106. OBRAS COMPLETAS DE SIGMUND FREUD NUMA RELEITURA DE OSNY MATTANÓ JÚNIOR - VOL. 15 (2026).
Obras Completas de Sigmund Freud numa releitura de Osny Mattanó Júnior
Conferências introdutórias sobre psicanálise (Partes I e II)
VOLUME XV
(1915-1916)
Dr. Sigmund Freud
(19/02/2026)
CONFERÊNCIAS INTRODUTÓRIAS SOBRE PSICANÁLISE (1916-17 [1915-17])
INTRODUÇÃO DO EDITOR INGLÊS
VORLESUNGEN ZUR EINFÜHRUNG IN DIEPSYCHOANALYSE
(a) EDIÇÕES ALEMÃS:
1916 Parte I (em separado), Die Fehlleistungen. Leipzig e Viena: Heller.
1916 Parte II (em separado), Der Traum. Mesmos editores.
1917 Parte III (em separado), Allgemeine Neurosenlehre. Mesmos editores.
1917 Os títulos acima, as três partes em um só volume. Mesmos editores. viii + 545 págs.
1918 2ª ed. (Com índice e inserção de lista de 40 corrigendas.) Mesmos editores. viii + 553 págs.
1920 3ª ed. (Reimpressão corrigida da edição anterior.) Leipzig, Viena e Zurique: Internationaler Psychoanalytischer Verlag. viii + 553 págs.
1922 4ª ed. (Reimpressão corrigida da edição anterior.) Mesmos editores. viii + 554 págs. (Também as Partes II e III em separado, sob os títulos de Vorlesungen über den Traum e Allgemeine Neurosenlehre.)
1922 Ed. de bolso. (Sem índice). Mesmos editores. iv + 495 págs.
1922 Ed. de bolso. (2ª ed., corrigida e com índice.) Mesmos editores. iv + 502 págs.
1924 G.S., 7. 483 págs.
1926 5ª ed. (Reimpressão das G.S.) I.P.V. 483 págs.
1926 Ed. de bolso. (3ª ed.) Mesmos editores.
1930 Ed. em 8 pequenos vols. I P.V. 501 págs.
1933 (Com autorização) Berlim: Kiepenheuer. 524 págs.
1940 G.W., 11, 495 págs.
(b) TRADUÇÕES INGLESAS:
A General Introduction to Psychoanalysis
1920 Nova Iorque: Boni & Liveright. x + 406 págs. (Tradutor não especificado; Prefácio de G. Stanley Hall.)
Introductory Lectures on Psycho-Analysis
1922 Londres: Allen & Unwin. 395 págs. (Trad. de Joan Riviere; sem prefácio de Freud; com prefácio de Ernest Jones.)
1929
2a. ed. (revista). Mesmos editores. 395 págs.
A General Introduction to Psychoanalysis
1935Nova Iorque: Liveright. 412 págs. (A ed. de Londres com o título da anterior de Nova Iorque. Trad. de Joan Riviere; com prefácios de Ernest Jones e G. Stanley Hall; incluído o prefácio de Freud).
A presente tradução inglesa é nova e da autoria de James Strachey.
Esta obra teve uma circulação maior do que qualquer outra obra de Freud, com exceção, talvez, de The Psychopathology of Everyday Life. Também se distingue pela quantidade de erros de impressão nela existentes. Como ficou assinalado acima, quarenta foram corrigidos na segunda edição; porém havia ainda muitos mais, e pode ser observado um número considerável de pequenas variações no texto das diversas edições. A presente tradução inglesa segue o texto dos Gesammelte Werke, que é, de fato, idêntico ao texto dos Gesammelte Schriften; e somente foram registradas as discordâncias mais importantes das primeiras versões.
A data real de publicação das três partes não está definida. A Parte I certamente surgiu antes do fim de julho de 1916, como se verifica por uma referência que a ela se faz em uma carta de Freud a Lou Andreas-Salomé, de 27 de julho de 1916 (cf. Freud, 1960a). Na mesma carta, ele também fala na Parte II como estando prestes a aparecer. Uma carta de 18 de dezembro de 1916, que Freud escreveu a Abraham, sugere que, com efeito, ela apenas apareceu no fim do ano (cf. Freud, 1965a). A Parte III parece ter sido publicada em maio de 1917.
O ano acadêmico da Universidade de Viena se dividia em dois períodos: um período (ou semestre) de inverno, que ia de outubro a março, e um período de verão, de abril a julho. As conferências publicadas neste livro foram proferidas por Freud em dois períodos de inverno sucessivos, durante a Primeira Guerra Mundial: 1915-16 e 1916-17. Os relatos mais completos das circunstâncias que conduziram à sua publicação serão encontrados no segundo volume da biografia escrita por Ernest Jones (1955, pág. 255 e seguintes).
Embora, como o próprio Freud observara em seu prefácio às New Introductory Lectures, sua qualidade de membro da Universidade de Viena tivesse sido apenas ‘periférica’, desde os tempos de sua indicação como Privatdozent (Livre Docente da Universidade), em 1885, e como Professor Extraordinarius (Professor Assistente), em 1902, havia realizado muitos ciclos de conferências na Universidade. Estes ficaram sem registro, embora alguns relatos dos mesmos possam ser encontrados - por exemplo, os de Hanns Sachs (1945, pág. 39 e segs.) e Theodor Reik (1942, pág. 19 e segs.), bem como os de Ernest Jones (1953, pág. 375 e segs.). Freud decidiu que a série que começava no outono de 1915 deveria ser a última, e foi por sugestão de Otto Rank que Freud concordou com sua publicação. Em seu prefácio às New Introductory Lectures, há pouco citado, Freud nos refere que a primeira metade da série atual, a série inicial, ‘foi improvisada e escrita logo depois’, e que ‘esboços da segunda metade foram feitos durante as férias do verão intermediário, em Salzburg, e passados para o papel, palavra por palavra, no inverno seguinte’. Acrescenta que, naquela época, ‘ainda possuía o dom de uma memória fotográfica’, pois, por mais cuidadosamente que suas conferências pudessem ter sido preparadas, na realidade, invariavelmente, as proferia de improviso, e geralmente sem anotações. Existe concordância geral no tocante à sua técnica de dar conferências: que ele nunca era retórico e que seu tom era sempre o de uma conversação tranqüila e mesmo íntima. Contudo, não se deve supor, por isso, que houvesse algo de desleixo ou desordem nessas conferências. Elas quase sempre tinham uma forma definida - início, meio e fim - e podiam, freqüentemente, dar ao ouvinte a impressão de possuírem uma unidade estética.
Foi mencionado (Reik, 1942, 19) que ele não gostava de dar conferências, no entanto é difícil conciliar essa afirmação não apenas com a quantidade de conferências que proferiu no decurso de sua vida, mas também com a quantidade notavelmente elevada de seus trabalhos efetivamente publicados que estão sob a forma de conferências. Existe, entretanto, uma possível explicação para essa discordância. Um exame mostra que, entre suas publicações, são predominantemente os trabalhos expositivos que aparecem como conferências: por exemplo, a conferência inicial sobre ‘The Aetiology of Hysteria’ (1896c), a que surgiu um pouco depois ‘Sobre a Psicoterapia’ (1905a), assim como, naturalmente, as Cinco Lições, proferidas na América (1910a), e a presente série. Contudo, além disso, quando empreendeu anos depois uma exposição das mais recentes evoluções de seus pontos de vista, ele, sem qualquer motivo evidente, mais uma vez as colocou na forma de conferências e publicou suas New Introductory Lectures (1933a), embora jamais houvesse qualquer possibilidade de serem dadas à luz como tais. Assim, Freud se socorreu evidentemente das conferências como método de expor suas opiniões, mas apenas sob uma condição particular: ele devia estar em vívido contato com seu auditório real ou suposto. Os leitores do presente volume descobrirão como é constante Freud manter esse contato - quão regularmente ele coloca objeções na boca de seus ouvintes, e quão freqüentemente existem debates imaginários entre ele e seus ouvintes. Na verdade, ele estendia esse método de formular suas exposições a alguns de seus trabalhos que absolutamente não são conferências: a totalidade de The Question of Lay Analysis (1926e) e a maior parte de O Futuro de uma Ilusão (1927c) tomaram a forma de diálogos entre o autor e um ouvinte que faz críticas. Contrariamente, talvez, a certas noções errôneas, Freud era inteiramente avesso à exposição de suas opiniões em forma autoritária e dogmática: ‘Não o direi aos senhores’, ele diz à sua audiência, em uma passagem adiante (pág. 433), ‘mas insistirei em que o descubram por si mesmos’. As objeções não eram para ser abafadas, mas esclarecidas e examinadas. E isso, afinal, não era mais que um prolongamento de um aspecto essencial da técnica da própria psicanálise.
As Conferências Introdutórias podem ser verdadeiramente consideradas como um inventário das conceituações de Freud e da posição da psicanálise na época da Primeira Guerra Mundial. As dissidências de Adler e Jung já eram história passada, o conceito de narcisismo já tinha alguns anos de vida, o caso clínico do ‘Wolf Man’, que marcou época, tinha sido escrito (com exceção de duas passagens) um ano antes do começo das conferências, embora não fosse publicado senão mais tarde. E, também, a grande série de artigos ‘metapsicológicos’ sobre a teoria fundamental tinha sido ultimada alguns meses antes, ainda que apenas três deles tivessem sido publicados. (Mais dois deles surgiram logo após as conferências, porém os sete restantes desapareceram sem deixar vestígio.) Essas últimas atividades e, sem dúvida, também a realização das conferências tinham sido facilitadas pela diminuição do trabalho clínico de Freud, imposta pelas condições da guerra. Parecia haver-se chegado a um divisor de águas, e era como se houvesse chegado a época para uma pausa. De fato, porém, estavam em preparação idéias novas que deviam vir à luz em Além do Princípio de Prazer (1920g), Psicologia de Grupo (1921c) e O Ego e o Id (1923b). Em verdade, a linha não deve ser traçada com tanta exatidão. Por exemplo, já podem ser detectados indícios da noção da ‘compulsão à repetição’ (págs. 292-3), e os começos da análise do ego estão bastante evidentes (págs. 423 e 428-9), ao passo que as dificuldades referentes aos múltiplos sentidos da palavra ‘inconsciente’ (ver em [1]) preparam o caminho para uma nova descrição estrutural da mente.
Em seu prefácio a estas conferências, Freud fala um pouco depreciativamente da falta de novidade em seu conteúdo. No entanto, ninguém, embora muito tenha lido de literatura psicanalítica, precisa sentir receio de se entediar com estas conferências, e ainda poderá achar nelas muitas coisas que não se encontrarão em outro lugar. As discussões sobre ansiedade (Conferência XV) e sobre fantasias primitivas (Conferência XXIV), que Freud mesmo, no prefácio, aponta como material recente, não são as únicas que ele podia ter mencionado. A revisão do simbolismo na Conferência X, é, provavelmente, a mais completa que fez. Em nenhuma outra parte fornece tão claro resumo da formação dos sonhos como nas últimas páginas da Conferência XIV. Sobre as perversões, não há comentários mais inteligíveis do que aqueles encontrados nas Conferências XX e XXI. Finalmente, não existe absolutamente qualquer tópico que se iguale à análise dos processos de terapia psicanalítica, feita na última conferência. E mesmo onde os assuntos pareceriam estar surrados, como o mecanismo das parapraxias e dos sonhos, a abordagem é feita a partir de direções inesperadas, lançando nova luz sobre o que poderia ter parecido terreno por demais conhecido. As Conferências Introdutórias seguramente merecem sua popularidade.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud é explicado como um acadêmico e conferencista.... Acrescenta que, naquela época, ‘ainda possuía o dom de uma memória fotográfica’, pois, por mais cuidadosamente que suas conferências pudessem ter sido preparadas, na realidade, invariavelmente, as proferia de improviso, e geralmente sem anotações. Existe concordância geral no tocante à sua técnica de dar conferências: que ele nunca era retórico e que seu tom era sempre o de uma conversação tranqüila e mesmo íntima. Contudo, não se deve supor, por isso, que houvesse algo de desleixo ou desordem nessas conferências. Elas quase sempre tinham uma forma definida - início, meio e fim - e podiam, freqüentemente, dar ao ouvinte a impressão de possuírem uma unidade estética.
Foi mencionado (Reik, 1942, 19) que ele não gostava de dar conferências, no entanto é difícil conciliar essa afirmação não apenas com a quantidade de conferências que proferiu no decurso de sua vida, mas também com a quantidade notavelmente elevada de seus trabalhos efetivamente publicados que estão sob a forma de conferências.
Na verdade, ele estendia esse método de formular suas exposições a alguns de seus trabalhos que absolutamente não são conferências: a totalidade de The Question of Lay Analysis (1926e) e a maior parte de O Futuro de uma Ilusão (1927c) tomaram a forma de diálogos entre o autor e um ouvinte que faz críticas. Contrariamente, talvez, a certas noções errôneas, Freud era inteiramente avesso à exposição de suas opiniões em forma autoritária e dogmática: ‘Não o direi aos senhores’, ele diz à sua audiência, em uma passagem adiante (pág. 433), ‘mas insistirei em que o descubram por si mesmos’. As objeções não eram para ser abafadas, mas esclarecidas e examinadas. E isso, afinal, não era mais que um prolongamento de um aspecto essencial da técnica da própria psicanálise.
Em seu prefácio a estas conferências, Freud fala um pouco depreciativamente da falta de novidade em seu conteúdo. No entanto, ninguém, embora muito tenha lido de literatura psicanalítica, precisa sentir receio de se entediar com estas conferências, e ainda poderá achar nelas muitas coisas que não se encontrarão em outro lugar. As discussões sobre ansiedade (Conferência XV) e sobre fantasias primitivas (Conferência XXIV), que Freud mesmo, no prefácio, aponta como material recente, não são as únicas que ele podia ter mencionado. A revisão do simbolismo na Conferência X, é, provavelmente, a mais completa que fez. Em nenhuma outra parte fornece tão claro resumo da formação dos sonhos como nas últimas páginas da Conferência XIV. Sobre as perversões, não há comentários mais inteligíveis do que aqueles encontrados nas Conferências XX e XXI. Finalmente, não existe absolutamente qualquer tópico que se iguale à análise dos processos de terapia psicanalítica, feita na última conferência. E mesmo onde os assuntos pareceriam estar surrados, como o mecanismo das parapraxias e dos sonhos, a abordagem é feita a partir de direções inesperadas, lançando nova luz sobre o que poderia ter parecido terreno por demais conhecido. As Conferências Introdutórias seguramente merecem sua popularidade.
Mattanó aponta que Freud é explicado como um acadêmico e conferencista.... Acrescenta que, naquela época, ‘ainda possuía o dom de uma memória fotográfica’, pois, por mais cuidadosamente que suas conferências pudessem ter sido preparadas, na realidade, invariavelmente, as proferia de improviso, e geralmente sem anotações. Existe concordância geral no tocante à sua técnica de dar conferências: que ele nunca era retórico e que seu tom era sempre o de uma conversação tranqüila e mesmo íntima. Contudo, não se deve supor, por isso, que houvesse algo de desleixo ou desordem nessas conferências. Elas quase sempre tinham uma forma definida - início, meio e fim - e podiam, freqüentemente, dar ao ouvinte a impressão de possuírem uma unidade estética. Vemos que Freud foi um grande conferencista aliando sua técnica psicanalítica à técnica da retórica, ou seja, criando um método particular para expôr suas ideias e descobertas científicas.
Foi mencionado (Reik, 1942, 19) que ele não gostava de dar conferências, no entanto é difícil conciliar essa afirmação não apenas com a quantidade de conferências que proferiu no decurso de sua vida, mas também com a quantidade notavelmente elevada de seus trabalhos efetivamente publicados que estão sob a forma de conferências. Vemos que a História tem seus próprios caminhos e que muitas vezes escapa aos passos dos seus objetos de estudo e de análise, de modo a criar contradições teóricas que a prática e a realidade refutam.
Na verdade, ele estendia esse método de formular suas exposições a alguns de seus trabalhos que absolutamente não são conferências: a totalidade de The Question of Lay Analysis (1926e) e a maior parte de O Futuro de uma Ilusão (1927c) tomaram a forma de diálogos entre o autor e um ouvinte que faz críticas. Contrariamente, talvez, a certas noções errôneas, Freud era inteiramente avesso à exposição de suas opiniões em forma autoritária e dogmática: ‘Não o direi aos senhores’, ele diz à sua audiência, em uma passagem adiante (pág. 433), ‘mas insistirei em que o descubram por si mesmos’. As objeções não eram para ser abafadas, mas esclarecidas e examinadas. E isso, afinal, não era mais que um prolongamento de um aspecto essencial da técnica da própria psicanálise. Vemos que Freud ao tomar o caminho de diálogos entre o autor e o ouvinte que faz críticas, invés de conferências e exposições, de tal maneira que insistia que os ouvintes descobrissem por si mesmos as objeções que não eram abafadas, mas assim esclarecidas e examinadas como se propõe a técnica da própria psicanálise.
Em seu prefácio a estas conferências, Freud fala um pouco depreciativamente da falta de novidade em seu conteúdo. No entanto, ninguém, embora muito tenha lido de literatura psicanalítica, precisa sentir receio de se entediar com estas conferências, e ainda poderá achar nelas muitas coisas que não se encontrarão em outro lugar. As discussões sobre ansiedade (Conferência XV) e sobre fantasias primitivas (Conferência XXIV), que Freud mesmo, no prefácio, aponta como material recente, não são as únicas que ele podia ter mencionado. A revisão do simbolismo na Conferência X, é, provavelmente, a mais completa que fez. Em nenhuma outra parte fornece tão claro resumo da formação dos sonhos como nas últimas páginas da Conferência XIV. Sobre as perversões, não há comentários mais inteligíveis do que aqueles encontrados nas Conferências XX e XXI. Finalmente, não existe absolutamente qualquer tópico que se iguale à análise dos processos de terapia psicanalítica, feita na última conferência. E mesmo onde os assuntos pareceriam estar surrados, como o mecanismo das parapraxias e dos sonhos, a abordagem é feita a partir de direções inesperadas, lançando nova luz sobre o que poderia ter parecido terreno por demais conhecido. As Conferências Introdutórias seguramente merecem sua popularidade. Vemos que Freud depreciava a si mesmo em algumas situações, quando se queixava que não tinha mas novidades para os seu público, de modo que as suas conferências estavam entediando seus ouvintes. Contudo um bom exame de suas conferências nos revela que elas continham uma nova luz sobre o que poderia ter parecido terreno demais conhecido, de tal forma que as conferências tem seu valor singular e sua popularidade.
MATTANÓ
(19/02/2026)
PREFÁCIO [1917]
O que ao público agora ofereço como uma ‘Introdução à Psicanálise’ não se destina a competir, de forma alguma, com determinadas descrições gerais desse campo de conhecimento, como aquelas já existentes, e dentre as quais citam-se, por exemplo: as de Hitschmann (1913), Pfister (1913), Kaplan (1914), Régis e Hesnard (1914) e Meijer (1915). Este volume é uma reprodução fiel das conferências que proferi [na Universidade], durante as duas temporadas de inverno de 1915/16 e 1916/17, perante um auditório de médicos e leigos de ambos os sexos.
Quaisquer peculiaridades deste livro que possam surpreender os leitores são devidas às condições em que ele se originou. Em minha apresentação não foi possível preservar a tranqüila serenidade de um tratado científico. Pelo contrário, o conferencista tinha de se empenhar em evitar que a atenção de seu auditório declinasse durante uma sessão de quase duas horas de duração. As necessidades do momento muitas vezes tornaram impossível evitar repetições ao tratar de um determinado assunto - poderiam emergir uma vez, por exemplo, em relação à interpretação de sonhos e, mais tarde, de novo, em relação aos problemas das neuroses. Também em conseqüência da maneira como o material foi ordenado, alguns tópicos importantes (o inconsciente, por exemplo) não puderam ser exaustivamente debatidos em um só ponto, mas tiveram de ser retomados repetidamente e outra vez abandonados, até que surgisse nova oportunidade para acrescentar alguma informação adicional a respeito.
Aqueles que estão familiarizados com a literatura psicanalítica encontrarão nesta ‘Introdução’ pouca coisa que não lhes seja conhecida já a partir de outras publicações muito mais detalhadas. Não obstante, a necessidade de completar e resumir algum tema compeliu o autor, em certos pontos (a etiologia da ansiedade e as fantasias histéricas), a apresentar material que até então havia retido.
FREUD.
VIENA, primavera de 1917.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que nesta ¨Introdução à Psicanálise¨ ele pouca coisa acrescenta já a partir de outras publicações, de modo a completar e resumir o tema e alguns certos pontos, como a etiologia da ansiedade e as fantasias histéricas), apresentando material que havia sido retido.
Mattanó aponta que nesta ¨Introdução à Psicanálise¨ ele, Freud, pouca coisa acrescenta já a partir de outras publicações, de modo a completar e resumir o tema e alguns certos pontos, como a etiologia da ansiedade e as fantasias histéricas), apresentando material que havia sido retido, demonstrando que a pesquisa psicanalítica é como o estudo do inconsciente, um processo contínuo que se enreda através de desenvolvimentos, regressões e fixações, ou do conteúdo recalcado inconsciente infantil, doméstico e familiar, que possui esta natureza.
MATTANÓ
(19/02/2026)
PREFÁCIO DA TRADUÇÃO HEBRAICA [1930]
Estas conferências foram proferidas em 1916 e 1917; proporcionaram uma descrição muito pormenorizada da posição da jovem ciência naquela época, e continham mais do que seu título indicava. Proporcionaram não apenas uma introdução à psicanálise, mas abrangeram a maior parte de seu conteúdo temático. Isso, naturalmente, já não é mais verdade. Nesse meio tempo houve progressos em sua teoria e importantes acréscimos à mesma, como a divisão da personalidade em ego, superego e id, uma modificação radical na teoria dos instintos, bem como descobertas referentes à origem da consciência e do sentimento de culpa. Assim sendo, estas conferências se tornaram em grande parte incompletas; na verdade, somente agora é que se tornaram realmente ‘introdutórias’. Porém, em outro sentido, mesmo hoje elas não foram suplantadas, nem se tornaram obsoletas. O que contêm ainda é acreditado e pensado, afora algumas poucas modificações, nos institutos de formação psicanalítica.
Os leitores de hebraico e especialmente os jovens, ávidos de conhecimento, se defrontarão neste volume com a psicanálise vestida com o antigo idioma que tem sido despertado para uma vida nova pela vontade do povo judeu. O autor bem pode imaginar o problema que se propôs seu tradutor. E nem pode suprimir a dúvida quanto a saber se Moisés e os Profetas teriam julgado inteligíveis estas conferências em hebraico. Pede, entretanto, aos descendentes deles (entre os quais ele próprio se inclui), a quem este livro se destina, para que não reajam demasiado prontamente a seus primeiros impulsos de crítica e enfado, rejeitando-o. A psicanálise revela tantas coisas novas, e, em meio a tudo isso, tantas coisas que contraditam opiniões tradicionais, e tanto fere sentimentos profundamente arraigados, que não pode deixar de provocar contestação. O leitor, se deixar em suspenso seu julgamento e permitir que a psicanálise, como um todo, provoque nele sua impressão, talvez se torne receptivo à convicção de que mesmo essa indesejada novidade é digna de se conhecer e indispensável para todo aquele que deseja compreender a mente e a vida humana.
VIENA, dezembro de 1930
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que estas conferências foram proferidas em 1916 e 1917; proporcionaram uma descrição muito pormenorizada da posição da jovem ciência naquela época, e continham mais do que seu título indicava. Proporcionaram não apenas uma introdução à psicanálise, mas abrangeram a maior parte de seu conteúdo temático. Isso, naturalmente, já não é mais verdade. Nesse meio tempo houve progressos em sua teoria e importantes acréscimos à mesma, como a divisão da personalidade em ego, superego e id, uma modificação radical na teoria dos instintos, bem como descobertas referentes à origem da consciência e do sentimento de culpa. Assim sendo, estas conferências se tornaram em grande parte incompletas; na verdade, somente agora é que se tornaram realmente ‘introdutórias’.
A psicanálise revela tantas coisas novas, e, em meio a tudo isso, tantas coisas que contraditam opiniões tradicionais, e tanto fere sentimentos profundamente arraigados, que não pode deixar de provocar contestação. O leitor, se deixar em suspenso seu julgamento e permitir que a psicanálise, como um todo, provoque nele sua impressão, talvez se torne receptivo à convicção de que mesmo essa indesejada novidade é digna de se conhecer e indispensável para todo aquele que deseja compreender a mente e a vida humana.
Mattanó aponta que estas conferências foram proferidas em 1916 e 1917; proporcionaram uma descrição muito pormenorizada da posição da jovem ciência naquela época, e continham mais do que seu título indicava. Proporcionaram não apenas uma introdução à psicanálise, mas abrangeram a maior parte de seu conteúdo temático. Isso, naturalmente, já não é mais verdade. Nesse meio tempo houve progressos em sua teoria e importantes acréscimos à mesma, como a divisão da personalidade em ego, superego e id, uma modificação radical na teoria dos instintos, bem como descobertas referentes à origem da consciência e do sentimento de culpa. Assim sendo, estas conferências se tornaram em grande parte incompletas; na verdade, somente agora é que se tornaram realmente ‘introdutórias’. Vemos como o conhecimento na teoria psicanalítica se formou e cresceu, se desenvolvendo e se aperfeiçoando, de tal modo que ele traduz a consciência, a cultura e a realidade do seu acadêmico, pesquisador e psicanalista nos dias de hoje e o fez nos tempos de Sigmund Freud.
A psicanálise revela tantas coisas novas, e, em meio a tudo isso, tantas coisas que contraditam opiniões tradicionais, e tanto fere sentimentos profundamente arraigados, que não pode deixar de provocar contestação. O leitor, se deixar em suspenso seu julgamento e permitir que a psicanálise, como um todo, provoque nele sua impressão, talvez se torne receptivo à convicção de que mesmo essa indesejada novidade é digna de se conhecer e indispensável para todo aquele que deseja compreender a mente e a vida humana. A mente humana é a mesma, porém a cultura se adapta ao contexto, a região, a época, ao corpo e ao cérebro, a educação e a formação, ao trabalho e ao zeitgeist de cada objeto da cultura, seja, ontológico ou cultural, de modo que o que é discriminado numa época ou cultura pode não ser discriminado noutra época ou cultura, inclusive indivíduo ou individualmente, indicando que a cultura tem um papel modelador do comportamento e também governador de contingências, de modo que o indivíduo ou grupo podem segui-las literalmente, por meio de controle ou de razões, até contextualmente e por meio da consciência, através da Teoria da Abundância de Mattanó. A cultura também pode ser fruto da programação mental e da mudança da realidade, de modo que você cria contingências, através do incesto com sua mãe e você, causando mudança da realidade e criminalidade, de tal forma que você pode controlar o indivíduo, por exemplo, através da paranormalidade e da telepatia, induzindo ele(s) ao incesto e assim a mudança da realidade, e portanto a criminalidade, que conforme os estudos indicam é a única solução para esse conflito psicológico e comportamental, mas eu acredito que através da reprogramação mental e da Teoria da Abundância de Mattanó onde trabalhamos a consciência e a liberdade desse indivíduo que se vê aprisionado em seu conteúdo recalcado inconsciente e infantil, doméstico e familiar, contudo através da consciência e da liberdade, somados a atenção e a intenção, ao tempo e a eternidade, seja possível dessensibilizar o comportamento desses indivíduos que passam por mudança da realidade e também programação mental, pois deixarão de ser controlados pelos seus significados, sentidos, conceitos, contextos, comportamentos, argumentação e linguagem, simbologias, arquétipos, inconscientes, subconsciente, funcionalidade, loucura, alienação, ciclos circadianos, parapraxias, topografias, relações sociais, gestalt e insights, para viverem segundo sua consciência que se vê livre para aprender e viver, e livre para ensinar, aprender e viver sua nova mensagem conquistada ao sair do ventre da baleia e readquirir poder sobre si mesmo em sua comunidade.
MATTANÓ
(19/02/2026)
SOBRE A CONDUÇÃO DE VEÍCULOS E AS FORMAS DE GUERRAS E CONFLITOS (2026):
Mattanó aponta que a condução dos veículos em períodos de guerras e conflitos, como os paranormais onde a telepatia se torna uma arma alienígena e uma ameaça a vida e a liberdade do Homo Sapiens, vemos que quando o Homo Sapiens está conduzindo seus veículos em meio ambiente dominado pela paranormalidade e pela telepatia com um ar de violência e de desprezo a segurança, patrimônio, a vida e a liberdade do Homo Sapiens torna-se importante o repertório comportamental deste para a solução de problemas e de adversidades, como o predomínio de delírios e alucinações, aumento o risco de acidentes e de mortes, de perigo no trânsito, que parece serem atenuados com a motivação, interesse e habilidades dos condutores que colocam em movimento sua consciência na medida em que se deslocam no tempo e no espaço seguindo sua motivação, interesse e habilidades que compensam o estado paranóico que tentava predominar, visto que a paranóia é um estado estático de amor e de trauma que paralisa o comportamento e suas decisões, impossível para a consciência que num veículo em movimento se encontra também em movimento e se deslocando conforme assimila e acomoda as informações percebidas do meio ambiente que suscitam um estado crítico de motivação, interesse e habilidades, onde o superego se destaca com o ego do condutor e dos passageiros do veículo.
MATTANÓ
(20/02/2026)
SOBRE A TELEVISÃO, A CENSURA GOVERNAMENTAL E O ESTUPRO VIRTUAL (2026):
Mattanó aponta que a televisão deve ter censura governamental, pois as crianças menores de 14 anos de idade ainda não têm malícia comportamental, oriunda do desenvolvimento da puberdade, e assim qualquer cena de sexo ou de incitação ao sexo, mesmo que virtual, produz na criança o comportamento de estupro virtual, pois ela é incapaz de responder e de assimilar a estimulação sexual e maliciosa da realidade dos maiores de 14 anos de idade que participam dos programas de televisão.
MATTANÓ
(24/02/2026)
SOBRE O COMPORTAMENTO VERBAL E O INCONSCIENTE (2026):
Mattanó aponta que o comportamento verbal diz respeito ao inconsciente e que assim o comportamento verbal do falante contêm as parapraxias, pois suas categorias, falar, dizer, mostrar, tatear, ecoar, mapear, organizar e reorganizar, projetar, intraverbalizar e postar encontram respostas nas categorias do ouvinte, que são, o acedimento, o rastreamento e o aumentamento, e com base nisto podemos especular com exemplos: os chistes, as piadas, o humor, as caricaturas e as charges como comportamento verbal do falante estão na categoria de falante (para os chistes, as piadas e o humor) e de mostrar, postar (para as caricaturas e charges) e na categoria do ouvinte na de acedimento (para os chistes, piadas e humor) e de aumentamento (para as caricaturas e charges); temos outro exemplo, onde os lapsos de linguagem, os atos falhos e os esquecimentos pertencem ao comportamento verbal do falante como categoria de mostrar e do ouvinte como categoria de rastreamento.
MATTANÓ
(24/02/2026)
O INCONSCIENTE NÃO PRODUZ A SEXUALIDADE (2026):
Mattanó aponta que o inconsciente não desencadeia ou não produz a sexualidade do indivíduo, pois está só existe por causa dos hormônios sexuais, uma criança menor de 14 anos de idade ou um idoso não produzem hormônios sexuais e deste modo, a sexualidade. O inconsciente é pois um mapa cerebral, um conjunto de caminhos cognitivos que se interconectam, um GPS da personalidade, uma bússola da personalidade que ¨indica¨ o caminho a ser seguido, mesmo que instintivamente.
MATTANÓ
(24/02/2026)
OS PROBLEMAS DAS TRAGÉDIAS E DAS CATÁSTROFES URBANAS (2026):
Mattanó aponta que o Governo Federal deveria criar um órgão ou secretaria com funcionários que estudassem e avaliassem as condições dos povos e populações instalados nas encostas dos morros, nos morros e nas favelas, com o intuito de prevenir desastres, tragédias, catástrofes, calamidades e horrores, inclusive violência, tráfico de drogas, prostituição, terrorismo, fome, pobreza, miséria e doenças que são consequências destas condições de vida e de existência humanas. Esse órgão ou secretaria federal teria poder para proibir acesso a essas áreas e para deslocar esses povos e populações para outras áreas dessas cidades, para novas cidades ou para a criação de outras cidades através de incentivo do Governo Federal e Estadual. Assim resolveríamos os problemas das tragédias e das catástrofes urbanas.
MATTANÓ
(25/02/2026)
SOBRE O SONO E OS SONHOS (2026):
Mattanó aponta que o Homo Sapiens fica mais divertido e descontraído momentos que antecedem o estado de vigília e o sono, sendo que o Homo Sapiens fica mais infantil durante o estado de vigília. Os sonhos geralmente dependem deste processo natural dos ciclos circadianos do nosso organismo.
MATTANÓ
(02/03/2026)
SOBRE O INCONSCIENTE (2026):
Mattanó aponta que o inconsciente trabalha com suas estruturas e organizações, ou funções, instrumentos ou ferramentas, como os lapsos de linguagem, chistes, atos falhos, fantasias, esquecimentos, piadas, humor, parapraxias, caricaturas, charges, delírios, alucinações, contos de fadas, tesouros, sonhos, devaneios, etc., para que a mente inconsciente realize por si só, o trabalho de interpretação da realidade, ou seja, o inconsciente realiza o trabalho de interpretar a realidade, a cultura, o conhecimento e a própria consciência mediante seus instrumentos ou ferramentas, de acordo com suas metáforas e metonímias ou significados e sentidos.
MATTANÓ
(02/03/2026)
PARTE I - PARAPRAXIAS (1916 [1915])
CONFERÊNCIA I - INTRODUÇÃO
SENHORAS E SENHORES:
Não posso dizer quanto conhecimento sobre psicanálise cada um dos senhores já adquiriu pelas leituras que fez, ou por ouvir dizer. Mas o título de meu programa - ‘Introdução Elementar à Psicanálise’ - obriga-me a tratá-los como se nada soubessem e estivessem necessitados de algumas informações preliminares.
Posso, no entanto, seguramente supor que sabem ser a psicanálise uma forma de executar o tratamento médico de pacientes neuróticos. E aqui já lhes posso dar um exemplo de como, nessa atividade, numerosas coisas se passam de forma diferente - e muitas vezes, realmente, de forma oposta - de como ocorrem em outros campos da prática médica. Quando, em outra situação, apresentamos ao paciente uma técnica que lhe é nova, de hábito minimizamos os inconvenientes desta e lhe damos confiantes promessas de êxito do tratamento. Penso estarmos justificados de assim proceder, de vez que desse modo estamos aumentando a probabilidade de êxito. Quando, porém, tomamos em tratamento analítico um paciente neurótico, agimos diferentemente. Mostramos-lhe as dificuldades do método, sua longa duração, os esforços e os sacrifícios que exige; e, quanto a seu êxito, lhe dizemos não nos ser possível prometê-lo com certeza, que depende de sua própria conduta, de sua compreensão, de sua adaptabilidade e de sua perseverança. Temos boas razões, naturalmente, para manter essa conduta aparentemente obstinada no erro, como talvez os senhores virão a verificar mais adiante.
Não se aborreçam, então, se começo por tratá-los da mesma forma como a esses pacientes neuróticos. Seriamente eu os advirto de que não venham ouvir-me uma segunda vez. Para corroborar esta advertência, explicarei quão incompleto deve necessariamente ser qualquer conhecimento da psicanálise, e que dificuldades surgem no caminho dos senhores ao formarem um julgamento próprio a respeito dela. Mostrar-lhes-ei como toda a tendência de sua educação prévia e todos os seus hábitos de pensamento estão inevitavelmente propensos a fazer com que se oponham à psicanálise, e quanto teriam de superar, dentro de si mesmos, para obter o máximo de vantagem dessa natural oposição. Não posso, certamente, predizer quanto entendimento de psicanálise obterão das informações que lhes dou, contudo posso prometer-lhes isto: que, ouvindo-as atentamente, não terão aprendido como efetuar uma investigação psicanalítica ou como realizar um tratamento. No entanto, na hipótese de que um dos senhores não se sentisse satisfeito com um ligeiro conhecimento da psicanálise, mas estivesse inclinado a entrar em relação permanente com ela, não apenas eu o dissuadiria de agir assim, como ativamente também o admoestaria para não fazê-lo. Da maneira como estão as coisas, no momento, tal escolha de profissão arruinaria qualquer possibilidade de obter sucesso em uma universidade, e, se começou na vida como médico clínico, iria encontrar-se numa sociedade que não compreenderia seus esforços, que o veria com desconfiança e hostilidade e que despejaria sobre ele todos os maus espíritos que estão à espreita dentro dessa mesma sociedade. E os acontecimentos que acompanham a guerra, que agora assola a Europa, lhes darão talvez alguma noção de que legiões desses maus espíritos podem existir.
Não obstante, há bom número de pessoas para as quais, a despeito desses inconvenientes, algo que promete trazer-lhes uma nova parcela de conhecimento tem ainda seu atrativo. Se alguns dos senhores pertencerem a essa espécie de pessoas, e, malgrado minhas advertências, novamente aqui comparecerem para minha próxima conferência, serão bem-vindos. Todos, porém, têm o direito de saber da natureza das dificuldades da psicanálise, às quais aludi.
Iniciarei por aquelas dificuldades vinculadas ao ensino, à formação em psicanálise. Na formação médica os senhores estão acostumados a ver coisas. Vêem uma preparação anatômica, o precipitado de uma reação química, a contração de um músculo em conseqüência da estimulação de seus nervos. Depois, pacientes são demonstrados perante os sentidos dos senhores: os sintomas de suas doenças, as conseqüências dos processos patológicos e, mesmo, em muitos casos, o agente da doença isolado. Nos departamentos cirúrgicos, são testemunhas das medidas ativas tomadas para proporcionar socorro aos pacientes, e os senhores mesmos podem tentar pô-las em execução. Na própria psiquiatria, a demonstração de pacientes, com suas expressões faciais alteradas, com seu modo de falar e seu comportamento, propicia aos senhores numerosas observações que lhes deixam profunda impressão. Assim, um professor de curso médico desempenha em elevado grau o papel de guia e intérprete que os acompanha através de um museu, enquanto os senhores conseguem um contato direto com os objetos exibidos e se sentem convencidos da existência dos novos fatos mediante a própria percepção de cada um.
Na psicanálise, ai de nós, tudo é diferente. Nada acontece em um tratamento psicanalítico além de um intercâmbio de palavras entre o paciente e o analista. O paciente conversa, fala de suas experiências passadas e de suas impressões atuais, queixa-se, reconhece seus desejos e seus impulsos emocionais. O médico escuta, procura orientar os processos de pensamento do paciente, exorta, dirige sua atenção em certas direções, dá-lhe explicações e observa as reações de compreensão ou rejeição que ele, analista, suscita no paciente. Os desinformados parentes de nossos pacientes, que se impressionam apenas com coisas visíveis e tangíveis - preferivelmente por ações tais como aquelas vistas no cinema -, jamais deixam de expressar suas dúvidas quanto a saber se ‘algo não pode ser feito pela doença, que não seja simplesmente falar’. Essa, naturalmente, é uma linha de pensamento ao mesmo tempo insensata e incoerente. Essas são as mesmas pessoas que se mostram assim tão seguras de que os pacientes estão ‘simplesmente imaginando’ seus sintomas. As palavras, originalmente, eram mágicas e até os dias atuais conservaram muito do seu antigo poder mágico. Por meio de palavras uma pessoa pode tornar outra jubilosamente feliz ou levá-la ao desespero, por palavras o professor veicula seu conhecimento aos alunos, por palavras o orador conquista seus ouvintes para si e influencia o julgamento e as decisões deles. Palavras suscitam afetos e são, de modo geral, o meio de mútua influência entre os homens. Assim, não depreciaremos o uso das palavras na psicoterapia, e nos agradará ouvir as palavras trocadas entre o analista e seu paciente.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica em sua conferência como é sua psicanálise e que ela é incompleta, assim como a análise e a vida dos pacientes; que ela se concentra no intercâmbio de palavras entre o analista e o seu paciente. As palavras, originalmente, eram mágicas e até os dias atuais conservaram muito do seu antigo poder mágico. Por meio de palavras uma pessoa pode tornar outra jubilosamente feliz ou levá-la ao desespero, por palavras o professor veicula seu conhecimento aos alunos, por palavras o orador conquista seus ouvintes para si e influencia o julgamento e as decisões deles. Palavras suscitam afetos e são, de modo geral, o meio de mútua influência entre os homens. Assim, não depreciaremos o uso das palavras na psicoterapia, e nos agradará ouvir as palavras trocadas entre o analista e seu paciente.
Mattanó aponta que Freud explica em sua conferência como é sua psicanálise e que ela é incompleta, assim como a análise e a vida dos pacientes; que ela se concentra no intercâmbio de palavras entre o analista e o seu paciente. As palavras, originalmente, eram mágicas e até os dias atuais conservaram muito do seu antigo poder mágico. Por meio de palavras uma pessoa pode tornar outra jubilosamente feliz ou levá-la ao desespero, por palavras o professor veicula seu conhecimento aos alunos, por palavras o orador conquista seus ouvintes para si e influencia o julgamento e as decisões deles. Palavras suscitam afetos e são, de modo geral, o meio de mútua influência entre os homens. Assim, não depreciaremos o uso das palavras na psicoterapia, e nos agradará ouvir as palavras trocadas entre o analista e seu paciente. Vemos que as palavras tem poder através dos atos ilocucionários e dos atos perlocucionários, dos pressupostos e dos subentendidos, do mostrar, fazer e dizer, do posto, da argumentação e da linguagem, da semântica, da semiótica e da hermenêutica, da alfabetização e dos processos cognitivos, da aprendizagem e dos seus significados e sentidos, do seu poder comportamental através do comportamento verbal do falante e do ouvinte, da literalidade, das razões e do controle, dos contextos e da dessensibilização, da Teoria da Abundância de Mattanó, do poder da consciência e da liberdade, e da aceitação.
MATTANÓ
(02/03/2026)
SOBRE A DINÂMICA DA TELEPATIA NO MUNDO DAS PERSONALIDADES (2026):
Mattanó aponta que a dinâmica da telepatia no mundo das personalidades nos revela que a telepatia está diretamente relacionada comportamentalmente e inconscientemente com a personalidade do indivíduo, pois vemos que pacientes esquizofrênicos paranóides apresentam comportamento que denunciam sua patologia ou transtorno mental, ou seja, não são violentos e nem extrovertidos ou perigosos, muito pelo contrário, costumam ser isolados socialmente, pobres em sua linguagem, agressivos e hostis, delirantes e alucinados, e com alterações do pensamento, mesmo que a telepatia constranja o paciente e suas interações que acabam interpretando mal o comportamento e o inconsciente do paciente com esquizofrenia paranóide, chamando-os de estupradores, criminosos, ladrões, assassinos, pedófilos, corruptos, incestuosos, violentos e perigosos, mas na realidade são inofensivos e incapazes. Vemos que a telepatia transforma-se numa grande ameaça para os esquizofrênicos paranóides e não numa evolução do seu comportamento paranóide, pois passam a ser tratados com ódio e intolerância, com discriminação e perseguição que pode terminar em cadeia ou em lesão corporal ou até mesmo em morte se o outro agressor for muito violento e irresponsável, drogado ou traficante de drogas, de sexo, de escravos, de pessoas, etc., se os delírios do doente esquizofrênico paranóide desencadearem comportamentos de raiva, ódio ou fúria, de violência, seja como forma de rito ou mania, obsessão ou compulsão, comportamento que te deprime e te leva para a depressão, para o sentimento de culpa e de reparação, de medo e de vergonha da realidade, gerando fuga e esquiva da realidade, como forma de violência para você se exibir sexualmente, suas partes íntimas publicamente, como um exibicionismo que leva a uma masturbação ou ao coito, ou até mesmo a fuga e a esquiva se o estímulo for aversivo, ou gerando transtornos sexuais de impotência, disfunção sexual, anorgasmia, disfunção erétil, ejaculação precoce, transtorno do desejo sexual, dispaurenia, onde a realidade do paciente que está com esquizofrenia paranóide passa a ser interpretada pelo paciente com transtorno sexual de tal maneira que sua visão de mundo se fecha em torno de seu transtorno sexual, nos revelando que a consciência, a cultura, o conhecimento e a realidade dependem do tipo de personalidade e de transtorno que acomete cada paciente, ou seja, um esquizofrênico paranóico é tratado de uma maneira por um esquizofrênico, mas de outra maneiro por um neurótico obsessivo compulsivo, ou transtorno obsessivo compulsivo, que compreende a realidade muito diferente do depressivo, do exibicionista, do psicopata, do boderline e do paciente normal. A solução da convivência está na educação e na psicoterapia ou psicanálise e não nas armas e guerras.
MATTANÓ
(05/03/2026)
HISTÓRIA DA TELEVISÃO (2026):
Podemos especular que cada aparelho de televisão é como uma cidade, onde cada canal é como uma casa, e cada programa é como um estabelecimento comercial e cada apresentador é como um vendedor que gera economia e riquezas; contudo a televisão depende em última instância do satélite para que possa existir e fazer sentido, pois foi o satélite quem transformou o mundo numa aldeia global com uma sofisticada rede de informações que pode ser representada pela opinião pública. É a opinião pública o depósito das catexias sociopatas que constróem a informação, um conjunto de argumentos que visam conquistar adesão e a vontade do ouvinte ou leitor por meio dos argumentos, de tal forma que se crie uma teledependência e um seguimento das contingências apresentadas via mass mídias, com a finalidade ideológica política e empresarial ou comercial de vender mais televisores e expandir os seus negócios com a televisão.
MATTANÓ
(09/03/2026)
HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DA PSICOLOGIA E DA PSICANÁLISE (2026):
Mattanó testemunha que tanto os artistas de Hollywood quanto os da música nacional ou internacional e da televisão, como os da Rede Globo de Televisão agem da mesma forma que os políticos, os atletas, os pilotos de Fórmula 1, os jogadores de futebol, os atletas olímpicos, de mundiais, o pessoal da UEL, de Londrina, do Brasil, do comércio, dos transportes, da aviação, das Igrejas, da perícia, etc., ¨observando¨ e agindo com hostilidade, fantasias sexuais, de falsidade ideológica e de violência ou de vingança e de justiça, assim como as pessoas que fazem e já fizeram parte da minha história de vida, inclusive as que já faleceram como o professor Ricardo J. Flores e a psicóloga Marcia R. Rubin e a Miltis ou a Ana Carolina B. de Almeida. Hoje temos, por exemplo, a Grace, a Miltis, a Marcia R. Rubin, a Simone (do Colégio São Paulo) e a Vanja em situação hostil e detidas, presas ou falecidas, o que as une agora é que ¨observaram¨ o meu comportamento encoberto antes de terem as suas respostas de assédio sexual e depois serem punidas pela Justiça! Temos muitos exemplos de mulheres famosas, poderosas e ricas que fazem ou fizeram o mesmo e não vão para a prisão, como a Michele Bolsonaro, a Hilary Clinton, a filha do Eduardo Paes, as atrizes de Hollywood que me exploram, roubam, assediam e abusam sexualmente e moralmente, as cantoras nacionais e internacionais que me exploram, roubam, assediam e abusam sexualmente e moralmente, as atrizes da Rede Globo de Televisão que me exploram, roubam, assediam e abusam sexualmente e moralmente, pode-se dizer que insinuam sensualidade em seus comportamentos ou desejo sexual imoral, ou seja, existem mulheres que são poderosas e podem tudo, inclusive o Papa que pode se envolver em crimes de estupro, crucificação e tortura, pedofilia, roubo, abuso e exploração, trabalho escravo, ou seja, cárcere privado, assassinato, ou queima de arquivo vivo e destruição de documentos e de provas documentais para a criação de novas provas com um novo e falso significado e um novo e falso sentido documental, onde o Santo ou Deus liberta o seu povo da escravidão que nunca existiu, pois o que existe são crimes e provas criminais, através de um ritual arcaico e atrasado de homicídio, pois não se trata de sacrifício e nem de holocausto ou de crucificação, pois o contexto é criminal e não de sacrifício, holocausto ou de crucificação. Sabemos que o sacrifício, o holocausto e a crucificação não ¨pagam¨ os crimes nunca julgados e pagos, por isso o que temos são crimes.
MATTANÓ
(15/03/2026)
Contudo, nem isso podemos fazer. A conversação em que consiste o tratamento psicanalítico não admite ouvinte algum; não pode ser demonstrada. Um paciente neurastênico ou histérico pode, naturalmente, como qualquer outro, ser apresentado a estudantes em uma conferência psiquiátrica. Ele fará uma descrição de suas queixas e de seus sintomas, porém apenas isso. As informações que uma análise requer serão dadas pelo paciente somente com a condição de que ele tenha uma ligação emocional especial com seu médico; ele silenciaria tão logo observasse uma só testemunha que ele percebesse estar alheia a essa relação. Isso porque essas informações dizem respeito àquilo que é mais íntimo em sua vida mental, a tudo aquilo que, como pessoa socialmente independente, deve ocultar de outras pessoas, e, ademais, a tudo o que, como personalidade homogênea, não admite para si próprio.
Portanto, os senhores não podem estar presentes, como ouvintes, a um tratamento psicanalítico. Este pode, apenas, ser-lhes relatado; e, no mais estrito sentido da palavra, é somente de ouvir dizer que chegarão a conhecer a psicanálise. Como conseqüência do fato de receberem seus conhecimentos em segunda mão, por assim dizer, os senhores estarão em condições bem incomuns para formar um julgamento. Isto obviamente dependerá, em grande parte, do quanto de crédito podem dar a seu informante.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que as informações que uma análise requer serão dadas pelo paciente somente com a condição de que ele tenha uma ligação emocional especial com seu médico; ele silenciaria tão logo observasse uma só testemunha que ele percebesse estar alheia a essa relação. Isso porque essas informações dizem respeito àquilo que é mais íntimo em sua vida mental, a tudo aquilo que, como pessoa socialmente independente, deve ocultar de outras pessoas, e, ademais, a tudo o que, como personalidade homogênea, não admite para si próprio.
Portanto, os senhores não podem estar presentes, como ouvintes, a um tratamento psicanalítico. Este pode, apenas, ser-lhes relatado; e, no mais estrito sentido da palavra, é somente de ouvir dizer que chegarão a conhecer a psicanálise. Isto obviamente dependerá, em grande parte, do quanto de crédito podem dar a seu informante.
Mattanó aponta que as informações que uma análise requer serão dadas pelo paciente somente com a condição de que ele tenha uma ligação emocional especial com seu médico; ele silenciaria tão logo observasse uma só testemunha que ele percebesse estar alheia a essa relação. Isso porque essas informações dizem respeito àquilo que é mais íntimo em sua vida mental, a tudo aquilo que, como pessoa socialmente independente, deve ocultar de outras pessoas, e, ademais, a tudo o que, como personalidade homogênea, não admite para si próprio. Vemos que a psicanálise depende de um ambiente controlado e seguro onde paciente e psicanalista desenvolvam uma relação segura, estável e confiante, codificada na transferência do seu conteúdo inconsciente e emocional do qual depende a análise.
Portanto, os senhores não podem estar presentes, como ouvintes, a um tratamento psicanalítico. Este pode, apenas, ser-lhes relatado; e, no mais estrito sentido da palavra, é somente de ouvir dizer que chegarão a conhecer a psicanálise. Isto obviamente dependerá, em grande parte, do quanto de crédito podem dar a seu informante. Vemos que a psicanálise não pode ser testemunhada em seu exercício, por ser anti-ético e contra as regras que a estruturam e fundamentam, assim ela só pode ser relatada por um informante ou psicanalista que teve essa experiência e adquiriu esse conhecimento ou cultura, essa realidade conceitual, que toma parte da sua consciência, construindo sua credibilidade como palestrista, comunicador ou informante.
MATTANÓ
(15/03/2026)
HISTÓRIA DA TELEVISÃO (2026):
Mattanó aponta que a televisão não decide tudo por você; ela não faz compras; ela não envia mensagens; ela não apaga dados; ela não manda informações; ela não altera significados e sentidos. Tudo acontece apenas quando você autoriza e dá mandos. A televisão é uma ¨arma¨ para quem faz e produz a televisão e nunca para os telespectadores.
MATTANÓ
(15/03/2026)
HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DA PSICOLOGIA E DA PSICANÁLISE (2026):
Mattanó aponta que Freud explica que na paranóia a experiência primária parece ser semelhante a da neurose obsessiva. O recalque ocorre depois que a lembrança causou desprazer. Nenhuma autocensura se forma. O desprazer gerado é atribuído a pessoas que se relacionam com o paciente, segundo a fórmula psíquica da projeção. O sintoma primário formado é a desconfiança. As vozes, lembram a autocensura, como sintoma de compromisso, e o fazem, em primeiro lugar, distorcidas de seu enunciado a ponto de se tornarem indefinidas e de se tornarem em ameaças; e, em segundo lugar, relacionadas não com a experiência primária, mas com a desconfiança, com o sintoma primário. Contudo em 1999 Mattanó havia resolvido todos os seus problemas do passado com a UEL logo após se desligar dela, não restaram motivos para perseguição e nem para qualquer lembrança que causasse desprazer, Mattanó não apresentava qualquer sintoma, até que começaram a manipular a transferência paranormal, inconsciente e comportamental de Mattanó para com as emissoras de televisão que respondiam como se Mattanó fosse em criminoso, contudo as emissoras de televisão, sobretudo a Rede Globo de Televisão manipulou as suas lembranças que causavam desprazer, por exemplo, da UEL e da sua história de vida que já vinham sendo investigadas pelas emissoras de televisão, nenhuma autocensura se formou mas sim uma projeção e um sintoma primário, a desconfiança, as vozes que lembravam a autocensura, como sintoma de compromisso, tornando-se primeiramente distorcidas do seu enunciado e indefinidas a ponto de se tornarem ameaças, e em segundo lugar relacionadas com o sintoma secundário, com a desconfiança. Isto desencadeou hostilidade, agressividade, isolamento social, pobreza de linguagem, alteração do pensamento, alucinações e delírios, dor e auto-tortura acompanhados de um progressivo aumento de inteligência onde teve que aprender a lidar e a impedir a mudança da realidade, um processo inconsciente que havia sido instalado comportamentalmente e virtualmente, através de canções que induziam ao incesto, desde 1989, a consequência disto é a criminalidade.
MATTANÓ
(16/03/2026)
Suponhamos, por um momento, que os senhores estivessem ouvindo uma conferência não sobre psiquiatria, mas sobre história, e que o conferencista lhes estivesse expondo a vida e os feitos militares de Alexandre Magno. Que fundamentos teriam para acreditar na verdade do que ele referisse? Num primeiro relance, a situação pareceria ser ainda mais desfavorável do que no caso da psicanálise, pois o professor de história teve tanta participação nas campanhas de Alexandre quanto os senhores. O psicanalista pelo menos reporta coisas nas quais ele próprio tomou parte. Porém, na devida oportunidade, chegamos aos elementos que confirmam aquilo que o historiador lhes disse. Ele poderia remetê-los aos relatos dos escritores da Antigüidade que, ou foram eles próprios contemporâneos dos eventos em questão, ou, de qualquer forma, estavam mais próximos dos mesmos - ele poderia remetê-los, digamos, às obras de Diodoro, Plutarco, Arriano e outros. Poderia colocar à frente dos senhores reproduções de moedas e estátuas do rei, que sobreviveram, e poderia passar às suas mãos uma fotografia do mosaico de Pompéia representando a batalha de Isso. Estritamente falando, contudo, todos esses documentos apenas provam que as gerações anteriores já acreditavam na existência de Alexandre e na realidade de seus feitos, e as críticas dos senhores poderiam começar novamente nesse ponto. Os senhores descobririam então que nem tudo aquilo que foi relatado sobre Alexandre merece crédito ou pode ser confirmado em seus detalhes; não obstante, não posso supor que os senhores viessem a deixar a sala de conferência com dúvidas sobre a realidade de Alexandre Magno. A decisão dos senhores seria determinada, essencialmente, por duas considerações: primeiro, que o conferencista não tem qualquer motivo imaginável para garantir-lhes a realidade de algo que ele próprio não julga ser real, e, em segundo lugar, que todos os livros de história disponíveis descrevem os acontecimentos em termos aproximadamente semelhantes. Se continuassem a examinar as fontes antigas, teriam em conta os mesmos fatores - os possíveis motivos dos informantes e a conformidade das testemunhas entre si. O resultado da pesquisa sem dúvida lhes traria uma confirmação, no caso de Alexandre; no entanto, provavelmente seria diferente quando se tratasse de personagens como Moisés ou Nemrod. Outras oportunidades revelarão muito claramente que dúvidas os senhores podem ter a respeito da credibilidade do seu informante psicanalítico.
Mas os senhores têm o direito de fazer outra pergunta. Se não há verificação objetiva da psicanálise nem possibilidade de demonstrá-la, como pode absolutamente alguém aprender psicanálise e convencer-se da veracidade de suas afirmações? É verdade que a psicanálise não pode ser aprendida facilmente, e que não são muitas as pessoas que a tenham aprendido corretamente. Naturalmente, porém, existe um método que se pode seguir, apesar de tudo. Aprende-se psicanálise em si mesmo, estudando-se a própria personalidade. Isso não é exatamente a mesma coisa que a chamada auto-observação, porém pode, se necessário, estar nela subentendido. Existe grande quantidade de fenômenos mentais, muito comuns e amplamente conhecidos, que, após conseguido um pouco de conhecimento da técnica, podem se tornar objeto de análise na própria pessoa. Dessa forma, adquire-se o desejado sentimento de convicção da realidade dos processos descritos pela análise e da correção dos pontos de vista da mesma. Não obstante, há limites definidos ao progresso por meio desse método. A pessoa progride muito mais se ela própria é analisada por um analista experiente e vivencia os efeitos da análise em seu próprio eu (self), fazendo uso da oportunidade de assimilar de seu analista a técnica mais sutil do processo. Esse excelente método é, naturalmente, aplicável apenas a uma única pessoa e jamais a todo um auditório de estudantes reunidos.
A psicanálise não deve ser acusada de uma segunda dificuldade na relação dos senhores com ela; devo fazê-los, aos senhores mesmos, responsáveis por isso, senhoras e senhores, pelo menos na medida em que foram estudantes de medicina. A educação que receberam previamente deu uma direção particular ao pensar dos senhores que conduz para longe da psicanálise. Foram formados para encontrar uma base anatômica para as funções do organismo e suas doenças, a fim de explicá-las química e fisicamente e encará-las do ponto de vista biológico. Nenhuma parte do interesse dos senhores, contudo, tem sido dirigida para a vida psíquica, onde, afinal, a realização desse organismo maravilhosamente complexo atinge seu ápice. Por essa razão, as formas psicológicas de pensamento têm permanecido estranhas aos senhores. Cresceram acostumados a encará-las com suspeita, a negar-lhes a qualidade científica, a abandoná-las em poder de leigos, poetas, filósofos naturalistas e místicos. Essa limitação é, sem dúvida, prejudicial à sua atividade médica, pois, como é a regra em todos os relacionamentos humanos, os pacientes dos senhores começam mostrando-lhes sua façade mental, e temo que sejam obrigados, como punição, a deixar parte da influência terapêutica que os senhores estão procurando aos praticantes leigos, aos curandeiros e aos místicos, que os senhores tanto desprezam.
Não ignoro a excusa de que devemos tolerar esse defeito em sua educação. Não existe nenhuma ciência filosófica auxiliar que possa servir às finalidades médicas dos senhores. Nem a filosofia especulativa, nem a psicologia descritiva, nem o que é chamado de psicologia experimental (que está estritamente aliada à fisiologia dos órgãos dos sentidos), tal como são ensinadas nas universidades, estão em condições de dizer-lhes algo de utilizável pertinente à relação entre corpo e mente, ou de lhes proporcionar uma chave para a compreensão dos possíveis distúrbios das funções mentais. É verdade que a psiquiatria, como parte da medicina, se empenha em descrever os distúrbios mentais que observa, e em agrupá-los em entidades clínicas; porém, em momentos favoráveis os próprios psiquiatras duvidam de que suas hipóteses puramente descritivas mereçam o nome de ciência. Nada se conhece da origem, do mecanismo ou das mútuas relações dos sintomas dos quais se compõem essas entidades clínicas; ou não há alterações observáveis, no órgão anatômico da mente, que correspondam a esses sintomas, ou há alterações nada esclarecedoras a respeito deles. Esses distúrbios mentais apenas são acessíveis à influência terapêutica quando podem ser reconhecidos como efeitos secundários daquilo que, de outro modo, constitui uma doença orgânica.
Essa é a lacuna que a psicanálise procura preencher. Procura dar à psiquiatria a base psicológica de que esta carece. Espera descobrir o terreno comum em cuja base se torne compreensível a conseqüência do distúrbio físico e mental. Com esse objetivo em vista, a psicanálise deve manter-se livre de toda hipótese que lhe é estranha, seja de tipo anatômico, químico ou fisiológico, e deve operar inteiramente com idéias auxiliares puramente psicológicas; e precisamente por essa razão temo que lhes parecerá estranha de início.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que o psicanalista pelo menos reporta coisas nas quais ele próprio tomou parte. Tenho duas considerações: primeiro, que o conferencista não tem qualquer motivo imaginável para garantir-lhes a realidade de algo que ele próprio não julga ser real, e, em segundo lugar, que todos os livros de história disponíveis descrevem os acontecimentos em termos aproximadamente semelhantes.
Aprende-se psicanálise em si mesmo, estudando-se a própria personalidade. Isso não é exatamente a mesma coisa que a chamada auto-observação, porém pode, se necessário, estar nela subentendido. Não obstante, há limites definidos ao progresso por meio desse método. A pessoa progride muito mais se ela própria é analisada por um analista experiente e vivencia os efeitos da análise em seu próprio eu (self), fazendo uso da oportunidade de assimilar de seu analista a técnica mais sutil do processo. Esse excelente método é, naturalmente, aplicável apenas a uma única pessoa e jamais a todo um auditório de estudantes reunidos.
A educação que receberam previamente deu uma direção particular ao pensar dos senhores que conduz para longe da psicanálise. Foram formados para encontrar uma base anatômica para as funções do organismo e suas doenças, a fim de explicá-las química e fisicamente e encará-las do ponto de vista biológico. Nenhuma parte do interesse dos senhores, contudo, tem sido dirigida para a vida psíquica, onde, afinal, a realização desse organismo maravilhosamente complexo atinge seu ápice. Por essa razão, as formas psicológicas de pensamento têm permanecido estranhas aos senhores. Cresceram acostumados a encará-las com suspeita, a negar-lhes a qualidade científica, a abandoná-las em poder de leigos, poetas, filósofos naturalistas e místicos.
Não ignoro a excusa de que devemos tolerar esse defeito em sua educação. Não existe nenhuma ciência filosófica auxiliar que possa servir às finalidades médicas dos senhores. Nem a filosofia especulativa, nem a psicologia descritiva, nem o que é chamado de psicologia experimental (que está estritamente aliada à fisiologia dos órgãos dos sentidos), tal como são ensinadas nas universidades, estão em condições de dizer-lhes algo de utilizável pertinente à relação entre corpo e mente, ou de lhes proporcionar uma chave para a compreensão dos possíveis distúrbios das funções mentais. É verdade que a psiquiatria, como parte da medicina, se empenha em descrever os distúrbios mentais que observa, e em agrupá-los em entidades clínicas; porém, em momentos favoráveis os próprios psiquiatras duvidam de que suas hipóteses puramente descritivas mereçam o nome de ciência. Nada se conhece da origem, do mecanismo ou das mútuas relações dos sintomas dos quais se compõem essas entidades clínicas; ou não há alterações observáveis, no órgão anatômico da mente, que correspondam a esses sintomas, ou há alterações nada esclarecedoras a respeito deles. Esses distúrbios mentais apenas são acessíveis à influência terapêutica quando podem ser reconhecidos como efeitos secundários daquilo que, de outro modo, constitui uma doença orgânica.
Essa é a lacuna que a psicanálise procura preencher. Procura dar à psiquiatria a base psicológica de que esta carece. Espera descobrir o terreno comum em cuja base se torne compreensível a conseqüência do distúrbio físico e mental. Com esse objetivo em vista, a psicanálise deve manter-se livre de toda hipótese que lhe é estranha, seja de tipo anatômico, químico ou fisiológico, e deve operar inteiramente com idéias auxiliares puramente psicológicas; e precisamente por essa razão temo que lhes parecerá estranha de início.
Mattanó aponta que o psicanalista pelo menos reporta coisas nas quais ele próprio tomou parte. Freud tem duas considerações: primeiro, que o conferencista não tem qualquer motivo imaginável para garantir-lhes a realidade de algo que ele próprio não julga ser real, e, em segundo lugar, que todos os livros de história disponíveis descrevem os acontecimentos em termos aproximadamente semelhantes. Vemos que o psicanalista reporta e narra o que ele testemunhou, enquanto que o historiador reporta e comenta o que ele estudou através dos livros e dos locais e pessoas históricas.
Aprende-se psicanálise em si mesmo, estudando-se a própria personalidade. Isso não é exatamente a mesma coisa que a chamada auto-observação, porém pode, se necessário, estar nela subentendido. Não obstante, há limites definidos ao progresso por meio desse método. A pessoa progride muito mais se ela própria é analisada por um analista experiente e vivencia os efeitos da análise em seu próprio eu (self), fazendo uso da oportunidade de assimilar de seu analista a técnica mais sutil do processo. Esse excelente método é, naturalmente, aplicável apenas a uma única pessoa e jamais a todo um auditório de estudantes reunidos. Vemos que o método de aprendizado da psicanálise consiste na análise pessoal, realizada preferencialmente por um analista experiente, que permite ao analisado vivenciar os efeitos da sua análise em seu próprio eu (self), de tal forma que vai incorporando, assimilando e aprendendo a técnica de maneira sutíl através do processo analítico. Esse método é aplicável a uma única pessoa e portanto, nunca a um auditório de estudantes reunidos ou a uma sala de aula.
A educação que receberam previamente deu uma direção particular ao pensar dos senhores que conduz para longe da psicanálise. Foram formados para encontrar uma base anatômica para as funções do organismo e suas doenças, a fim de explicá-las química e fisicamente e encará-las do ponto de vista biológico. Nenhuma parte do interesse dos senhores, contudo, tem sido dirigida para a vida psíquica, onde, afinal, a realização desse organismo maravilhosamente complexo atinge seu ápice. Por essa razão, as formas psicológicas de pensamento têm permanecido estranhas aos senhores. Cresceram acostumados a encará-las com suspeita, a negar-lhes a qualidade científica, a abandoná-las em poder de leigos, poetas, filósofos naturalistas e místicos. Vemos que Freud preocupou-se estritamente com suas questões e fórmulas psíquicas para explicar as funções do organismo e suas doenças, hoje temos a neurociência que estuda e explica as funções do cérebro e do organismo, suas doenças através do estudo dos cérebros de pacientes com problemas, de tal forma que foi se criando uma rede estruturada de conhecimento através da localização de cada área para cada função do cérebro, inclusive para suas doenças, donde explicamos hoje que a consciência, a cultura, o conhecimento e a realidade estão sediadas no tronco cerebral e estão interconectadas com outras áreas como o córtex cerebral e o tálamo, por exemplo.. Podemos especular que o inconsciente também está sediado no tronco cerebral quando a consciência seleciona um objeto e descarta outro, transformando-o em objeto do inconsciente, até que seja selecionado e se torne consciente através do deslocamento.
Não ignoro a excusa de que devemos tolerar esse defeito em sua educação. Não existe nenhuma ciência filosófica auxiliar que possa servir às finalidades médicas dos senhores. Nem a filosofia especulativa, nem a psicologia descritiva, nem o que é chamado de psicologia experimental (que está estritamente aliada à fisiologia dos órgãos dos sentidos), tal como são ensinadas nas universidades, estão em condições de dizer-lhes algo de utilizável pertinente à relação entre corpo e mente, ou de lhes proporcionar uma chave para a compreensão dos possíveis distúrbios das funções mentais. É verdade que a psiquiatria, como parte da medicina, se empenha em descrever os distúrbios mentais que observa, e em agrupá-los em entidades clínicas; porém, em momentos favoráveis os próprios psiquiatras duvidam de que suas hipóteses puramente descritivas mereçam o nome de ciência. Nada se conhece da origem, do mecanismo ou das mútuas relações dos sintomas dos quais se compõem essas entidades clínicas; ou não há alterações observáveis, no órgão anatômico da mente, que correspondam a esses sintomas, ou há alterações nada esclarecedoras a respeito deles. Esses distúrbios mentais apenas são acessíveis à influência terapêutica quando podem ser reconhecidos como efeitos secundários daquilo que, de outro modo, constitui uma doença orgânica. Vemos que hoje temos a neurociência que nos ajuda a estudar e explicar as funções do cérebro e as suas doenças localizando-as anatômicamente. E temos também a psiquiatria que consegue atualmente manipular as funções do cérebro e suas doenças através da química e da fisiologia.
Essa é a lacuna que a psicanálise procura preencher. Procura dar à psiquiatria a base psicológica de que esta carece. Espera descobrir o terreno comum em cuja base se torne compreensível a conseqüência do distúrbio físico e mental. Com esse objetivo em vista, a psicanálise deve manter-se livre de toda hipótese que lhe é estranha, seja de tipo anatômico, químico ou fisiológico, e deve operar inteiramente com idéias auxiliares puramente psicológicas; e precisamente por essa razão temo que lhes parecerá estranha de início. Vemos que hoje temos disciplinas e ciências que estudam e explicam as funções do cérebro tanto psicológicamente, comportamentalmente, cognitivamente, anatômicamente, químicamente, fisiológicamente e morfológicamente, e até paranormalmente.
MATTANÓ
(17/03/2026)
HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DA PSICOLOGIA E DA PSICANÁLISE (2026):
ANÁLISE DE SONHO: SONHO de 18/03/2026.
Sonhei que estava com a Marcia Regina Rubin na UEL, no CCB, eu gostava dela e ela havia feito uma plástica e estava ¨gostosa¨ e mais bonita, pois antes não era bonita assim, conosco estavam meus tios Lourenço e Luiza Rita. O Lourenço tinha uma dupla personalidade, estava com esquizofrenia e gostava de exibir sua riqueza e seu patrimônio como o seu carro no CCB, mas eu não entendi a relação dos meus tios com a Marcia Regina Rubin e acordei.
INTERPRETAÇÃO
O sonho revela que o examinado mantêm relações psicológicas e afetivas com sua psicóloga Marcia Regina Rubin, mesmo depois de sua morte trágica, pois o inconsciente é atemporal, e com base nisto a observa e interpreta como ¨gostosa¨ e mais bonita, certamente por ter relação com sua morte, mas de fato com o que ela fez em sua morte, escreveu e relatou sua história com o examinado, eventos nunca antes testemunhados que salvavam o examinado e incriminavam ela mesma, a psicóloga, por isso, antes não era bonita assim e realizou uma plástica ou uma transformação que a libertou e a renovou, ela estava com meus tios Lourenço e Luiza Rita na UEL, no CCB, meu tio estava com esquizofrenia enquanto que minha tia estava com esquizofrenia e melancólica, tinha medo de ficar pobre, eu acredito que o meu tio também estava com melancolia, pois gostava de exibir sua riqueza e seu patrimônio, como que tentando seduzir mulheres, garotas, alunas e profissionais da UEL, esse deveria ser o motivo inconsciente que levava meus tios a buscarem a mesma psicóloga que havia me atendido enquanto era estagiária do curso de Psicologia da UEL em 1992.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 18 de março de 2026.
MATTANÓ
(18/03/2026)
HISTÓRIA DA TELEVISÃO (2026):
A televisão é uma ferramenta, ela não tem poder para julgar, para pressionar, para coagir, quem define os ritmos dos significados e sentidos sempre é o telespectador. Pois, ¨a televisão é uma arma¨ ideológica das empresas de televisão e não dos telespectadores, visto que a comunicação tende a ser unidirecional, até mesmo quando há paranormalidade e invasão da intimidade e da privacidade com comunicação telepática alienígena, por exemplo.
Aprender a utilizar a televisão como uma ferramenta parece alienante e confuso, sem significado e sem sentido no começo, mas depois começa a fazer sentido e com o tempo fica automático. Pois toda ferramenta adquire nível de automação, visto que podemos utiliza-las inconscientemente, ou seja, sem pensar, automaticamente.
MATTANÓ
(18/03/2026)
DENÚNCIA E HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DA PSICOLOGIA E DA PSICANÁLISE (2026):
Mattanó denuncia que aquele(s) que utiliza poderes paranormais alienígenas ilegalmente para realizar operações clandestinas de espionagem e de investigação em minha vida e história de vida que reporta a outras personagens, pode estar colaborando para contaminar e realizar lavagem cerebral, despersonalização, estupro virtual, extorsão, vingança, voyeurismo, tortura, estelionato, periclitação da vida e da saúde, curandeirismo e charlatanismo, corrupção e abuso de incapazes e de menores de 14 anos de idade, pedofilia, abuso e exploração sexual, estupro coletivo virtual, invasão a domicílios e a intimidade e privacidade, trapaça em jogos e loterias, invasão a sistemas bancários e de lotéricas e de administração pública e privada, governamental e estatal, invasão de territórios, caos e desordem, assassinatos, extermínio coletivo e extermínio de testemunhas, genocídio, tentativas de crucificação, tentativas de chacinas e de práticas de satanismo, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, loucura e perversão, fome, pobreza e miséria, guerras e problemas sociais, holocausto e terror, pois o conteúdo dessas mensagens pode mudar a realidade dos indivíduos e dos seus inconscientes, levando-os a criminalidade através de ideias e pensamentos que induzem a imaginar ou crer em incesto como prática ingênua de sua própria vida psicológica inconsciente infantil, doméstica e familiar e não como uma prática proibida mediante um tabu, o tabu do incesto, que cria regras e limites que impedem esta prática, mesmo quando ingênua e infantil, doméstica e familiar, normalizando o desenvolvimento psíquico do indivíduo, e impedindo que ele venha a sofrer mudança da realidade e se torne um criminoso. Contudo a prática telepática ilegal continuará sendo mal indicada, pois causa outros problemas.
MATTANÓ
(18/03/2026)
Não considerarei os senhores, ou sua educação, ou sua atitude mental, responsáveis pela próxima dificuldade. Duas das hipóteses da psicanálise são um insulto ao mundo inteiro e têm ganho sua antipatia. Uma delas encerra uma ofensa a um preconceito intelectual; a outra, a um preconceito estético e moral. Não devemos desprezar em demasia esses preconceitos; são coisas poderosas, são precipitados da evolução do homem que foram úteis e, na verdade, essenciais. Sua existência é mantida por forças emocionais, e a luta contra eles é árdua.
A primeira dessas assertivas impopulares feitas pela psicanálise declara que os processos mentais são, em si mesmos, inconscientes e que de toda a vida mental apenas determinados atos e partes isoladas são conscientes. Os senhores sabem que, pelo contrário, temos o hábito de identificar o que é psíquico com o que é consciente. Consideramos a consciência, sem mais nem menos, como a característica que define o psíquico, e a psicologia como o estudo dos conteúdos da consciência. Na verdade, parece-nos tão natural os igualar dessa forma, que qualquer contestação à idéia nos atinge como evidente absurdo. A psicanálise, porém, não pode evitar o surgimento dessa contradição; não pode aceitar a identidade do consciente com o mental. Ela define o que é mental, enquanto processos como o sentir, o pensar e o querer, e é obrigada a sustentar que existe o pensar inconsciente e o desejar não apreendido. Dizendo isso, de saída e inutilmente ela perde a simpatia de todos os amigos do pensamento científico solene, e incorre abertamente na suspeita de tratar-se de uma doutrina esotérica, fantástica, ávida de engendrar mistérios e de pescar em águas turvas. Contudo, as senhoras e os senhores naturalmente não podem compreender, por agora, que direito tenho eu de descrever como preconceito uma afirmação de natureza tão abstrata como ‘o que é mental é consciente’. E nem podem os senhores conjecturar que evolução seja essa, que chegou a levar a uma negação do inconsciente - se é que isso existe - e que vantagem pode ter havido em tal negação. A questão de saber se devemos fazer coincidir o psíquico com o consciente, ou aumentar a abrangência daquele, soa como uma discussão vazia em torno de palavras; mas posso assegurar-lhes que a hipótese de existirem processos mentais inconscientes abre o caminho para uma nova e decisiva orientação no mundo e na ciência.
Os senhores não podem sequer ter qualquer noção de quão íntima é a conexão entre essa primeira mostra de coragem por parte da psicanálise e a segunda, da qual devo agora falar-lhes. Essa segunda tese, que a psicanálise apresenta como uma de suas descobertas, é uma afirmação no sentido de que os impulsos instintuais que apenas podem ser descritos como sexuais, tanto no sentido estrito como no sentido mais amplo do termo, desempenham na causação das doenças nervosas e mentais um papel extremamente importante e nunca, até o momento, reconhecido. Ademais, afirma que esses mesmos impulsos sexuais também fornecem contribuições, que não podem ser subestimadas, às mais elevadas criações culturais, artísticas e sociais do espírito humano.
Em minha experiência, a antipatia que se volta contra esse resultado da pesquisa psicanalítica é a mais importante fonte de resistência que ela encontrou. Gostariam de ouvir como explicamos esse fato? Acreditamos que a civilização foi criada sob a pressão das exigências da vida, à custa da satisfação dos instintos; e acreditamos que a civilização, em grande parte, está sendo constantemente criada de novo, de vez que cada pessoa, assim que ingressa na sociedade humana, repete esse sacrifício da satisfação instintual em benefício de toda a comunidade. Entre as forças instintuais que têm esse destino, os impulsos sexuais desempenham uma parte importante, nesse processo eles são sublimados - isto é, são desviados de suas finalidades sexuais e dirigidos a outras, socialmente mais elevadas e não mais sexuais. Esse arranjo, contudo, é instável; os instintos sexuais são imperfeitamente subjugados e, no caso de cada indivíduo que se supõe juntar-se ao trabalho da civilização, há um risco de seus instintos sexuais se rebelarem contra essa destinação. A sociedade acredita não existir maior ameaça que se possa levantar contra sua civilização do que a possibilidade de os instintos sexuais serem liberados e retornarem às suas finalidades originais. Por esse motivo, a sociedade não quer ser lembrada dessa parte precária de seus alicerces. Não tem interesse em reconhecer a força dos instintos sexuais, nem interesse pela demonstração da importância da vida sexual para o indivíduo. Ao contrário, tendo em vista um fim educativo, tem-se empenhado em desviar a atenção de todo esse campo de idéias. É por isso que não tolerará esse resultado da pesquisa psicanalítica, e nitidamente prefere qualificá-lo como algo esteticamente repulsivo e moralmente repreensível, ou como algo perigoso. Entretanto, as objeções dessa espécie são ineficazes contra aquilo que se ergueu como produto objetivo de um exemplo de trabalho científico; se a contestação se fizer em público, então deve ser expressa novamente, em termos intelectuais. Ora, é inerente à natureza humana ter uma tendência a considerar como falsa uma coisa de que não gosta e, ademais, é fácil encontrar argumentos contra ela. Assim, a sociedade transforma o desagradável em falso. Rebate as verdades da psicanálise com argumentos lógicos e concretos; estes, porém, surgem de fontes emocionais, e ela mantém essas objeções na forma de preconceitos, opondo-se a toda tentativa de as contestar.
Nós, porém, senhoras e senhores, podemos afirmar que, ao expor esta controvertida tese, não temos em vista qualquer objetivo tendencioso. Desejamos simplesmente dar expressão a um assunto que acreditamos ter demonstrado mediante nossos conscienciosos trabalhos. Afirmamos também o direito de rejeitar sem restrição qualquer interferência motivada em considerações práticas, no trabalho científico, mesmo antes de nos termos perguntado se o medo, que procura impor-nos essas considerações, é justificado ou não.
Essas, pois, são algumas das dificuldades que se erguem contra o interesse dos senhores pela psicanálise. São, talvez, mais que suficientes para um começo. Porém, se puderem vencer a impressão que lhes causam, prosseguiremos.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que o quê a psicanálise considera psíquico é o inconsciente e o desejar não aprendido, enquanto que para as demais ciências o psíquico é a consciência. A psicanálise apresenta como uma das suas descobertas os impulsos sexuais que são a fonte e a origem das doenças nervosas e mentais, além de contribuírem para às mais elevadas criações culturais, artísticas e sociais do espírito humano. Acreditamos que a civilização, em grande parte, está sendo constantemente criada de novo, de vez que cada pessoa, assim que ingressa na sociedade humana, repete esse sacrifício da satisfação instintual em benefício de toda a comunidade. Entre as forças instintuais que têm esse destino, os impulsos sexuais desempenham uma parte importante, nesse processo eles são sublimados - isto é, são desviados de suas finalidades sexuais e dirigidos a outras, socialmente mais elevadas e não mais sexuais. Esse arranjo, contudo, é instável; os instintos sexuais são imperfeitamente subjugados e, no caso de cada indivíduo que se supõe juntar-se ao trabalho da civilização, há um risco de seus instintos sexuais se rebelarem contra essa destinação. A sociedade acredita não existir maior ameaça que se possa levantar contra sua civilização do que a possibilidade de os instintos sexuais serem liberados e retornarem às suas finalidades originais. Por esse motivo, a sociedade não quer ser lembrada dessa parte precária de seus alicerces. Não tem interesse em reconhecer a força dos instintos sexuais, nem interesse pela demonstração da importância da vida sexual para o indivíduo. Ao contrário, tendo em vista um fim educativo, tem-se empenhado em desviar a atenção de todo esse campo de idéias. Assim, a sociedade transforma o desagradável em falso. Rebate as verdades da psicanálise com argumentos lógicos e concretos; estes, porém, surgem de fontes emocionais, e ela mantém essas objeções na forma de preconceitos, opondo-se a toda tentativa de as contestar.
Mattanó aponta que o quê a psicanálise considera psíquico é o inconsciente e o desejar não aprendido, enquanto que para as demais ciências o psíquico é a consciência. A psicanálise apresenta como uma das suas descobertas os impulsos sexuais que são a fonte e a origem das doenças nervosas e mentais, além de contribuírem para às mais elevadas criações culturais, artísticas e sociais do espírito humano. Vemos que o psíquico normalmente é o consciente, porém para a psicanálise é o inconsciente e o desejar não aprendido, pois são estes quem contribuem para as mais elevadas criações culturais, artísticas e sociais da civilização.
Acreditamos que a civilização, em grande parte, está sendo constantemente criada de novo, de vez que cada pessoa, assim que ingressa na sociedade humana, repete esse sacrifício da satisfação instintual em benefício de toda a comunidade. Entre as forças instintuais que têm esse destino, os impulsos sexuais desempenham uma parte importante, nesse processo eles são sublimados - isto é, são desviados de suas finalidades sexuais e dirigidos a outras, socialmente mais elevadas e não mais sexuais. Esse arranjo, contudo, é instável; os instintos sexuais são imperfeitamente subjugados e, no caso de cada indivíduo que se supõe juntar-se ao trabalho da civilização, há um risco de seus instintos sexuais se rebelarem contra essa destinação. A sociedade acredita não existir maior ameaça que se possa levantar contra sua civilização do que a possibilidade de os instintos sexuais serem liberados e retornarem às suas finalidades originais. Por esse motivo, a sociedade não quer ser lembrada dessa parte precária de seus alicerces. Não tem interesse em reconhecer a força dos instintos sexuais, nem interesse pela demonstração da importância da vida sexual para o indivíduo. Ao contrário, tendo em vista um fim educativo, tem-se empenhado em desviar a atenção de todo esse campo de idéias. Assim, a sociedade transforma o desagradável em falso. Rebate as verdades da psicanálise com argumentos lógicos e concretos; estes, porém, surgem de fontes emocionais, e ela mantém essas objeções na forma de preconceitos, opondo-se a toda tentativa de as contestar. Vemos que o Homo Sapiens é tão instável quanto seus instintos sexuais, e que a civilização depende de repressão e sublimação constantes para que sobreviva e seja lembrada, caso contrário se transformará numa ¨pista de dança ou boate com músicas explícitas ou de lavagem cerebral, despersonalização, estupro virtual, voyeurismo e linguagem sexista, vingança e tortura, loucura¨ que reproduzem o estado anterior ao de formação das civilizações, pois retiram sua segurança e destróem seus totens e seus tabus.
MATTANÓ
(19/03/2026)
HISTÓRIA DA TELEVISÃO (2026):
Atualmente nós podemos com a televisão apenas observar, ler informações, escutar mensagens, assistir vídeos, conversar segundo a opinião pública, participar de grupos, não somos obrigados a prestar informações, expor nossas vidas, comentar tudo, responder a todo mundo. Cada um usa a televisão do jeito que sua indiferença permite e se sentir confortável, ela se adapta a sua personalidade, ela não é uma burocracia ou obrigação em sua vida, ela é como uma geladeira, um liquidificador, um rádio, um fogão, um computador, uma cama, um sofá, um telefone, um copo, um talher, um prato, uma mesa, etc., ela está alí para te servir e te auxiliar no dia a dia, você pode quebrá-la, que isso não fará mal algum para as autoridades ou empresas de comunicação de massa, o uso é responsabilidade sua, ninguém pode interferir no seu direito de proprietário, pois isso é roubo ou tentativa de roubo ou mesmo de furto e de invasão, ou seja, é crime e dá cadeia!
MATTANÓ
(21/03/2026)