezes quem ajuda Hans é seu pai; isso dá à criança uma oportunidade para a fixação de inclinações homossexuais na figura paterna.
Acrescentarei apenas que esse sonho obedece à regra que formulei em A Interpretação de Sonhos [1900a, Capítulo VI, Seção F (ver em [1], 1972)], segundo a qual as falas ocorrentes em sonhos são derivadas de falas ouvidas ou expressas pelo sonhador nos dias que precederam ao sonho. Para Mattanó o sonho revela o conteúdo difícil e insuportável a sua consciência dele ser uma criança e o desejo de ser um adulto.
O pai de Hans anotou uma outra observação, datada do período imediato ao seu regresso para Viena: “Hans (quatro anos e meio) estava novamente vendo darem banho em sua irmãzinha, e então começou a rir. Ao lhe perguntarem por que ria, respondeu: “Estou rindo do pipi de Hanna.” “Por quê?” “Porque seu pipi é tão bonito.”
‘Naturalmente sua resposta não era sincera. Na realidade, o pipi dela lhe parecia engraçado. Ademais, foi essa a primeira vez em que Hans reconheceu a diferença entre os genitais masculinos e femininos, em vez de negar sua existência.’ Para Mattanó o pequeno Hans começou a perceber a diferença entre os genitais masculinos e femininos, em vez de negar a sua existência, pois este comportamento tinha uma funcionalidade para ele, era reforçador e tinha estímulos e consequências que o reforçavam como por exemplo o desejo de ser adulto e de negar sua vida de criança e provavelmente suas dificuldades comportamentais ou traumas psíquicos e comportamentais oriundos dos significados e sentidos que ele apreendeu de suas relações com o mundo real e ideal.
MATTANÓ
(01/03/2022)
Mattanó aponta que as pessoas podem estar significado e dando sentido as suas tragédias nas canções de hoje com esse sofrimento e lavagem cerebral aumentando o seu sofrimento.
MATTANÓ
(01/03/2022)
Mattanó aponta que essa telepatia pode ser um comportamento de defesa e de luta que envolve a linguagem e a comunicação, pois envolve muita violência e dor física e psicológica. Pode ser uma evolução da defesa e da luta, da caça e da sobrevivência, do poder, que envolvem a família, a comunicação, a socialização, as tecnologias, os instrumentos criados pelos homens e mulheres, os grandes avanços da humanidade, as religiões, as artes, as políticas, as ciências, o trabalho e a educação.
MATTANÓ
(01/03/2022)
MENSAGEM DA RAINHA DO AMOR DE 25 DE FEVEREIRO DE 2022 PARA OSNY MATTANÓ JÚNIOR:
¨É guerra. É guerra no Brasil!¨
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 01 de março de 2022.
Mattanó aponta que se Jesus Cristo defendeu adúltera era porque Ele tinha pensamentos de adúltero, da mesma forma se o Seu Amor defende os pedófilos, estupradores, abusadores, tarados, exploradores, violentadores, maníacos e os telepaths como doentes mentais, é porque, Ele tem esses pensamentos enquanto Deus de Amor e os converte em Sinais e Chagas inconscientes de Amor e de Cristo numa Cruz.
MATTANÓ
(02/03/2022)
MENSAGEM DA RAINHA DO AMOR DE 02 DE MARÇO DE 2022 PARA OSNY MATTANÓ JÚNIOR (ÀS 4H38MIN):
¨Você não é doente, você é Santo, você está acima de tudo Amor.¨
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 02 de março de 2022.
TRANSTORNO DE CASTRAÇÃO (DE TELEPATH) E TRANSTORNO DE RACISMO (2022):
O transtorno de castração de telepath ou de telepatia, de conhecimento ou de mundo virtual, lavagem cerebral, extorsão, vingança e estupro virtual refere-se ao modo como o paciente significa e dá sentido à sua castração e ao seu poder em relação a telepatia, conhecimento e mundo virtual, lavagem cerebral, extorsão, vingança e estupro virtual dele mesmo e dos outros, inclusive dos incapazes, paranormais e super-humanos, e dos sindrômicos, ou seja, dos que seguem outros caminhos evolutivos, esse poder leva o paciente a negligenciar e a discriminar esses indivíduos que tem outros caminhos evolutivos, devido a um transtorno de racismo que aflora e se manifesta como racismo e tentativa de despersonalização, tomando conta de muitos, gerando ódio e intolerância, violência contra esses indivíduos que se veem ameaçados e sem liberdade de pensamento e de consciência e aprisionados em seus medos, vergonhas e humilhações, diferenças que o Homo Sapiens converte no transtorno de castração.
MATTANÓ
(02/03/2022)
Mattanó aponta que a curiosidade infantil pelo próprio corpo e pelo corpo de seus pais, pelo corpo de seus irmãos, pelo corpo de seus amigos e familiares, pelo corpo dos seres vivos e pelos objetos que existem ao redor dessa criança, desde o nascimento, nos revelam que a criança vai criando e desenvolvendo comportamentos e psique que se mantêm pelas consequências como uma máquina funcional, pois o comportamento necessita de S – R – C, estímulo – resposta – consequência, para existir e ter funcionalidade e assim adquirir significados e sentidos diante do mundo real e ideal, diante do prazer e da realidade, formando o imaginário e o simbólico conforme a criança vai crescendo e adquirindo mais estruturas cognitivas, e assim suas experiências que variam entre o brincar e as consequências das pulsões de vida e de morte, que podem ser o prazer, o sofrimento, a realidade, as necessidades satisfeitas, as necessidades insatisfeitas, a angústia, a ansiedade, o abuso, a exploração, a violência, a pedofilia, o horror, a loucura, as doenças e o tratamento e cura delas, os traumas e suas consequências, a vingança, a extorsão, o estupro e o estupro virtual, o abandono e a escola com a educação, com base no repertório comportamental e psíquico adquirido com seus pais e familiares ou cuidadores.
São estes fenômenos primitivos que podem dar base comportamental e psíquica para eventos posteriores como a pedofilia, o estupro, o racismo, o homicídio, o roubo, a violência, o infanticídio, o feminicídio, o terrorismo, o tráfico de drogas, de pessoas, de escravos, as organizações criminosas, a corrupção, a escravidão, as guerras e os conflitos, a prostituição, a pornografia, o uso de drogas, o tráfico de armas e o uso de armas, a criação de heróis, monstros e escravos, a literatura, o cinema, a música, a televisão, as novelas, o teatro, as grandes e pequenas viagens ou expedições, a exploração do Universo, o universo mitológico e dos ritos que sempre estão construindo aberturas para a passagem dos iniciados ou dos convertidos num aperfeiçoamento dos significados e sentidos das mensagens para a sua comunidade.
O desenvolvimento destes nossos comportamentos que formam o nossos heróis, monstros e escravos depende das leis do inconsciente, elas, o niilismo, o condensamento, o deslocamento, o comportamento, a Gestalt e os insights, e as relações sociais que se organizam e se reorganizam, fazendo uma entropia e uma neguentropia, como o desenvolvimento da linguagem, da cognição, da psicomotricidade, da sexualidade, da moral, do brincar, do social e do motor, é pois assim que nasce cada cadeia de comportamentos que constitui o repertório comportamental do indivíduo, através dos repertórios comportamentais básicos que se desenvolvem uns a partir dos outros, a atenção, a discriminação, o controle e a imitação, eles responsáveis pelo desenvolvimento dos nossos comportamentos que formam nossos heróis, monstros e escravos e atuam de forma sincrônica com as leis do inconsciente, sem prejudicar, atenuar ou aumentar qualquer uma delas, atuando sobre o caráter, o temperamento, a personalidade e o desenvolvimento do indivíduo que se constroem aos poucos se associado e podendo gerar novos repertórios comportamentais que quando desencadeados iniciam-se também de modo bastante básico e vão se desenvolvendo, como a telepatia que modifica o comportamento e a psique do indivíduo, inclusive suas relações sociais, de escola, de família, de religião e igreja, de trabalho, de comunicação e de liberdade, locomoção, prazer, sexualidade, higiene, afetividade, pensamento e cognição, inclusive de envelhecimento e de dor e doenças, morte e ressurreição, de violência e de acidentes, de tragédias, catástrofes, calamidades, horrores, guerras e conflitos, de milagres, de perdão, da necessidade de se pedir perdão para o próximo por ter Amor que vem de Deus por ele, perdão que modifica também sua relação com Deus e com o Seu Amor. É como se o Homo Sapiens em seu mundo psíquico e comportamental, desde seu início mais primitivo, desde a criação e o pecado, inaugurasse o modelo de busca de heróis, monstros e escravos, entre o brincar e as consequências das pulsões de vida e de morte, que podem ser o prazer, o sofrimento, a realidade, as necessidades satisfeitas, as necessidades insatisfeitas, a angústia, a ansiedade, a nudez, o frio, o calor, o medo, a fome, a guerra, o combate, a caça, a esperança, o abuso, a exploração, a violência, a pedofilia, o horror, a loucura, as doenças e o tratamento e cura delas, os xamãs, os traumas e suas consequências, a vingança, a extorsão, o estupro e o estupro virtual, o abandono, a política, os ritos e os mitos, a morte e os rituais de vida após a morte, e a escola com a educação ou a transmissão de conhecimentos e saberes, com base no repertório comportamental e psíquico adquirido com seus pais e familiares ou cuidadores, consequências adquiridas com o pecado, com a morte. Jesus trouxe a Vida Eterna e o Seu Amor trouxe a oportunidade para a humanidade e cada ser humano perdoar a Deus, pois Ele se revelou Amor e todo Amor chora porque Ama e quer o melhor para os seus filhos e filhas. O Amor de Deus, de Jesus e de Maria chora quando o homem e a mulher não se convertem a um Amor e Misericórdia plenos e verdadeiros, duradouros, eternos, que os levem pela confiança ao Reino dos Céus, a uma Mãe que atende por Rainha do Amor, que é rica em Amor e estende suas mãos e obras do Céu por Amor a Terra e ao Seu Amor, ¨a guerra entre a Rússia e a Ucrânia só chegará ao fim quando houver Amor entre as nações, da mesma forma Ela diz que as outras nações que estão em guerra, suas guerras só terminarão quando houver Amor¨ (Rainha do Amor).
MATTANÓ
(02/03/2022)
Mattanó aponta que os estudos universitários deveriam terem início já no 1º Grau, na 1ª série, com o olhar e a escuta do professor voltados para os interesses das crianças no âmbito laborial através do brincar e do estudar, da aprendizagem, do ensino e aprendizagem, de acordo com a realidade cognitiva, social, psíquica, sexual, comportamental e moral de cada aluno despertada na seu ensino e aprendizagem, brincar e estudar através de jogos que denunciam os seus interesses, motivações, habilidades, características comportamentais e psíquicas, morais e sexuais e assim repertório para desenvolver uma profissão ao longo deste compromisso de descobertas no 1º Grau que continua no 2º Grau com o seu aperfeiçoamento e titulação de técnico na área escolhida e descoberta neste processo de descobertas. É no 3º Grau que o aluno faz a sua carreira profissional e assim por diante.
MATTANÓ
(07/03/2022)
Mattanó aponta que o heterossexual possui também o interesse sexual tanto no homossexualismo quanto no heterossexualismo e no bissexualismo, este interesse não contamina a orientação e o papel sexual do indivíduo.
MATTANÓ
(07/03/2022)
Mattanó aponta que podemos transferir para as empresas e organizações o papel das políticas e não somente de administração, inclusive o papel de segurança, educação, geração de renda e de trabalho, de transporte e locomoção, de saúde, de alimentação, para o combate da pobreza e da miséria em países pobres e miseráveis, mesmo que parcialmente se a empresa ou a organização não dispor de renda para bancar esta proposta ou orçamento. Assim com o poder político nas mãos dos empresários, eles poderão desenvolver projetos sociais, de educação, de trabalho, de ocupação, de saúde, de justiça e cidadania, religiosos, etc., através de emendas no orçamento do município, do estado e da união, e regular os esforços, o trabalho, o papel de cada indivíduo e do orçamento na sua empresa ou organização indo além do papel de empresa ou organização, construindo uma relação política e de poder com a classe política, administrativa e sua cliente-la.
MATTANÓ
(07/03/2022)
Mattanó aponta que destruir significados e sentidos pode ser uma das maiores causas das guerras na humanidade!
MATTANÓ
(07/03/2022)
Para a Psicanálise do Amor através do relato da história de vida de Hans, incluindo um sonho e suas relações com a realidade, com o meio ambiente e seu contexto é possível desenvolver uma análise clínica ou teórica do seu caso, segundo as características do relato do caso.
Certa vez, estando na estação ferroviária (tinha três anos e nove meses), viu água saindo de uma locomotiva. ‘Olha’, disse ele, ‘A locomotiva está fazendo pipi. Mas onde está o pipi dela?’
Depois de pequena pausa, acrescentou com alguma reflexão: ‘Um cachorro e um cavalo têm pipi; a mesa e a cadeira, não.’ Assim tomou consciência de uma característica essencial de diferenciação entre objetos animados e inanimados.
A ânsia por conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual, contudo esta curiosidade sexual revela-se ingênua e sem malícia antes da puberdade, revelando-se traumática em casos de abuso, estupro e violência sexual de menores de 14 anos de idade. A curiosidade de Hans orientava-se em particular para seus pais. Da mesma forma voltava-se para seus pais, hipotéticamente, sua curiosidade no mundo e na realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura e da sua metáfora de Amor que gerava significados e sentidos bíblicos para a solução de problemas, mas de acordo com sua idade e realidade, consciência, cultura e conhecimento, de tal forma que este mundo e realidade virtuais acompanhava a realidade operante vivida pelo pequeno Hans.
Hans (três anos e nove meses): ‘Papai, você também tem um pipi?’
Pai: ‘Sim, claro.’
Hans: ‘Mas nunca vi, quando você tirava a roupa.’Noutra ocasião, ele estava olhando insistentemente sua mãe despida, antes de ir para a cama. ‘Para que você está olhando para mim desse modo?’, ela perguntou.
Hans: ‘Eu só estava olhando para ver se você também tem um pipi.’
Mãe: ‘Claro. Você não sabia?’
Hans: ‘Não. Pensei que você era tão grande que tinha um pipi igual ao de um cavalo.’
Seu interesse por pipis levou-o a inventar um jogo especial todo próprio. ‘Dando para o saguão de entrada existe um lavatório e também um depósito escuro para guardar madeira. Já faz algum tempo que Hans, entrando nesse armário de madeira, vem dizendo: “Vou para o meu banheiro.” Certa vez olhei ali dentro para ver o que ele estava fazendo no depósito escuro. Ele me mostrou seu membro e disse: “Estou fazendo pipi.” Isso quer dizer que ele tem “brincado” no banheiro. O fato de isso ter a natureza de uma brincadeira revela-se não apenas por ele só estar pretendendo fazer pipi, mas também porque ele não vai ao banheiro, o que, em última análise, seria muitíssimo mais simples, preferindo, contudo, o armário, que ele chama de “seu banheiro”.’ Esta brincadeira revela um desvio no comportamento de Hans, o que poderia indicar que ele estava com algum problema devido a algum processo traumático ou de dificuldade comportamental em função do que significava o pipi e de qual era o seu sentido que poderia ter sido adquirido em alguma relação abusiva, exploratória, de estupro ou de violência sexual vivida por ele em seu mundo real ou ideal, inclusive no seu mundo e realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura e da sua metáfora de Amor que poderiam ter imposto ao pequeno Hans algum tipo de problema ao qual ele encontrou dificuldades psicológicas e comportamentais, traumáticas e sexuais, numa relação abusiva e sexual, exploratória e de violência sexual.
Enfim, quando ela de fato aparecia, ele ficava felicíssimo e jamais retirava os olhos do apartamento do lado oposto ao nosso. A violência com que esse “amor à longa distância” o afetou deve-se explicar pelo fato de ele não ter companheiros de folguedos de qualquer dos dois sexos. Passar boa parte do tempo com outras crianças constitui, claramente, parte do desenvolvimento normal de uma criança. Este comportamento é indício de que havia algo de errado com o pequeno Hans.
‘Hans conseguiu alguma companhia desse tipo quando, pouco mais tarde (tinha perto de quatro anos e meio), mudamo-nos para Gmunden, para passarmos as férias de verão. Em nossa casa lá, seus companheiros eram os filhos do nosso senhorio: Franzl (cerca de doze anos), Fritzl (oito), Olga (sete) e Berta (cinco). Além deles, havia as filhas do vizinho, Anna (dez) e mais duas outras meninas, de nove e sete anos, cujos nomes esqueci. O favorito de Hans era Fritzl, que ele sempre estava abraçando, e a quem fazia declarações do seu amor. Certa vez, quando lhe perguntaram: “Das meninas, de quem você gosta mais?”, ele respondeu: “Fritzl!” Ao mesmo tempo tratava as meninas de forma muitíssimo agressiva, masculina e arrogante, abraçando-as e beijando-as com sinceridade - um procedimento ao qual Berta em particular não fazia objeção. Certa noite, quando Berta saía da sala, ele lhe pôs os braços ao redor do pescoço e lhe disse com voz muito apaixonada: “Berta, você é um amor!” A propósito, isso não o impedia de beijar também os outros e de confessar a eles seu amor. Gostava também de Mariedl, de quatorze anos, outra filha do senhorio que costumava brincar com ele. Uma noite disse, quando lhe punham na cama: “Quero que Mariedl venha dormir comigo.” Quando lhe foi dito que isso não podia ser, ele falou: “Então ela vai dormir com a mamãe ou com o papai.” Disseram-lhe que também isso seria impossível, mas que Mariedl tinha que dormir com o pai e a mãe dela. Seguiu-se então o seguinte diálogo:
‘Hans: “Ah, então vou descer e dormir com Mariedl.”
‘Mãe: “Você quer mesmo sair de junto da mamãe e dormir lá embaixo?”
‘Hans: “Mas subo de novo amanhã de manhã para tomar café e fazer cocô.”
‘Mãe: “Está bem, se você quer mesmo deixar o papai e a mamãe, vá então pegar seu casaco e suas calças e… adeus!”
‘Hans, com efeito, pegou suas roupas e se dirigiu para a escada, para ir dormir com Mariedl; mas, é supérfluo dizer, foi buscado de volta.
‘(Por trás desse seu desejo, “Quero que Mariedl durma conosco”, evidentemente residia um outro desejo: “Eu quero que Mariedl” (com quem ele gostava tanto de estar) “faça parte de nossa família.” O pai e a mãe de Hans, todavia, tinham o hábito de levá-lo para a cama deles, embora apenas ocasionalmente; e não há dúvida de que estar ao lado deles haja despertado nele sentimentos eróticos; assim é que também seu desejo de dormir com Mariedl tinha um sentido erótico. Deitar na cama com seu pai e sua mãe era, para Hans, uma fonte de sentimentos eróticos, do mesmo modo que para qualquer outra criança.)’. Para Mattanó estes comportamentos são indícios de que havia algo errado na relação do pequeno Hans com seu comportamento social com as crianças, onde investia nelas conteúdo adulto, substituindo-as por adultos em seu inconsciente e em seu comportamento, demonstrando haver algum problema ou dificuldade comportamental dele em relação com as crianças ou sua infância, sua criança interior e seus significados e sentidos, contextos e comportamentos infantis, demonstrando, ele, querer ser um adulto e não uma criança, o que lhe parecia ser difícil e insuportável a sua consciência, por isso seu inconsciente trabalhava deste modo. Da mesma forma, hipotéticamente, o pequeno Hans poderia ter problemas com seu comportamento social com as crianças no mundo e na realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura e da sua metáfora de Amor que produzia, nesta fase de sua vida, desejos e comportamentos, que ele investia nas crianças, como se elas fossem adultos em seu inconsciente e comportamento, de tal forma que seus significados e sentidos corresponderiam a esta realidade.
Na mesma época, mais ou menos, Hans teve um sonho, que contrastava admiravelmente com a audácia que mostrara perante sua mãe. Foi seu primeiro sonho que se tornou irreconhecível devido à distorção. A intervenção de seu pai, contudo, conseguiu elucidá-lo.
‘Hans, quatro anos e três meses, Sonho. Nessa manhã, Hans acordou e disse: “Sabe, ontem à noite pensei assim: Alguém disse: ‘Quem quer vir até mim?’ Então alguém disse: ‘Eu quero.’ Então ele teve que obrigar ele a fazer pipi.”
‘Consegui que ele me contasse de novo seu sonho. Repetiu-o com as mesmas palavras, só que em vez de “então alguém disse”, dessa vez falou “então ela disse”. Esse “ela” era evidentemente Berta, ou Olga, uma das meninas com quem ele havia brincado. Traduzindo-o, o sonho era o seguinte: “Eu estava brincando de cobrar prendas com as meninas. Perguntei: ‘Quem é que quer vir comigo.’ Ela (Berta, ou Olga) respondeu: ‘Eu quero.’ Então ela tem que me obrigar a fazer pipi.” (Isto é, ela tinha que ajudá-lo a urinar, o que é evidentemente agradável para Hans.)
Claro que ter de fazer pipi, tendo alguém que lhe desabotoe a calça e exponha seu pênis, é para Hans um processo prazeroso. Quando estão passeando, na maior parte das vezes quem ajuda Hans é seu pai; isso dá à criança uma oportunidade para a fixação de inclinações homossexuais na figura paterna. Da mesma forma, hipotéticamente, no mundo e na realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura e da sua metáfora de Amor temos uma inclinação homossexual onde a criança, o pequeno Hans, é ajudado pelo seu pai a urinar expondo aqui uma fixação inconsciente e comportamental que tem seu correspondente virtual na Palavra e na Sagrada Escritura.
Acrescentarei apenas que esse sonho obedece à regra que formulei em A Interpretação de Sonhos [1900a, Capítulo VI, Seção F (ver em [1], 1972)], segundo a qual as falas ocorrentes em sonhos são derivadas de falas ouvidas ou expressas pelo sonhador nos dias que precederam ao sonho. Para Mattanó o sonho revela o conteúdo difícil e insuportável a sua consciência dele ser uma criança e o desejo de ser um adulto.
O pai de Hans anotou uma outra observação, datada do período imediato ao seu regresso para Viena: “Hans (quatro anos e meio) estava novamente vendo darem banho em sua irmãzinha, e então começou a rir. Ao lhe perguntarem por que ria, respondeu: “Estou rindo do pipi de Hanna.” “Por quê?” “Porque seu pipi é tão bonito.”
‘Naturalmente sua resposta não era sincera. Na realidade, o pipi dela lhe parecia engraçado. Ademais, foi essa a primeira vez em que Hans reconheceu a diferença entre os genitais masculinos e femininos, em vez de negar sua existência.’ Para Mattanó o pequeno Hans começou a perceber a diferença entre os genitais masculinos e femininos, em vez de negar a sua existência, pois este comportamento tinha uma funcionalidade para ele, era reforçador e tinha estímulos e consequências que o reforçavam como por exemplo o desejo de ser adulto e de negar sua vida de criança e provavelmente suas dificuldades comportamentais ou traumas psíquicos e comportamentais oriundos dos significados e sentidos que ele apreendeu de suas relações com o mundo real e ideal. Da mesma forma o pequeno Hans através do mundo e da realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura pode reconhecer a diferença entre os genitais masculinos e femininos, em vez de negar a sua existência, de tal maneira que assim ele poderia se sentir como os adultos e negar sua vida de criança, suas dificuldades comportamentais e traumáticas que se originaram da produção de desejos, comportamentos, significados e sentidos, e relações com o mundo real e ideal.
MATTANÓ
(28/02/2026)
CASO CLÍNICO E ANÁLISE
’Meu caro Professor: estou-lhe enviando mais alguma notícia a respeito de Hans, só que desta vez, lamento dizê-lo, se trata de material para um caso clínico. Como o senhor verá, nesses últimos dias ele vem apresentando um distúrbio nervoso que nos tem preocupado muito, a mim e minha esposa, pois não temos sido capazes de encontrar meio algum de corrigi-lo. Tomarei a liberdade de ir vê-lo amanhã… mas por enquanto… junto os apontamentos que fiz sobre o material de que dispunha.
‘Sem dúvida, o terreno foi preparado por uma superexcitação sexual devida à ternura da mãe de Hans; mas não sou capaz de especificar a causa real da excitação. Ele receia que um cavalo vá mordê-lo na rua, e esse medo parece estar de alguma forma relacionado com o fato de ele vir-se assustando com um grande pênis. Conforme o senhor soube, por um relato anterior, já em uma idade deveras precoce ele havia notado como são grandes os pênis dos cavalos, e nessa época deduziu que sua mãe, por ser tão grande, deveria ter um pipi como o do cavalo. [Cf. em [1].]
‘Não posso saber o que fazer desse aspecto. Será que ele viu um exibicionista em alguma
parte? Ou tudo isso está simplesmente relacionado com sua mãe? Não acharíamos muito agradável que ele, tão cedo, começasse a nos apresentar dificuldades. Com exceção do fato de estar receoso de sair à rua e de ficar com desânimo à noite, ele de resto é o mesmo Hans, tão alegre e animado como sempre foi.’
Não iremos acompanhar o pai de Hans, nem em suas ansiedades, facilmente compreensíveis, nem em suas primeiras tentativas de encontrar uma explicação; começaremos por examinar os elementos de que dispomos. Em última análise, não é nosso dever ‘compreender’ um caso logo à primeira vista: isso só é possível num estádio posterior, quando tivermos recebido bastantes impressões sobre ele. Por enquanto, deixaremos em suspenso nosso julgamento e daremos nossa atenção imparcial a tudo quanto houver para observar.
Os primeiros relatos, que datam dos primeiros dias de janeiro deste ano (1908), são os seguintes:
‘Hans (quatro anos e nove meses) despertou em lágrimas certa manhã. Quando lhe perguntaram por que estava chorando, ele disse a sua mãe: “Quando eu estava dormindo, pensei que você tinha ido embora e eu ficava sem a Mamãe para mimarmos juntos.”’Portanto, tratava-se de um sonho de ansiedade.
‘Eu já havia observado algo semelhante em Gmunden, no verão. À noite, deitado na cama, ele ficava habitualmente muito sentimental. Certa vez, fez uma observação, algo como “imagine se eu não tivesse uma mamãe” ou “imagine se você fosse embora”; não posso lembrar-me com precisão das palavras. Infelizmente, sempre que ele mergulhava em um sentimentalismo desses, sua mãe costumava levá-lo para a cama com ela.
‘Pelo dia 5 de janeiro, ele veio para a cama de sua mãe pela manhã e disse: “Você sabe o que tia M. falou? Ela disse assim: “Que amor de coisinha que ele tem.’” (Tia M. passou alguns dias conosco, há quatro semanas atrás. Certa vez, observando minha esposa dar banho no menino, ela realmente lhe dissera aquelas palavras, em voz baixa. Hans as ouvira por casualidade e agora estava tentando utilizá-las para seus próprios fins.)
‘Em 7 de janeiro, ele foi passear no Stadtpark com a babá, como de hábito. Na rua começou a chorar e pediu que o levasse para casa, dizendo que queria “mimar” junto com sua mãe. Em casa, perguntaram-lhe por que não tinha querido continuar o passeio e havia chorado, mas ele não respondeu. Até de noite esteve alegre, como sempre. Contudo, à noite ficou visivelmente assustado: chorava e não podia separar-se da mãe, desejando continuar “mimando” com ela. Ficou, então novamente alegre, e dormiu bem.
‘Em 8 de janeiro minha esposa decidiu levá-lo para passear, ela própria, a fim de observar o que é que o atormentava. Iam até o Schönbrunn, aonde ele sempre gostava de ir. De novo ele começou a chorar, não queria sair e estava assustado. Afinal, resolveu ir; na rua, contudo, estava visivelmente assustado. De volta de Schönbrunn, disse a sua mãe, depois de intensa luta interior: “Eu estava com medo de que um cavalo me mordesse.” (Com efeito, em Schönbrunn ficara inquieto quando viu um cavalo.) À noite, pareceu que tinha tido uma nova crise semelhante àquela
da noite passada, e que tinha desejado ser “mimado”. Sendo acalmado, disse chorando: “Eu sei
que vou ter de passear amanhã de novo.” E depois: “O cavalo vai entrar no quarto.”
’Naquele mesmo dia, sua mãe perguntou: “Você põe a mão no seu pipi?”, e ele respondeu: “Ponho, de noite, quando estou na cama.” No dia seguinte, 9 de janeiro, antes de fazer a sesta à tarde, foi advertido para que não pusesse a mão no pipi. Quando acordou, indagaram-lhe a esse respeito, ele disse que sim, que apesar da advertência pusera a mão lá por um momentinho.’
Assim, temos aqui o começo da ansiedade de Hans, bem como o início de sua fobia. Vemos, pois, que existe uma boa razão para manter as duas separadas uma da outra. Ademais, o material parece ser amplamente suficiente para fornecer-nos os suportes de que necessitamos; e nenhum momento é tão favorável para a compreensão de um caso quanto seu estádio inicial, tal qual deparamos aqui, embora infelizmente esse estádio via de regra seja ignorado, ou desprezado em silêncio. O distúrbio teve início com pensamentos ao mesmo tempo apreensivos e ternos, seguindo-se então um sonho de ansiedade cujo conteúdo era a perda de sua mãe e, com isso, não poder mais ‘mimar’ junto com ela. Por conseguinte, sua afeição pela mãe deve ter-se tornado fortemente intensa. Na sua condição era este o fenômeno fundamental. Em apoio a essa teoria, podemos recordar suas duas tentativas de seduzir sua mãe, datando a primeira delas do verão [ver em [1]], ao passo que a segunda (um simples elogio feito ao seu próprio pênis) ocorreu no momento imediato que precedeu a irrupção de sua ansiedade na rua. Foi esse aumento de afeição por sua mãe que subitamente se transformou em ansiedade, a qual, diga-se de passagem, sucumbiu à repressão. Ainda não sabemos de onde pode haver-se originado o ímpeto para a repressão. Talvez fosse apenas conseqüência da intensidade das emoções da criança, que ficara acima da sua capacidade de controle; ou talvez também estivessem em ação outras forças que ainda não tenhamos identificado. Isso iremos saber à medida que avançarmos. A ansiedade de Hans, que assim correspondia a uma ânsia erótica reprimida, como toda ansiedade infantil, não tinha um objeto com que dar saída: ainda era ansiedade, e não medo. A criança não pode dizer [no princípio] de que ela tem medo; e quando Hans, no primeiro passeio com a babá, não ia dizer de que tinha medo, isso foi simplesmente porque ele mesmo ainda não sabia. Ele disse tudo que sabia, que na rua sentia falta de sua mãe com quem queria ‘mimar’, e que não queria estar longe dela. Dizendo essas coisas, confessou abertamente o significado primário de sua aversão às ruas.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica o caso clínico e a análise do pequeno Hans. De onde veio sua fobia, sua ansiedade e suas tentativas de seduzir sua mãe.
Mattanó aponta que o caso clínico e a análise do pequeno Hans leva-nos a pensar que sua fobia é consequência de sua resposta a estimulação da sua falta sentida por sua mãe com quem queria ¨mimar¨ e não queria estar longe, criando uma aversão às ruas, sua ansiedade tem como gênese o medo de perder sua mãe com quem queria ¨mimar¨ e suas tentativas de seduzir sua mãe, suas duas tentativas de seduzir sua mãe, datando a primeira delas do verão [‘Sem dúvida, o terreno foi preparado por uma superexcitação sexual devida à ternura da mãe de Hans; mas não sou capaz de especificar a causa real da excitação. Ele receia que um cavalo vá mordê-lo na rua, e esse medo parece estar de alguma forma relacionado com o fato de ele vir-se assustando com um grande pênis. Conforme o senhor soube, por um relato anterior, já em uma idade deveras precoce ele havia notado como são grandes os pênis dos cavalos, e nessa época deduziu que sua mãe, por ser tão grande, deveria ter um pipi como o do cavalo.], ao passo que a segunda (um simples elogio feito ao seu próprio pênis) ocorreu no momento imediato que precedeu a irrupção de sua ansiedade na rua. Percebemos que a fobia, a ansiedade e as tentativas de seduzir sua mãe derivam de como o pequeno Hans interpretou seus estímulos e respondeu e reagiu as consequências, adquirindo um contexto ou novo contexto que está relacionado há como ele significa e dá sentido a esses elementos, como ele contextualiza, ele ainda não tem idade para conceituar a realidade, notamos que estas marcas ficam no mapa cognitivo do pequeno Hans e o ajudarão a adquirir novos repertórios comportamentais que demonstram características de trauma sexual ou dificuldade ou problema comportamental em relação aos pipis ou em relação as noções cognitivas que desenvolvem o seu comportamento, e neste episódio ao pipi de sua mãe que ele imagina ser tão grande como o de um cavalo, pois o cavalo e sua mãe são dois elementos ou corpos muito grandes em relação a ele, e isso o impressionava, causando significação e sentidos nesta orientação, conceitos e contextos, comportamentos e funcionalidades, sinais e símbolos, simbologias, topografias, linguagem, relações sociais, gestalts e insights, desejos e desejos de dormir, vida onírica e vida anímica, conteúdo manifesto e conteúdo latente, chistes, piadas e humor, desenhos, caricaturas, charges e brincadeiras, pressupostos e subentendidos, atos ilocucionários e atos perlocucionários, semântica, argumentos, arquétipos, filogênese, ontogênese, cultura, espiritualidade, vida e universo, economia e riquezas, atos falhos, esquecimentos, lapsos de linguagem, fantasias, delírios, alucinações, afetividade, prazer e realidade, discurso, ritos e mitos, psicohigiene, institucionalização, modos de relação social, ciclos circadianos, imunidade, nutrição, genótipo, homeostase, evolução e involução, inconsciente e consciência direcionada para a sua significação e capacidade de dar sentidos as suas relações com objetos de amor, de ódio e de medo como os pipis de sua mãe e cavalos que eram grandes de tamanho em função da altura em relação a ele, nesta fase de seu desenvolvimento cognitivo ele ainda não desenvolveu a conservação de tamanho, de forma, de quantidade, elas estão sendo construídas e desenvolvidas nas suas relações cognitivas e de aprendizagem com os pipis, sua mãe e os cavalos e sua linguagem.
MATTANÓ
(08/03/2022)
Para a Psicanálise do Amor Freud explica o caso clínico e a análise do pequeno Hans. De onde veio sua fobia, sua ansiedade e suas tentativas de seduzir sua mãe.
Mattanó aponta que o caso clínico e a análise do pequeno Hans leva-nos a pensar que sua fobia é consequência de sua resposta a estimulação da sua falta sentida por sua mãe com quem queria ¨mimar¨ e não queria estar longe, criando uma aversão às ruas, sua ansiedade tem como gênese o medo de perder sua mãe com quem queria ¨mimar¨ e suas tentativas de seduzir sua mãe, suas duas tentativas de seduzir sua mãe, datando a primeira delas do verão [‘Sem dúvida, o terreno foi preparado por uma superexcitação sexual devida à ternura da mãe de Hans; mas não sou capaz de especificar a causa real da excitação. Ele receia que um cavalo vá mordê-lo na rua, e esse medo parece estar de alguma forma relacionado com o fato de ele vir-se assustando com um grande pênis. Conforme o senhor soube, por um relato anterior, já em uma idade deveras precoce ele havia notado como são grandes os pênis dos cavalos, e nessa época deduziu que sua mãe, por ser tão grande, deveria ter um pipi como o do cavalo.], ao passo que a segunda (um simples elogio feito ao seu próprio pênis) ocorreu no momento imediato que precedeu a irrupção de sua ansiedade na rua. Percebemos que a fobia, a ansiedade e as tentativas de seduzir sua mãe derivam de como o pequeno Hans interpretou seus estímulos e respondeu e reagiu as consequências, adquirindo um contexto ou novo contexto que está relacionado há como ele significa e dá sentido a esses elementos, como ele contextualiza, ele ainda não tem idade para conceituar a realidade, notamos que estas marcas ficam no mapa cognitivo do pequeno Hans e o ajudarão a adquirir novos repertórios comportamentais que demonstram características de trauma sexual ou dificuldade ou problema comportamental em relação aos pipis ou em relação as noções cognitivas que desenvolvem o seu comportamento, e neste episódio ao pipi de sua mãe que ele imagina ser tão grande como o de um cavalo, pois o cavalo e sua mãe são dois elementos ou corpos muito grandes em relação a ele, e isso o impressionava, causando significação e sentidos nesta orientação, conceitos e contextos, comportamentos e funcionalidades, sinais e símbolos, simbologias, topografias, linguagem, relações sociais, gestalts e insights, desejos e desejos de dormir, vida onírica e vida anímica, conteúdo manifesto e conteúdo latente, chistes, piadas e humor, desenhos, caricaturas, charges e brincadeiras, pressupostos e subentendidos, atos ilocucionários e atos perlocucionários, semântica, argumentos, arquétipos, filogênese, ontogênese, cultura, espiritualidade, vida e universo, economia e riquezas, atos falhos, esquecimentos, lapsos de linguagem, fantasias, delírios, alucinações, afetividade, prazer e realidade, discurso, ritos e mitos, psicohigiene, institucionalização, modos de relação social, ciclos circadianos, imunidade, nutrição, genótipo, homeostase, evolução e involução, inconsciente e consciência direcionada para a sua significação e capacidade de dar sentidos as suas relações com objetos de amor, de ódio e de medo como os pipis de sua mãe e cavalos que eram grandes de tamanho em função da altura em relação a ele, nesta fase de seu desenvolvimento cognitivo ele ainda não desenvolveu a conservação de tamanho, de forma, de quantidade, elas estão sendo construídas e desenvolvidas nas suas relações cognitivas e de aprendizagem com os pipis, sua mãe e os cavalos e sua linguagem.
Da mesma forma, hipotetizamos, que o pequeno Hans desenvolveu sua fobia em função do medo de perder sua mãe, com quem queria ¨mimar¨ e não queria estar longe, criando uma aversão às ruas, mas também sua ansiedade e as suas tentativas de seduzir sua mãe, contudo segundo seu desenvolvimento comportamental e cognitivo e não somente do seu inconsciente, pois as relações cognitivas e de aprendizagem constróem a linguagem e o mapa cerebral, os caminhos cognitivos, o GPS da personalidade e a bússola da personalidade e assim o inconsciente e suas relações com o mundo e realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura e da sua metáfora de Amor que correspondem a esta realidade operante mediante análise e interpretação do conteúdo estudado ou representado.
MATTANÓ
(28/02/2026)
Além disso, havia aqueles estados em que ele se sentiu por duas noites seguidas, antes de ir dormir, os quais se caracterizavam por uma ansiedade mesclada com nítidos traços de ternura. Esses estados mostram que no início de sua doença não havia, até então, fobia alguma, quer com relação às ruas ou a passear, quer com relação a cavalos. Caso existisse, os estados que Hans assumia à noite seriam inexplicáveis; quem está para dormir se incomoda com ruas e passeios? Por outro lado, torna-se claro o motivo por que ele ficava tão assustado à noite, supondo-se que à hora de dormir certa intensificação de sua libido apossava-se dele: pois o objeto desta era sua mãe, e seu objetivo talvez tenha sido dormir com ela. Ademais, ele aprendeu, por
sua experiência, que em Gmunden sua mãe poderia ser persuadida a levá-lo para a cama dela toda vez que ele apresentava tais disposições, e aqui em Viena ele queria obter os mesmos fins. Também não devemos esquecer que por algum tempo, em Gmunden, ele estivera sozinho com sua mãe, de vez que seu pai não pudera passar lá as férias inteiras; além disso, que no campo as suas afeições estiveram divididas entre alguns companheiros de folguedos e amigos de ambos os sexos, ao passo que em Viena ele não tinha nenhum, de modo que sua libido estava em condições de voltar-se para sua mãe, sem dividir-se.
Assim, sua ansiedade correspondia a um forte anseio reprimido: também a repressão deve ser levada em conta. O anseio pode transformar-se completamente em satisfação, se o objeto ansiado lhe for concedido. Uma terapia dessa natureza já não é mais eficaz quando se lida com a ansiedade. Esta permanece até mesmo quando o anseio pode ser satisfeito. Já não é mais capaz de se retransformar inteiramente na libido; existe alguma coisa a reter a libido sob repressão. Esse fato, no caso de Hans, evidenciou-se por ocasião do passeio que fez a seguir, quando sua mãe o acompanhou. Estava com ela e, não obstante, ainda sofria de ansiedade, digamos, de um anseio insatisfeito com relação a ela. Realmente, a ansiedade era pouca, pois foi ele mesmo que se permitiu ser induzido a ir passear, ao passo que obrigara a babá a levá-lo de volta a casa. Além disso, a rua não é bem o lugar correto para ‘mimar’, ou o que quer que esse jovem apaixonado pudesse ter desejado fazer. A sua ansiedade, todavia, resistiu ao teste, e para ela a primeira coisa a fazer era encontrar um objeto. Foi nesse passeio que ele, pela primeira vez, expressou medo de que um cavalo o mordesse. De onde terão provindo os elementos para essa fobia? É provável que dos complexos - até aqui desconhecidos por nós - que contribuíram para a repressão e mantinham sob repressão os sentimentos libidinais de Hans para com sua mãe. Trata-se de um problema ainda não resolvido; e agora teremos de acompanhar o desenvolvimento do caso, a fim de chegar
a sua solução. O pai de Hans já nos deu algumas pistas, provavelmente merecedoras de confiança, como aqueles indícios de que Hans sempre observara com interesse os cavalos face ao grande tamanho dos seus pipis, de que presumira que sua mãe deveria ter um pipi como o do cavalo, e outros. Por conseguinte, seríamos levados a pensar que o cavalo fosse puramente um substituto de sua mãe. Mas, se assim fosse, qual seria o significado do fato de ele ficar com medo
a noite, de que um cavalo entrasse no quarto? São tolos receios de um menininho, diriam. Uma neurose, contudo, jamais expressa tolices, nem mesmo um sonho o faria menos. Quando não somos capazes de entender alguma coisa, procuramos desvalorizá-las com críticas. Um meio ideal de facilitar nossa tarefa.
Existe um outro ponto em relação ao qual é preciso que evitemos recuar diante dessa tentação. Hans admitia que ele, toda noite antes de ir dormir, se divertia brincando com seu pênis. ‘Ah! então está explicado’: o médico da família estará propenso a dizer. ‘A criança se masturbava, daí sua ansiedade patológica.’ Mas, vamos devagar. O fato de o menino extrair de si mesmo prazer, masturbando-se, não explica em absoluto sua ansiedade; pelo contrário, o ato torna a situação mais problemática do que antes. Os estados de ansiedade não são formados pela
masturbação ou pela obtenção de satisfação, qualquer que seja. Além disso, podemos supor que Hans, então com quatro anos e nove meses, se havia dado a esse prazer, toda noite, pelo menos por um período de um ano (ver em [1]). E vamos saber [ver em [2] e [3]] que, nessas ocasiões, ele de fato estava lutando para livrar-se do hábito - um estado de coisas que melhor se ajusta à repressão e à geração de ansiedade.
Devemos dizer também uma palavra em favor da admirável e devotada mãe de Hans. Seu pai a acusa, com certa aparência de justiça, de ser responsável pela manifestação da neurose da criança, em face de suas excessivas demonstrações de afeto para com Hans, e também da freqüência e facilidade com que o levava para sua cama. Poderíamos igualmente incriminá-la por haver precipitado o processo de repressão pela enérgica rejeição das tentativas dele (‘seria porcaria’ ,ver em [1]). Entretanto, ela tinha um papel predestinado a desempenhar, e a posição em que se encontrava era bem difícil.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que o pequeno Hans obtinha prazer de seu próprio pênis e que isto não significava que seus estados de ansiedade eram aí formados, mas, sim, correspondiam a um forte anseio reprimido, neste caso, ser mimado pela sua mãe num passeio. A ansiedade se transformou em medo de que um cavalo o mordesse, o cavalo tinha um pipi grande como ao de seu pai que por sinal levava-o a pensar que sua mãe também tinha um pipi grande, o cavalo não era um substituto da mãe e ele tinha medo de que ele entrasse de noite no seu quarto. Hans lutava para se livrar do hábito de se masturbar através da repressão e da geração de ansiedade, toda a noite. A mãe de Hans tinha um papel predestinado a desempenhar e a posição em que se encontrava era bem difícil, ela levava o pequeno Hans para sua cama com excessivas demonstrações de afeto e ela deu início ao processo de repressão pela energética rejeição das tentativas dele de se masturbar.
Mattanó aponta que o pequeno Hans obtinha prazer de seu próprio pênis e que isto não significava que seus estados de ansiedade eram aí formados, mas, sim, correspondiam a um forte anseio reprimido, neste caso, ser mimado pela sua mãe num passeio. A ansiedade se transformou em medo de que um cavalo o mordesse, o cavalo tinha um pipi grande como ao de seu pai que por sinal levava-o a pensar que sua mãe também tinha um pipi grande, o cavalo não era um substituto da mãe e ele tinha medo de que ele entrasse de noite no seu quarto. Hans lutava para se livrar do hábito de se masturbar através da repressão e da geração de ansiedade, toda a noite. A mãe de Hans tinha um papel predestinado a desempenhar e a posição em que se encontrava era bem difícil, ela levava o pequeno Hans para sua cama com excessivas demonstrações de afeto e ela deu início ao processo de repressão pela energética rejeição das tentativas dele de se masturbar. Notamos o desenvolvimento da libido através da masturbação, da repressão e da ansiedade, e vemos também o desenvolvimento da comunhão depois da sua fase de masturbação, passando para a repressão e para a ansiedade, e finalmente vemos a segurança na masturbação do pequeno Hans, seus significados e sentidos, na repressão e na ansiedade com seus significados e sentidos que o levaram a se comportar de determinada maneira. A comunhão e a segurança são incentivadas no papel da mãe de mimar o pequeno Hans e de acompanha-lo em seu quarto de noite, favorecendo-o em se livrar da masturbação por meio da repressão e do papel da ansiedade que geram comunhão e segurança, pois causam união e estabilidade emocional no pequeno Hans.
MATTANÓ
(09/03/2022)
Mattanó relata sua técnica de recuperação e otimização da memória, da leitura, da atenção, da concentração, inclusive da interpretação: estude e analise por longos anos enquanto seu transtorno mental ou esquizofrenia te acompanhar com auxílio de estímulos auditivos ou músicas e canções que produzam prazer em sua mente e comportamento, no meu caso, depois de 15 anos, deixe de lado estes estímulos auditivos, e estude em silêncio, e sinta grande melhora e facilidade para ler e interpretar, para ter atenção e concentração, inclusive prazer na leitura e no trabalho com o computador e continue seu trabalho com a mente ¨limpa¨.
MATTANÓ
(09/03/2022)
Para a Psicanálise do Amor o pequeno Hans obtinha prazer de seu próprio pênis e que isto não significava que seus estados de ansiedade eram aí formados, mas, sim, correspondiam a um forte anseio reprimido, neste caso, ser mimado pela sua mãe num passeio. A ansiedade se transformou em medo de que um cavalo o mordesse, o cavalo tinha um pipi grande como ao de seu pai que por sinal levava-o a pensar que sua mãe também tinha um pipi grande, o cavalo não era um substituto da mãe e ele tinha medo de que ele entrasse de noite no seu quarto. Hans lutava para se livrar do hábito de se masturbar através da repressão e da geração de ansiedade, toda a noite. A mãe de Hans tinha um papel predestinado a desempenhar e a posição em que se encontrava era bem difícil, ela levava o pequeno Hans para sua cama com excessivas demonstrações de afeto e ela deu início ao processo de repressão pela energética rejeição das tentativas dele de se masturbar. Notamos o desenvolvimento da libido através da masturbação, da repressão e da ansiedade, e vemos também o desenvolvimento da comunhão depois da sua fase de masturbação, passando para a repressão e para a ansiedade, e finalmente vemos a segurança na masturbação do pequeno Hans, seus significados e sentidos, na repressão e na ansiedade com seus significados e sentidos que o levaram a se comportar de determinada maneira. A comunhão e a segurança são incentivadas no papel da mãe de mimar o pequeno Hans e de acompanha-lo em seu quarto de noite, favorecendo-o em se livrar da masturbação por meio da repressão e do papel da ansiedade que geram comunhão e segurança, pois causam união e estabilidade emocional no pequeno Hans. Da mesma forma, hipotéticamente, o pequeno Hans, teria os mesmos processos psíquicos e comportamentais de ansiedade, medo, sedução, masturbação e comparação de seu pênis com o de seu pai e de sua mãe levando-o a repressão e a ansiedade toda a noite, através das contingências do mundo e da realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura e da sua metáfora de Amor que pode produzir desejo e comportamento e depois, significados e sentidos, segundo o desenvolvimento cognitivo, inconsciente e comportamental do indivíduo.
MATTANÓ
(28/02/2026)
Combinei com o pai de Hans que ele diria ao menino que tudo aquilo relacionado com cavalos não passava de uma bobagem. Seu pai iria dizer que a verdade é que ele gostava muito de sua mãe e que queria que ela o levasse para sua cama. A razão por que ele tinha então medo de cavalos se explicava por ele se haver interessado muito pelos seus pipis. Ele próprio observara não ser correto ficar tão preocupado assim com os pipis, mesmo com o dele; e tinha razão ao pensar dessa forma. A seguir sugeri a seu pai que começasse a dar a Hans alguns esclarecimentos dentro do tema do conhecimento sexual. O comportamento anterior da criança constituía para nós justificativa para admitirmos estar sua libido relacionada com um desejo de ver o pipi de sua mãe. Propus então a seu pai que afastasse de Hans esse objetivo, informando-o de que sua mãe e todos os outros seres femininos (como podia constatar com Hanna) não tinham pipi nenhum. Esse último esclarecimento lhe seria dado numa ocasião favorável, quando o assunto fosse motivado por alguma pergunta ou alguma observação casual de Hans.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que o pequeno Hans tinha interesse em observar os pipis dos cavalos e que isto era sinal do seu interesse em ver o pipi de sua mãe, ele se preocupava com pipis e com o dele mesmo, então deram-lhe uma regra, a de que sua mãe e os outros seres femininos não tinham pipi algum, mesmo que sua libido lhe direcionasse para ver o pipi de sua mãe.
Mattanó aponta que o pequeno Hans tinha interesse em observar os pipis dos cavalos e que isto era sinal do seu interesse em ver o pipi de sua mãe, ele se preocupava com pipis e com o dele mesmo, então deram-lhe uma regra, a de que sua mãe e os outros seres femininos não tinham pipi algum, mesmo que sua libido lhe direcionasse para ver o pipi de sua mãe. Nota-se que o pequeno Hans se comporta conforme significa e dá sentido as suas regras por meio da atenção, da imitação, da ordem e da instrução, e da discriminação, dos seus repertórios comportamentais básicos, por meio da palavra, da assimilação e da acomodação, do desequilíbrio cognitivo e da alfabetização, do seu desenvolvimento cognitivo, do seu mapa cognitivo e dos caminhos cognitivos que ele adquiriu e aprendeu, seguindo um S – R – C, estímulo – resposta – consequência, ou seja, uma funcionalidade comportamental.
MATTANÓ
(10/03/2022)
Para a Psicanálise do Amor o pequeno Hans tinha interesse em observar os pipis dos cavalos e que isto era sinal do seu interesse em ver o pipi de sua mãe, ele se preocupava com pipis e com o dele mesmo, então deram-lhe uma regra, a de que sua mãe e os outros seres femininos não tinham pipi algum, mesmo que sua libido lhe direcionasse para ver o pipi de sua mãe. Nota-se que o pequeno Hans se comporta conforme significa e dá sentido as suas regras por meio da atenção, da imitação, da ordem e da instrução, e da discriminação, dos seus repertórios comportamentais básicos, por meio da palavra, da assimilação e da acomodação, do desequilíbrio cognitivo e da alfabetização, do seu desenvolvimento cognitivo, do seu mapa cognitivo e dos caminhos cognitivos que ele adquiriu e aprendeu, seguindo um S – R – C, estímulo – resposta – consequência, ou seja, uma funcionalidade comportamental. Da mesma forma o pequeno Hans poderia desenvolver interesse em observar os pipis dos cavalos como sinal de interesse em ver o pipi de sua mãe e assim comparar com o de seu pai que era diferente, ou seja, tinha um pipi, mas agora através do mundo e da realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura e da metáfora do Amor através de avatares, onde o paciente pode deslocar para essa representação o conteúdo referente ao da realidade onde observava pipis de cavalos e efetuava comparações, através dos avatares o paciente pode deslocar esse conteúdo virtual e inconsciente e reinterpretá-lo, ressignifica-lo ou elaborá-lo, ou mesmo educá-lo e treiná-lo dependendo da idade do paciente, oferecendo repertório comportamental novo para ele que através dos repertórios comportamentais básicos se adapta e soluciona seu problema ou adversidade.
MATTANÓ
(21/03/2026)
As notícias que se seguem com respeito a Hans abrangem o período entre 1ë e 17 de março. O intervalo de mais de um mês será relatado diretamente.
‘Após Hans ter sido esclarecido, seguiu-se um período de relativa tranqüilidade, durante o qual podiam, sem maiores dificuldades, levá-lo para seu passeio diário no Stadtpark. [Ver em [1].] Seu medo de cavalos foi-se transmudando gradativamente em uma compulsão para olhá-los. Ele dizia: “Tenho que olhar para os cavalos, e aí fico com medo.”
‘Depois de uma gripe muito forte, que o prendeu na cama por duas semanas, sua fobia aumentou novamente, a tal ponto que não se conseguia levá-lo para sair, ou de qualquer forma não mais do que até a varanda. Todo domingo ele ia comigo até Lainz, pois é um dia em que não há muito tráfego nas ruas, e o caminho até a estação é bem curto. Certa vez, em Lainz, ele se recusou a passear fora do jardim, porque havia uma carruagem estacionada em frente. Uma semana depois, a qual ele passou em casa em conseqüência de uma operação das amígdalas, sua fobia aumentou de novo, agravando-se muito mais. Ele vai até a varanda, é verdade, mas não sai para passear. Quando chega até a porta da rua, vira-se rapidamente e volta.
‘No domingo, 1ë de março, houve a seguinte conversa no caminho até a estação. Eu estava tentando explicar-lhe de novo que os cavalos não mordem. Ele: “Mas os cavalos brancos mordem. Em Gmunden há um cavalo branco que morde. Se você apontar o dedo para ele, ele morde.” (Chamou-me a atenção ele dizer “dedo”, em vez de “mão”.) Então me contou a seguinte história, que repito aqui de forma mais objetiva: “Quando Lizzi tinha de ir embora, havia uma carroça com um cavalo branco em frente da casa dela, para levar a bagagem para a estação.” (Ele me contou que Lizzi era uma menina que morava numa casa vizinha.) “O pai dela estava parado perto do cavalo, e o cavalo virou a cabeça (para tocá-lo), e ele disse para Lizzi: ‘Não estenda seu dedo para o cavalo branco senão ele te morde.’” Nisso falei: “Sabe, parece-me que você não quer dizer um cavalo, mas um pipi, onde ninguém deve pôr a mão.”
‘Ele: “Mas um pipi não morde.”
‘Eu: “Mas pode ser que morda.” Então ele procurou animadamente provar-me que era de fato um cavalo branco.
‘Em 2 de março, quando ele mostrou de novo sinais de estar com medo, eu lhe disse: “Sabe de uma coisa? Essa bobagem sua” (é como ele fala da sua fobia) “… seria melhor se você passeasse mais vezes. Agora é muito ruim, porque você não tem podido sair pois estava doente.”
‘Ele: “Não é isso, é ruim porque eu ainda continuo pondo a mão no meu pipi de noite.”’ Médico e paciente, pai e filho, eram unânimes, por conseguinte, ao atribuírem a principal
participação na patogênese da atual condição de Hans ao seu hábito de masturbar-se. Não faltavam, contudo, indicações da existência de outros fatores significativos.
‘Em 3 de março admitimos uma nova empregada, que agradou muito a ele. Ela o deixa brincar de cavalo nas suas costas enquanto limpa o assoalho, e ele, por isso, a chama de “meu cavalo”, segurando a saia dela e gritando “Vamos”. Pelo dia 10 de março, ele disse à nova babá: “Se você fizer tal e tal coisa, você terá que se despir toda, e tirar até a camisa.” (Para ele isso era um castigo, mas é fácil identificar, por trás disso, o desejo.)
‘Ela: “E que mal teria? Eu me diria que não tenho dinheiro para gastar com roupas.”
‘Ele: “Mas seria uma vergonha. As pessoas veriam o seu pipi.”’
Temos aqui novamente a mesma curiosidade, orientada, todavia, para um novo objeto e (coerentemente com um período de repressão) ocultada sob um propósito moralizador.
’Em 13 de março, pela manhã, eu disse a Hans: “Você sabe que, se não puser mais a mão no seu pipi, você logo vai ficar bom dessa sua bobagem.”
‘Hans: “Mas eu não ponho mais a mão no meu pipi.”
‘Eu: “Mas você ainda quer pôr.”
‘Hans: “Quero sim. Mas querer não é fazer, e fazer não é querer.”(!!)
‘Eu: “Está bem, mas, para não deixar você querer, nesta noite você vai dormir num saco de
dormir.”
‘A seguir, saímos para a frente da casa. Hans ainda estava com medo, mas animou-se
visivelmente com a expectativa de seus esforços o aliviarem; e disse: “Que bom, se eu tiver um saco para dormir a minha bobagem amanhã vai desaparecer.” De fato, ele estava com muito menos medo de cavalos, e ficava relativamente calmo quando os veículos passavam.
‘Hans prometeu ir comigo a Lainz no domingo seguinte, dia 15 de março. A princípio mostrou resistência, mas enfim foi comigo, apesar de tudo. Naturalmente sentiu-se à vontade na rua, pois não havia muito tráfego, e disse: “Que coisa! Deus então retirou os cavalos.” Caminhando, expliquei-lhe que sua irmã não ganhara um pipi como ele. Eu disse que as meninas e as mulheres não têm pipi: a mamãe não tem. Anna não tem, e assim por diante.
‘Hans: “Você tem um pipi?”
‘Eu: “Claro. Por que, o que você acha?”
‘Hans (após uma pausa): “Mas então como é que as meninas fazem pipi, se elas não têm
pipi?”
‘Eu: “Elas não têm pipi como o seu. Você já viu, quando Hanna tomava banho?”
‘Durante todo o dia ele esteve muito animado, andou de tobogã etc. Só ao chegar a noite é que se tornou abatido novamente, e parecia estar com medo de cavalos.
‘Naquela noite sua crise de nervos e a necessidade de ser mimado eram menos intensas do que nos dias anteriores. No dia seguinte, sua mãe o levou à cidade, e ele ficou muito assustado nas ruas. No outro dia, ficou em casa e estava muito bem disposto. Na manhã seguinte, despertou assustado, por volta das seis horas. Quando lhe perguntaram o que havia, ele disse: “Pus o dedo no meu pipi, só um pouquinho, vi a mamãe despida, de camisa, e ela me deixou ver o seu pipi. Mostrei a Grete, a minha Grete, o que a mamãe estava fazendo, e mostrei meu pipi para ela. Então tirei depressa a mão do meu pipi.” Quando objetei que ele só podia querer dizer “de camisa” ou “despida”, Hans disse: “Ela estava de camisa, mas a camisa era tão pequena que eu vi o seu pipi.”
Isso não foi um sonho, absolutamente, mas uma fantasia masturbatória, que era, contudo, equivalente a um sonho. O que ele fez a mãe fazer foi com a intenção evidente de autojustificar-se: ‘Se mamãe mostra o seu pipi, eu também posso.’
A partir de sua fantasia, podemos reunir duas coisas: em primeiro lugar, a reprimenda de sua mãe produziu nele um resultado intenso, no momento em que foi feita; e, em segundo, o esclarecimento feito quanto ao fato de as mulheres não possuírem pipi não foi, a princípio, aceito por ele. Desagradou-lhe que assim fosse, e em sua fantasia ateve-se à sua convicção anterior. Talvez também tivesse razões para recusar-se a acreditar em seu pai naquele momento.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que a partir da fantasia do pequeno Hans temos duas coisas: a reprimenda de sua mãe produziu nele um resultado intenso quando ela foi produzida; e o esclarecimento de que as mulheres não tem pipi também foi aceito por ele – sua convicção o desagradou e teve motivos para talvez, não acreditar em seu pai naquele momento.
Freud explica que o medo do pipi dos cavalos transformou-se em medo de sair de casa num primeiro momento Então me contou a seguinte história, que repito aqui de forma mais objetiva: “Quando Lizzi tinha de ir embora, havia uma carroça com um cavalo branco em frente da casa dela, para levar a bagagem para a estação.” (Ele me contou que Lizzi era uma menina que morava numa casa vizinha.) “O pai dela estava parado perto do cavalo, e o cavalo virou a cabeça (para tocá-lo), e ele disse para Lizzi: ‘Não estenda seu dedo para o cavalo branco senão ele te morde.’” Nisso falei: “Sabe, parece-me que você não quer dizer um cavalo, mas um pipi, onde ninguém deve pôr a mão.”
‘Em 3 de março admitimos uma nova empregada, que agradou muito a ele. Ela o deixa brincar de cavalo nas suas costas enquanto limpa o assoalho, e ele, por isso, a chama de “meu cavalo”, segurando a saia dela e gritando “Vamos”. Pelo dia 10 de março, ele disse à nova babá: “Se você fizer tal e tal coisa, você terá que se despir toda, e tirar até a camisa.” (Para ele isso era um castigo, mas é fácil identificar, por trás disso, o desejo.)
‘Ela: “E que mal teria? Eu me diria que não tenho dinheiro para gastar com roupas.”
‘Ele: “Mas seria uma vergonha. As pessoas veriam o seu pipi.”’
Temos aqui novamente a mesma curiosidade, orientada, todavia, para um novo objeto e (coerentemente com um período de repressão) ocultada sob um propósito moralizador.
‘Durante um período e depois em todo o dia ele esteve muito animado, andou de tobogã etc. Só ao chegar a noite é que se tornou abatido novamente, e parecia estar com medo de cavalos.
‘Naquela noite sua crise de nervos e a necessidade de ser mimado eram menos intensas do que nos dias anteriores. No dia seguinte, sua mãe o levou à cidade, e ele ficou muito assustado nas ruas. No outro dia, ficou em casa e estava muito bem disposto. Na manhã seguinte, despertou assustado, por volta das seis horas. Quando lhe perguntaram o que havia, ele disse: “Pus o dedo no meu pipi, só um pouquinho, vi a mamãe despida, de camisa, e ela me deixou ver o seu pipi. Mostrei a Grete, a minha Grete, o que a mamãe estava fazendo, e mostrei meu pipi para ela. Então tirei depressa a mão do meu pipi.” Quando objetei que ele só podia querer dizer “de camisa” ou “despida”, Hans disse: “Ela estava de camisa, mas a camisa era tão pequena que eu vi o seu pipi.”
Isso não foi um sonho, absolutamente, mas uma fantasia masturbatória, que era, contudo, equivalente a um sonho. O que ele fez a mãe fazer foi com a intenção evidente de autojustificar-se: ‘Se mamãe mostra o seu pipi, eu também posso.’
Mattanó aponta que a partir da fantasia do pequeno Hans temos duas coisas: a reprimenda de sua mãe produziu nele um resultado intenso quando ela foi produzida; e o esclarecimento de que as mulheres não tem pipi também foi aceito por ele – sua convicção o desagradou e teve motivos para talvez, não acreditar em seu pai naquele momento. Psiquicamente e comportamentalmente estes eventos produziram no pequeno Hans através dos repertórios básicos comportamentais como a atenção, a imitação, o controle e a discriminação a aprendizagem e a aquisição de novos repertórios comportamentais que foram selecionados devido as consequências no meio ambiente como seguir os mandos de sua mãe por natureza da pulsão de vida através da filogênese, da ontogênese, da cultura, da espiritualidade, da vida e do universo.
Mattanó aponta que o medo do pipi dos cavalos transformou-se em medo de sair de casa num primeiro momento Então me contou a seguinte história, que repito aqui de forma mais objetiva: “Quando Lizzi tinha de ir embora, havia uma carroça com um cavalo branco em frente da casa dela, para levar a bagagem para a estação.” (Ele me contou que Lizzi era uma menina que morava numa casa vizinha.) “O pai dela estava parado perto do cavalo, e o cavalo virou a cabeça (para tocá-lo), e ele disse para Lizzi: ‘Não estenda seu dedo para o cavalo branco senão ele te morde.’” Nisso falei: “Sabe, parece-me que você não quer dizer um cavalo, mas um pipi, onde ninguém deve pôr a mão.”
‘Em 3 de março admitimos uma nova empregada, que agradou muito a ele. Ela o deixa brincar de cavalo nas suas costas enquanto limpa o assoalho, e ele, por isso, a chama de “meu cavalo”, segurando a saia dela e gritando “Vamos”. Pelo dia 10 de março, ele disse à nova babá: “Se você fizer tal e tal coisa, você terá que se despir toda, e tirar até a camisa.” (Para ele isso era um castigo, mas é fácil identificar, por trás disso, o desejo.)
‘Ela: “E que mal teria? Eu me diria que não tenho dinheiro para gastar com roupas.”
‘Ele: “Mas seria uma vergonha. As pessoas veriam o seu pipi.”’
Temos aqui novamente a mesma curiosidade, orientada, todavia, para um novo objeto e (coerentemente com um período de repressão) ocultada sob um propósito moralizador.
‘Durante um período e depois em todo o dia ele esteve muito animado, andou de tobogã etc. Só ao chegar a noite é que se tornou abatido novamente, e parecia estar com medo de cavalos.
‘Naquela noite sua crise de nervos e a necessidade de ser mimado eram menos intensas do que nos dias anteriores. No dia seguinte, sua mãe o levou à cidade, e ele ficou muito assustado nas ruas. No outro dia, ficou em casa e estava muito bem disposto. Na manhã seguinte, despertou assustado, por volta das seis horas. Quando lhe perguntaram o que havia, ele disse: “Pus o dedo no meu pipi, só um pouquinho, vi a mamãe despida, de camisa, e ela me deixou ver o seu pipi. Mostrei a Grete, a minha Grete, o que a mamãe estava fazendo, e mostrei meu pipi para ela. Então tirei depressa a mão do meu pipi.” Quando objetei que ele só podia querer dizer “de camisa” ou “despida”, Hans disse: “Ela estava de camisa, mas a camisa era tão pequena que eu vi o seu pipi.”
Isso não foi um sonho, absolutamente, mas uma fantasia masturbatória, que era, contudo, equivalente a um sonho. O que ele fez a mãe fazer foi com a intenção evidente de autojustificar-se: ‘Se mamãe mostra o seu pipi, eu também posso.’
Vemos com estes relatos de Freud que Hans muito provavelmente passou por uma sociedade abusiva e exploradora sexualmente, onde a pedofilia era normal, onde não haviam regras e leis contra a pedofilia e a corrupção de menores, o abuso e a exploração sexual e de incapazes, por isso a leitura de Sigmund Freud causa choque e estranhamento, dificuldade de aceitação e de compreensão pois está desatualizada em seus aspectos legítimos, de Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios, causando um mal-estar no leitor de suas Obras Completas. O pequeno Hans foi provavelmente vítima de abuso e violência sexual, talvez de pedofilia e de exploração sexual que não teve funcionalidade legítima, segundo a nossa realidade atual, pois na época isso era normal e causa de problemas psicológicos, que por sua vez contingenciavam o conhecimento e o saber científico de sua época, inclusive a Psicanálise como ela era e o seu sucesso na época. Hoje essa Psicanálise torna-se impossível diante do conhecimento e do saber, do Direito, dos Deveres, das Obrigações e dos Privilégios de cada indivíduo, de cada criança, de cada família, de cada cientista, de cada professor, de cada Juiz e de cada Ministro, de cada Presidente, de cada autoridade, de cada policial, de cada político, de cada religioso, de cada cidadão.
MATTANÓ
(10/03/2022)
Para a Psicanálise do Amor a partir da fantasia do pequeno Hans temos duas coisas: a reprimenda de sua mãe produziu nele um resultado intenso quando ela foi produzida; e o esclarecimento de que as mulheres não tem pipi também foi aceito por ele – sua convicção o desagradou e teve motivos para talvez, não acreditar em seu pai naquele momento. Psiquicamente e comportamentalmente estes eventos produziram no pequeno Hans através dos repertórios básicos comportamentais como a atenção, a imitação, o controle e a discriminação a aprendizagem e a aquisição de novos repertórios comportamentais que foram selecionados devido as consequências no meio ambiente como seguir os mandos de sua mãe por natureza da pulsão de vida através da filogênese, da ontogênese, da cultura, da espiritualidade, da vida e do universo.
Mattanó aponta que o medo do pipi dos cavalos transformou-se em medo de sair de casa num primeiro momento Então me contou a seguinte história, que repito aqui de forma mais objetiva: “Quando Lizzi tinha de ir embora, havia uma carroça com um cavalo branco em frente da casa dela, para levar a bagagem para a estação.” (Ele me contou que Lizzi era uma menina que morava numa casa vizinha.) “O pai dela estava parado perto do cavalo, e o cavalo virou a cabeça (para tocá-lo), e ele disse para Lizzi: ‘Não estenda seu dedo para o cavalo branco senão ele te morde.’” Nisso falei: “Sabe, parece-me que você não quer dizer um cavalo, mas um pipi, onde ninguém deve pôr a mão.”
‘Em 3 de março admitimos uma nova empregada, que agradou muito a ele. Ela o deixa brincar de cavalo nas suas costas enquanto limpa o assoalho, e ele, por isso, a chama de “meu cavalo”, segurando a saia dela e gritando “Vamos”. Pelo dia 10 de março, ele disse à nova babá: “Se você fizer tal e tal coisa, você terá que se despir toda, e tirar até a camisa.” (Para ele isso era um castigo, mas é fácil identificar, por trás disso, o desejo.)
‘Ela: “E que mal teria? Eu me diria que não tenho dinheiro para gastar com roupas.”
‘Ele: “Mas seria uma vergonha. As pessoas veriam o seu pipi.”’
Temos aqui novamente a mesma curiosidade, orientada, todavia, para um novo objeto e (coerentemente com um período de repressão) ocultada sob um propósito moralizador.
‘Durante um período e depois em todo o dia ele esteve muito animado, andou de tobogã etc. Só ao chegar a noite é que se tornou abatido novamente, e parecia estar com medo de cavalos.
‘Naquela noite sua crise de nervos e a necessidade de ser mimado eram menos intensas do que nos dias anteriores. No dia seguinte, sua mãe o levou à cidade, e ele ficou muito assustado nas ruas. No outro dia, ficou em casa e estava muito bem disposto. Na manhã seguinte, despertou assustado, por volta das seis horas. Quando lhe perguntaram o que havia, ele disse: “Pus o dedo no meu pipi, só um pouquinho, vi a mamãe despida, de camisa, e ela me deixou ver o seu pipi. Mostrei a Grete, a minha Grete, o que a mamãe estava fazendo, e mostrei meu pipi para ela. Então tirei depressa a mão do meu pipi.” Quando objetei que ele só podia querer dizer “de camisa” ou “despida”, Hans disse: “Ela estava de camisa, mas a camisa era tão pequena que eu vi o seu pipi.”
Isso não foi um sonho, absolutamente, mas uma fantasia masturbatória, que era, contudo, equivalente a um sonho. O que ele fez a mãe fazer foi com a intenção evidente de autojustificar-se: ‘Se mamãe mostra o seu pipi, eu também posso.’
Vemos com estes relatos de Freud que Hans muito provavelmente passou por uma sociedade abusiva e exploradora sexualmente, onde a pedofilia era normal, onde não haviam regras e leis contra a pedofilia e a corrupção de menores, o abuso e a exploração sexual e de incapazes, por isso a leitura de Sigmund Freud causa choque e estranhamento, dificuldade de aceitação e de compreensão pois está desatualizada em seus aspectos legítimos, de Direitos, Deveres, Obrigações e Privilégios, causando um mal-estar no leitor de suas Obras Completas. O pequeno Hans foi provavelmente vítima de abuso e violência sexual, talvez de pedofilia e de exploração sexual que não teve funcionalidade legítima, segundo a nossa realidade atual, pois na época isso era normal e causa de problemas psicológicos, que por sua vez contingenciavam o conhecimento e o saber científico de sua época, inclusive a Psicanálise como ela era e o seu sucesso na época. Hoje essa Psicanálise torna-se impossível diante do conhecimento e do saber, do Direito, dos Deveres, das Obrigações e dos Privilégios de cada indivíduo, de cada criança, de cada família, de cada cientista, de cada professor, de cada Juiz e de cada Ministro, de cada Presidente, de cada autoridade, de cada policial, de cada político, de cada religioso, de cada cidadão.
Da mesma forma, hoje, a Psicanálise do Amor torna-se algo impossível se não nos readaptarmos as condições atuais da nossa realidade, sociedade, moralidade e civilização, do Direito e da Justiça, pois nos tempos Bíblicos também não existiam crimes sexuais e contra menores de 14 anos de idade e adolescentes, como pedofilia, corrupção de menores, estupro de incapazes, abuso de incapazes, violência sexual, exploração sexual, ato libidinoso, atentato violento ao pudor, lascívia, vingança, extorsão, estupro virtual, lavagem cerebral, tortura, suruba virtual, voyeurismo, linguagem sexista e despersonalização, não existiam crimes contra as mulheres e contra os trabalhadores, contra os idosos e doentes ou incapazes, contra a economia, o trabalho, a justiça, a ordem, o significado e o sentido de ordem eram outros, contra a vida e contra a saúde, contra a liberdade, contra a cidadania e os direitos e deveres, obrigações e privilégios, contra os direitos humanos, contra a paz, contra organizações criminosas, contra a corrupção, contra a falsidade ideológica, a lavagem de dinheiro, o enriquecimento ilícito, contra o infanticídio, o esquizocídio, o holocausto e o genocídio, ou seja, podiamos matar em nome de Deus, a Igreja podia matar em nome de Deus, podia praticar o sacrifício do holocausto, mesmo que de poucos, mas isso nunca dá certo e milhões de pessoas acabam sendo sacrificadas em nome do orgulho e da soberba da Igreja e da cobiça dos políticos que querem se tornar personagens Bíblicos.
MATTANÓ
(21/03/2026)
Relato Semanal do Pai de Hans: ‘Estimado Professor, junto a este a continuação da história de Hans - e um capítulo bem interessante. Talvez tome a liberdade de ir vê-lo durante as suas horas de consulta, na segunda-feira e, se possível, de levar Hans comigo, na suposição de que ele vá. Hoje eu lhe disse: “Você irá comigo, segunda-feira, para ver o Professor, que é quem pode acabar com a sua bobagem, para seu bem?”
‘Ele: “Não.”
‘Eu: “Mas ele tem uma filhinha muito bonita.” - Ao que ele, de boa vontade e contente,
consentiu.
‘Domingo, 22 de março. Tendo em vista prolongar o programa de domingo, propus a Hans que fôssemos antes a Schönbrunn, e que somente ao meio-dia continuássemos o passeio de lá para Lainz. Portanto, ele tinha de caminhar não só de casa até a estação de Hauptzollamt na Stadtbahn, mas também da estação de Hietzing até Schönbrunn, e daí até a estação de bondes a vapor de Hietzing. E conseguiu fazer tudo isso, afastando rapidamente o olhar quando algum cavalo passava, de vez que era evidente que estava nervoso. Afastando o olhar, estava seguindo um conselho que lhe dera sua mãe.
‘Em Schönbrunn mostrou sinais de medo de animais que em outras ocasiões ele olhava sem se alarmar. Assim recusou-se peremptoriamente a entrar no recinto onde fica a girafa, nem visitaria o elefante, que anteriormente costumava diverti-lo bastante. Estava com medo de todos os animais de grande porte, ao passo que ficava muito entretido com os pequenos. Entre os pássaros, dessa vez ficou assustado com o pelicano (o que antes jamais ocorrera), evidentemente devido também ao seu tamanho.
‘Então lhe perguntei: “Você sabe por que está com medo dos animais grandes? Os animais grandes têm pipis grandes, e na verdade você tem medo de pipis grandes.”
‘Hans: “Mas eu ainda não vi até agora os pipis dos animais grandes.”
‘Eu: “Mas você viu o do cavalo, e o cavalo é um animal grande.”
‘Hans: “Do cavalo, sim, muitas vezes. Uma vez em Gmunden, quando a carroça estava parada à porta, e uma vez em frente à Agência Central da Alfândega.”
‘Eu: “Quando você era pequeno, é muito provável que tenha entrado num estábulo, em Gmunden…”
‘Hans (interrompendo): “Sim, eu entrava todo dia no estábulo em Gmunden, quando os cavalos vinham recolher-se.”
‘Eu: “… e é bem provável que você tenha ficado assustado ao ver, certa vez, o grande pipi do cavalo. Os animais grandes têm pipis grandes e os animais pequenos têm pipis pequenos.”
‘Hans: “E todo mudo tem um pipi. E o meu pipi vai ficar maior quando eu crescer; ele está preso no mesmo lugar, é claro.”
‘Aqui, a conversa terminou. Nos dias que se seguiram parecia que seus medos aumentaram um pouco. Dificilmente se arriscava a ir até a porta de entrada, aonde o levavam depois do almoço.’
As últimas palavras de Hans, de certa forma confortadoras, esclarecem a situação e nos permitem efetuar algumas correções nas asserções de seu pai. É fato que ele tinha medo de animais grandes, porque se via obrigado a pensar nos seus grandes pipis; contudo, não se pode, na verdade, dizer que ele estava com medo dos próprios pipis deles. Antes a idéia que tinha deles lhe fora decididamente agradável, e ele costumava esforçar-se de todo jeito para dar uma olhada neles. Desde então esse prazer ficou prejudicado para ele, devido à inversão global do prazer em desprazer que havia tomado conta de todas as suas pesquisas sexuais, de um modo ainda
inexplicável, e também devido a alguma coisa que se torna mais clara para nós, ou seja, a determinadas experiências e reflexões que levaram a conclusões aflitivas. De suas palavras autoconsoladoras (‘meu pipi vai ficar maior quando eu crescer’) podemos deduzir que, durante suas observações, ele constantemente vinha fazendo comparações, e ficara extremamente insatisfeito com o tamanho do seu pipi. Os animais grandes lembravam-no desse seu defeito, e por isso lhe eram desagradáveis. Entretanto, de vez que toda a corrente de pensamentos era provavelmente incapaz de se tornar nitidamente consciente, também esse sentimento aflitivo foi transformado em ansiedade, de modo que sua ansiedade atual se estabeleceu tanto em seu prazer anterior quanto em seu atual desprazer. Uma vez que um estado de ansiedade se estabelece, a ansiedade absorve todos os outros sentimentos; com o progresso da repressão, e com a passagem ao inconsciente de boa parte das outras idéias que são carregadas de afeto e que foram conscientes, todos os afetos podem ser transformados em ansiedade.
A curiosa observação de Hans ‘ele está preso no mesmo lugar, é claro’ possibilita adivinhar muitos elementos em conexão com a sua fala consoladora, que ele não podia expressar com palavras e que não expressou no transcorrer da análise. Preencherei essas lacunas, até certo ponto, usando de minhas experiências nas análises de pessoas adultas; contudo, espero que a intervenção não seja considerada arbitrária ou caprichosa. ‘Ele está preso no mesmo lugar, é claro’: se o pensamento foi motivado pelo consolo e desafio, lembremo-nos da velha ameaça de sua mãe, de que ele lhe cortaria fora o pipi se ele continuasse brincando com ele. [Ver pág. 17.] Na época em que foi feita, quando ele tinha três anos e meio, a ameaça não teve conseqüência alguma. Ele tranqüilamente respondeu que então faria pipi com seu traseiro. Constituiria um dos processos mais típicos se a ameaça de castração produzisse um efeito adiado, e se agora, um ano e três meses depois, ele fosse oprimido pelo medo de ter de perder essa preciosa parte do seu ego. Em outros casos de doença podemos observar uma semelhante operação adiada de ordens e ameaças feitas na infância, casos nos quais o intervalo chega a cobrir várias décadas, ou até mais. Conheço até casos nos quais uma ‘obediência adiada’ sob influência da repressão desempenhou um papel preponderante na determinação dos sintomas da doença.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que o pequeno Hans foi levado para um programa para ver animais grandes e pequenos, e que ao ver os animais grandes sentiu medo e quanto aos animais pequenos se comportou normalmente, pois os animais grandes significavam pipis grandes pois tinham pipis grandes e os animais pequenos significam pipis pequenos pois tinham pipis pequenos. O pequeno Hans tinha um defeito, o pipi pequeno, de criança. Os animais grandes lembravam-no desse seu defeito, e por isso lhe eram desagradáveis. Entretanto, de vez que toda a corrente de pensamentos era provavelmente incapaz de se tornar nitidamente consciente, também esse sentimento aflitivo foi transformado em ansiedade, de modo que sua ansiedade atual se estabeleceu tanto em seu prazer anterior quanto em seu atual desprazer. Uma vez que um estado de ansiedade se estabelece, a ansiedade absorve todos os outros sentimentos; com o progresso da repressão, e com a passagem ao inconsciente de boa parte das outras idéias que são carregadas de afeto e que foram conscientes, todos os afetos podem ser transformados em ansiedade.
Mattanó aponta que o pequeno Hans foi levado para um programa para ver animais grandes e pequenos, e que ao ver os animais grandes sentiu medo e quanto aos animais pequenos se comportou normalmente, pois os animais grandes significavam pipis grandes pois tinham pipis grandes e os animais pequenos significam pipis pequenos pois tinham pipis pequenos. O pequeno Hans tinha um defeito, o pipi pequeno, de criança. Os animais grandes lembravam-no desse seu defeito, e por isso lhe eram desagradáveis e produziam medo e ansiedade. Entretanto, de vez que toda a corrente de pensamentos era provavelmente incapaz de se tornar nitidamente consciente, também esse sentimento aflitivo foi transformado em ansiedade, de modo que sua ansiedade atual se estabeleceu tanto em seu prazer anterior quanto em seu atual desprazer. Uma vez que um estado de ansiedade se estabelece, a ansiedade absorve todos os outros sentimentos; com o progresso da repressão, e com a passagem ao inconsciente de boa parte das outras idéias que são carregadas de afeto e que foram conscientes, todos os afetos podem ser transformados em ansiedade. Assim seus significados e seus sentidos de pipis grandes tornaram-se desagradáveis e aversivos aos seus olhos, contextos que envolvam pipis grandes também desencadeiam esse sentimento e comportamento desagradável em relação aos pipis grandes e os animais grandes, porém quanto aos animais pequenos e os pipis pequenos seu comportamento e sentimento permaneceria normal, contudo seus significados e sentidos poderiam ser prejudicados pela força inconsciente dos animais grandes e de seus pipis grandes, contudo estes eventos pertencem a natureza psicossexual das crianças e só a educação, a afetividade e a conscientização de sua natureza otimiza a infância e produz bem-estar, juntamente com a segurança e a satisfação de suas necessidades e carências, pois isto é Amor. É a educação, a afetividade e a conscientização quem previnem a pedofilia, o abuso e a exploração sexual, a violência sexual, a pornografia infantil, o estupro e o estupro virtual, a corrupção de menores, a violência familiar, a extorsão e a vingança e até as práticas de infanticídio e de feminicídio, de tentativas de chacinas que marcam a psique e o comportamento e as relações sociais de cada indivíduo dessa família, construindo histórias de fracasso e de frustração, de ódio e de amor que se conflitam numa dualidade que quando continuam a ser abusadas e exploradas durante suas vidas podem produzir psicopatias e psicoses, pois só lhes resta isto como instrumento de defesa do seu ego, como recurso da sua psique e do seu comportamento diante de relações comprometidas por falsidades e por programas comportamentais que visam justamente isso, produzir psicopatias e psicoses como meta de trabalho e assim esconder uma longa e triste face da história da humanidade, do Brasil e de Londrina.
MATTANÓ
(12/03/2022)
Para a Psicanálise do Amor o pequeno Hans foi levado para um programa para ver animais grandes e pequenos, e que ao ver os animais grandes sentiu medo e quanto aos animais pequenos se comportou normalmente, pois os animais grandes significavam pipis grandes pois tinham pipis grandes e os animais pequenos significam pipis pequenos pois tinham pipis pequenos. O pequeno Hans tinha um defeito, o pipi pequeno, de criança. Os animais grandes lembravam-no desse seu defeito, e por isso lhe eram desagradáveis e produziam medo e ansiedade. Entretanto, de vez que toda a corrente de pensamentos era provavelmente incapaz de se tornar nitidamente consciente, também esse sentimento aflitivo foi transformado em ansiedade, de modo que sua ansiedade atual se estabeleceu tanto em seu prazer anterior quanto em seu atual desprazer. Uma vez que um estado de ansiedade se estabelece, a ansiedade absorve todos os outros sentimentos; com o progresso da repressão, e com a passagem ao inconsciente de boa parte das outras idéias que são carregadas de afeto e que foram conscientes, todos os afetos podem ser transformados em ansiedade. Assim seus significados e seus sentidos de pipis grandes tornaram-se desagradáveis e aversivos aos seus olhos, contextos que envolvam pipis grandes também desencadeiam esse sentimento e comportamento desagradável em relação aos pipis grandes e os animais grandes, porém quanto aos animais pequenos e os pipis pequenos seu comportamento e sentimento permaneceria normal, contudo seus significados e sentidos poderiam ser prejudicados pela força inconsciente dos animais grandes e de seus pipis grandes, contudo estes eventos pertencem a natureza psicossexual das crianças e só a educação, a afetividade e a conscientização de sua natureza otimiza a infância e produz bem-estar, juntamente com a segurança e a satisfação de suas necessidades e carências, pois isto é Amor. É a educação, a afetividade e a conscientização quem previnem a pedofilia, o abuso e a exploração sexual, a violência sexual, a pornografia infantil, o estupro e o estupro virtual, a corrupção de menores, a violência familiar, a extorsão e a vingança e até as práticas de infanticídio e de feminicídio, de tentativas de chacinas que marcam a psique e o comportamento e as relações sociais de cada indivíduo dessa família, construindo histórias de fracasso e de frustração, de ódio e de amor que se conflitam numa dualidade que quando continuam a ser abusadas e exploradas durante suas vidas podem produzir psicopatias e psicoses, pois só lhes resta isto como instrumento de defesa do seu ego, como recurso da sua psique e do seu comportamento diante de relações comprometidas por falsidades e por programas comportamentais que visam justamente isso, produzir psicopatias e psicoses como meta de trabalho e assim esconder uma longa e triste face da história da humanidade, do Brasil e de Londrina.
Da mesma forma o pequeno Hans continuou com seu medo dos pipis grandes e dos animais grandes, enquanto permanecia sem medo dos animais pequenos que tinham pipis pequenos, isto devido sua história de vida infantil, familiar e doméstica, onde provavelmente foi vítima de abuso e/ou pedofilia, ou algum outro tipo de violência e exploração sexual que marcou sua mente, seu comportamento e seu mapa cerebral, seus caminhos cognitivos, que permaneceram respondendo da mesma forma diante do mundo e da realidade virtuais da Palavra e da Sagrada Escritura quando o paciente assimilou e acomodou o significado e o sentido da Palavra em sua realidade operante e em sua metáfora de Amor que substituía a mesma realidade operante através de condensamentos e deslocamentos, até mesmo de comportamentos e relações virtuais com o seu mundo, com a sua consciência que persiste e prevalece no meio disto tudo construindo relações, significados e sentidos e soluções para as adversidades que surgem através da evolução, seleção, competição e involução comportamental, fisiológica e morfológica.
MATTANÓ
(21/03/2026)