106. OBRAS COMPLETAS DE SIGMUND FREUD NUMA RELEITURA DE OSNY MATTANÓ JÚNIOR - VOL. 15 (2026).
Obras Completas de Sigmund Freud numa releitura de Osny Mattanó Júnior
Conferências introdutórias sobre psicanálise (Partes I e II)
VOLUME XV
(1915-1916)
Dr. Sigmund Freud
(19/02/2026)
CONFERÊNCIAS INTRODUTÓRIAS SOBRE PSICANÁLISE (1916-17 [1915-17])
INTRODUÇÃO DO EDITOR INGLÊS
VORLESUNGEN ZUR EINFÜHRUNG IN DIEPSYCHOANALYSE
(a) EDIÇÕES ALEMÃS:
1916 Parte I (em separado), Die Fehlleistungen. Leipzig e Viena: Heller.
1916 Parte II (em separado), Der Traum. Mesmos editores.
1917 Parte III (em separado), Allgemeine Neurosenlehre. Mesmos editores.
1917 Os títulos acima, as três partes em um só volume. Mesmos editores. viii + 545 págs.
1918 2ª ed. (Com índice e inserção de lista de 40 corrigendas.) Mesmos editores. viii + 553 págs.
1920 3ª ed. (Reimpressão corrigida da edição anterior.) Leipzig, Viena e Zurique: Internationaler Psychoanalytischer Verlag. viii + 553 págs.
1922 4ª ed. (Reimpressão corrigida da edição anterior.) Mesmos editores. viii + 554 págs. (Também as Partes II e III em separado, sob os títulos de Vorlesungen über den Traum e Allgemeine Neurosenlehre.)
1922 Ed. de bolso. (Sem índice). Mesmos editores. iv + 495 págs.
1922 Ed. de bolso. (2ª ed., corrigida e com índice.) Mesmos editores. iv + 502 págs.
1924 G.S., 7. 483 págs.
1926 5ª ed. (Reimpressão das G.S.) I.P.V. 483 págs.
1926 Ed. de bolso. (3ª ed.) Mesmos editores.
1930 Ed. em 8 pequenos vols. I P.V. 501 págs.
1933 (Com autorização) Berlim: Kiepenheuer. 524 págs.
1940 G.W., 11, 495 págs.
(b) TRADUÇÕES INGLESAS:
A General Introduction to Psychoanalysis
1920 Nova Iorque: Boni & Liveright. x + 406 págs. (Tradutor não especificado; Prefácio de G. Stanley Hall.)
Introductory Lectures on Psycho-Analysis
1922 Londres: Allen & Unwin. 395 págs. (Trad. de Joan Riviere; sem prefácio de Freud; com prefácio de Ernest Jones.)
1929
2a. ed. (revista). Mesmos editores. 395 págs.
A General Introduction to Psychoanalysis
1935Nova Iorque: Liveright. 412 págs. (A ed. de Londres com o título da anterior de Nova Iorque. Trad. de Joan Riviere; com prefácios de Ernest Jones e G. Stanley Hall; incluído o prefácio de Freud).
A presente tradução inglesa é nova e da autoria de James Strachey.
Esta obra teve uma circulação maior do que qualquer outra obra de Freud, com exceção, talvez, de The Psychopathology of Everyday Life. Também se distingue pela quantidade de erros de impressão nela existentes. Como ficou assinalado acima, quarenta foram corrigidos na segunda edição; porém havia ainda muitos mais, e pode ser observado um número considerável de pequenas variações no texto das diversas edições. A presente tradução inglesa segue o texto dos Gesammelte Werke, que é, de fato, idêntico ao texto dos Gesammelte Schriften; e somente foram registradas as discordâncias mais importantes das primeiras versões.
A data real de publicação das três partes não está definida. A Parte I certamente surgiu antes do fim de julho de 1916, como se verifica por uma referência que a ela se faz em uma carta de Freud a Lou Andreas-Salomé, de 27 de julho de 1916 (cf. Freud, 1960a). Na mesma carta, ele também fala na Parte II como estando prestes a aparecer. Uma carta de 18 de dezembro de 1916, que Freud escreveu a Abraham, sugere que, com efeito, ela apenas apareceu no fim do ano (cf. Freud, 1965a). A Parte III parece ter sido publicada em maio de 1917.
O ano acadêmico da Universidade de Viena se dividia em dois períodos: um período (ou semestre) de inverno, que ia de outubro a março, e um período de verão, de abril a julho. As conferências publicadas neste livro foram proferidas por Freud em dois períodos de inverno sucessivos, durante a Primeira Guerra Mundial: 1915-16 e 1916-17. Os relatos mais completos das circunstâncias que conduziram à sua publicação serão encontrados no segundo volume da biografia escrita por Ernest Jones (1955, pág. 255 e seguintes).
Embora, como o próprio Freud observara em seu prefácio às New Introductory Lectures, sua qualidade de membro da Universidade de Viena tivesse sido apenas ‘periférica’, desde os tempos de sua indicação como Privatdozent (Livre Docente da Universidade), em 1885, e como Professor Extraordinarius (Professor Assistente), em 1902, havia realizado muitos ciclos de conferências na Universidade. Estes ficaram sem registro, embora alguns relatos dos mesmos possam ser encontrados - por exemplo, os de Hanns Sachs (1945, pág. 39 e segs.) e Theodor Reik (1942, pág. 19 e segs.), bem como os de Ernest Jones (1953, pág. 375 e segs.). Freud decidiu que a série que começava no outono de 1915 deveria ser a última, e foi por sugestão de Otto Rank que Freud concordou com sua publicação. Em seu prefácio às New Introductory Lectures, há pouco citado, Freud nos refere que a primeira metade da série atual, a série inicial, ‘foi improvisada e escrita logo depois’, e que ‘esboços da segunda metade foram feitos durante as férias do verão intermediário, em Salzburg, e passados para o papel, palavra por palavra, no inverno seguinte’. Acrescenta que, naquela época, ‘ainda possuía o dom de uma memória fotográfica’, pois, por mais cuidadosamente que suas conferências pudessem ter sido preparadas, na realidade, invariavelmente, as proferia de improviso, e geralmente sem anotações. Existe concordância geral no tocante à sua técnica de dar conferências: que ele nunca era retórico e que seu tom era sempre o de uma conversação tranqüila e mesmo íntima. Contudo, não se deve supor, por isso, que houvesse algo de desleixo ou desordem nessas conferências. Elas quase sempre tinham uma forma definida - início, meio e fim - e podiam, freqüentemente, dar ao ouvinte a impressão de possuírem uma unidade estética.
Foi mencionado (Reik, 1942, 19) que ele não gostava de dar conferências, no entanto é difícil conciliar essa afirmação não apenas com a quantidade de conferências que proferiu no decurso de sua vida, mas também com a quantidade notavelmente elevada de seus trabalhos efetivamente publicados que estão sob a forma de conferências. Existe, entretanto, uma possível explicação para essa discordância. Um exame mostra que, entre suas publicações, são predominantemente os trabalhos expositivos que aparecem como conferências: por exemplo, a conferência inicial sobre ‘The Aetiology of Hysteria’ (1896c), a que surgiu um pouco depois ‘Sobre a Psicoterapia’ (1905a), assim como, naturalmente, as Cinco Lições, proferidas na América (1910a), e a presente série. Contudo, além disso, quando empreendeu anos depois uma exposição das mais recentes evoluções de seus pontos de vista, ele, sem qualquer motivo evidente, mais uma vez as colocou na forma de conferências e publicou suas New Introductory Lectures (1933a), embora jamais houvesse qualquer possibilidade de serem dadas à luz como tais. Assim, Freud se socorreu evidentemente das conferências como método de expor suas opiniões, mas apenas sob uma condição particular: ele devia estar em vívido contato com seu auditório real ou suposto. Os leitores do presente volume descobrirão como é constante Freud manter esse contato - quão regularmente ele coloca objeções na boca de seus ouvintes, e quão freqüentemente existem debates imaginários entre ele e seus ouvintes. Na verdade, ele estendia esse método de formular suas exposições a alguns de seus trabalhos que absolutamente não são conferências: a totalidade de The Question of Lay Analysis (1926e) e a maior parte de O Futuro de uma Ilusão (1927c) tomaram a forma de diálogos entre o autor e um ouvinte que faz críticas. Contrariamente, talvez, a certas noções errôneas, Freud era inteiramente avesso à exposição de suas opiniões em forma autoritária e dogmática: ‘Não o direi aos senhores’, ele diz à sua audiência, em uma passagem adiante (pág. 433), ‘mas insistirei em que o descubram por si mesmos’. As objeções não eram para ser abafadas, mas esclarecidas e examinadas. E isso, afinal, não era mais que um prolongamento de um aspecto essencial da técnica da própria psicanálise.
As Conferências Introdutórias podem ser verdadeiramente consideradas como um inventário das conceituações de Freud e da posição da psicanálise na época da Primeira Guerra Mundial. As dissidências de Adler e Jung já eram história passada, o conceito de narcisismo já tinha alguns anos de vida, o caso clínico do ‘Wolf Man’, que marcou época, tinha sido escrito (com exceção de duas passagens) um ano antes do começo das conferências, embora não fosse publicado senão mais tarde. E, também, a grande série de artigos ‘metapsicológicos’ sobre a teoria fundamental tinha sido ultimada alguns meses antes, ainda que apenas três deles tivessem sido publicados. (Mais dois deles surgiram logo após as conferências, porém os sete restantes desapareceram sem deixar vestígio.) Essas últimas atividades e, sem dúvida, também a realização das conferências tinham sido facilitadas pela diminuição do trabalho clínico de Freud, imposta pelas condições da guerra. Parecia haver-se chegado a um divisor de águas, e era como se houvesse chegado a época para uma pausa. De fato, porém, estavam em preparação idéias novas que deviam vir à luz em Além do Princípio de Prazer (1920g), Psicologia de Grupo (1921c) e O Ego e o Id (1923b). Em verdade, a linha não deve ser traçada com tanta exatidão. Por exemplo, já podem ser detectados indícios da noção da ‘compulsão à repetição’ (págs. 292-3), e os começos da análise do ego estão bastante evidentes (págs. 423 e 428-9), ao passo que as dificuldades referentes aos múltiplos sentidos da palavra ‘inconsciente’ (ver em [1]) preparam o caminho para uma nova descrição estrutural da mente.
Em seu prefácio a estas conferências, Freud fala um pouco depreciativamente da falta de novidade em seu conteúdo. No entanto, ninguém, embora muito tenha lido de literatura psicanalítica, precisa sentir receio de se entediar com estas conferências, e ainda poderá achar nelas muitas coisas que não se encontrarão em outro lugar. As discussões sobre ansiedade (Conferência XV) e sobre fantasias primitivas (Conferência XXIV), que Freud mesmo, no prefácio, aponta como material recente, não são as únicas que ele podia ter mencionado. A revisão do simbolismo na Conferência X, é, provavelmente, a mais completa que fez. Em nenhuma outra parte fornece tão claro resumo da formação dos sonhos como nas últimas páginas da Conferência XIV. Sobre as perversões, não há comentários mais inteligíveis do que aqueles encontrados nas Conferências XX e XXI. Finalmente, não existe absolutamente qualquer tópico que se iguale à análise dos processos de terapia psicanalítica, feita na última conferência. E mesmo onde os assuntos pareceriam estar surrados, como o mecanismo das parapraxias e dos sonhos, a abordagem é feita a partir de direções inesperadas, lançando nova luz sobre o que poderia ter parecido terreno por demais conhecido. As Conferências Introdutórias seguramente merecem sua popularidade.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud é explicado como um acadêmico e conferencista.... Acrescenta que, naquela época, ‘ainda possuía o dom de uma memória fotográfica’, pois, por mais cuidadosamente que suas conferências pudessem ter sido preparadas, na realidade, invariavelmente, as proferia de improviso, e geralmente sem anotações. Existe concordância geral no tocante à sua técnica de dar conferências: que ele nunca era retórico e que seu tom era sempre o de uma conversação tranqüila e mesmo íntima. Contudo, não se deve supor, por isso, que houvesse algo de desleixo ou desordem nessas conferências. Elas quase sempre tinham uma forma definida - início, meio e fim - e podiam, freqüentemente, dar ao ouvinte a impressão de possuírem uma unidade estética.
Foi mencionado (Reik, 1942, 19) que ele não gostava de dar conferências, no entanto é difícil conciliar essa afirmação não apenas com a quantidade de conferências que proferiu no decurso de sua vida, mas também com a quantidade notavelmente elevada de seus trabalhos efetivamente publicados que estão sob a forma de conferências.
Na verdade, ele estendia esse método de formular suas exposições a alguns de seus trabalhos que absolutamente não são conferências: a totalidade de The Question of Lay Analysis (1926e) e a maior parte de O Futuro de uma Ilusão (1927c) tomaram a forma de diálogos entre o autor e um ouvinte que faz críticas. Contrariamente, talvez, a certas noções errôneas, Freud era inteiramente avesso à exposição de suas opiniões em forma autoritária e dogmática: ‘Não o direi aos senhores’, ele diz à sua audiência, em uma passagem adiante (pág. 433), ‘mas insistirei em que o descubram por si mesmos’. As objeções não eram para ser abafadas, mas esclarecidas e examinadas. E isso, afinal, não era mais que um prolongamento de um aspecto essencial da técnica da própria psicanálise.
Em seu prefácio a estas conferências, Freud fala um pouco depreciativamente da falta de novidade em seu conteúdo. No entanto, ninguém, embora muito tenha lido de literatura psicanalítica, precisa sentir receio de se entediar com estas conferências, e ainda poderá achar nelas muitas coisas que não se encontrarão em outro lugar. As discussões sobre ansiedade (Conferência XV) e sobre fantasias primitivas (Conferência XXIV), que Freud mesmo, no prefácio, aponta como material recente, não são as únicas que ele podia ter mencionado. A revisão do simbolismo na Conferência X, é, provavelmente, a mais completa que fez. Em nenhuma outra parte fornece tão claro resumo da formação dos sonhos como nas últimas páginas da Conferência XIV. Sobre as perversões, não há comentários mais inteligíveis do que aqueles encontrados nas Conferências XX e XXI. Finalmente, não existe absolutamente qualquer tópico que se iguale à análise dos processos de terapia psicanalítica, feita na última conferência. E mesmo onde os assuntos pareceriam estar surrados, como o mecanismo das parapraxias e dos sonhos, a abordagem é feita a partir de direções inesperadas, lançando nova luz sobre o que poderia ter parecido terreno por demais conhecido. As Conferências Introdutórias seguramente merecem sua popularidade.
Mattanó aponta que Freud é explicado como um acadêmico e conferencista.... Acrescenta que, naquela época, ‘ainda possuía o dom de uma memória fotográfica’, pois, por mais cuidadosamente que suas conferências pudessem ter sido preparadas, na realidade, invariavelmente, as proferia de improviso, e geralmente sem anotações. Existe concordância geral no tocante à sua técnica de dar conferências: que ele nunca era retórico e que seu tom era sempre o de uma conversação tranqüila e mesmo íntima. Contudo, não se deve supor, por isso, que houvesse algo de desleixo ou desordem nessas conferências. Elas quase sempre tinham uma forma definida - início, meio e fim - e podiam, freqüentemente, dar ao ouvinte a impressão de possuírem uma unidade estética. Vemos que Freud foi um grande conferencista aliando sua técnica psicanalítica à técnica da retórica, ou seja, criando um método particular para expôr suas ideias e descobertas científicas.
Foi mencionado (Reik, 1942, 19) que ele não gostava de dar conferências, no entanto é difícil conciliar essa afirmação não apenas com a quantidade de conferências que proferiu no decurso de sua vida, mas também com a quantidade notavelmente elevada de seus trabalhos efetivamente publicados que estão sob a forma de conferências. Vemos que a História tem seus próprios caminhos e que muitas vezes escapa aos passos dos seus objetos de estudo e de análise, de modo a criar contradições teóricas que a prática e a realidade refutam.
Na verdade, ele estendia esse método de formular suas exposições a alguns de seus trabalhos que absolutamente não são conferências: a totalidade de The Question of Lay Analysis (1926e) e a maior parte de O Futuro de uma Ilusão (1927c) tomaram a forma de diálogos entre o autor e um ouvinte que faz críticas. Contrariamente, talvez, a certas noções errôneas, Freud era inteiramente avesso à exposição de suas opiniões em forma autoritária e dogmática: ‘Não o direi aos senhores’, ele diz à sua audiência, em uma passagem adiante (pág. 433), ‘mas insistirei em que o descubram por si mesmos’. As objeções não eram para ser abafadas, mas esclarecidas e examinadas. E isso, afinal, não era mais que um prolongamento de um aspecto essencial da técnica da própria psicanálise. Vemos que Freud ao tomar o caminho de diálogos entre o autor e o ouvinte que faz críticas, invés de conferências e exposições, de tal maneira que insistia que os ouvintes descobrissem por si mesmos as objeções que não eram abafadas, mas assim esclarecidas e examinadas como se propõe a técnica da própria psicanálise.
Em seu prefácio a estas conferências, Freud fala um pouco depreciativamente da falta de novidade em seu conteúdo. No entanto, ninguém, embora muito tenha lido de literatura psicanalítica, precisa sentir receio de se entediar com estas conferências, e ainda poderá achar nelas muitas coisas que não se encontrarão em outro lugar. As discussões sobre ansiedade (Conferência XV) e sobre fantasias primitivas (Conferência XXIV), que Freud mesmo, no prefácio, aponta como material recente, não são as únicas que ele podia ter mencionado. A revisão do simbolismo na Conferência X, é, provavelmente, a mais completa que fez. Em nenhuma outra parte fornece tão claro resumo da formação dos sonhos como nas últimas páginas da Conferência XIV. Sobre as perversões, não há comentários mais inteligíveis do que aqueles encontrados nas Conferências XX e XXI. Finalmente, não existe absolutamente qualquer tópico que se iguale à análise dos processos de terapia psicanalítica, feita na última conferência. E mesmo onde os assuntos pareceriam estar surrados, como o mecanismo das parapraxias e dos sonhos, a abordagem é feita a partir de direções inesperadas, lançando nova luz sobre o que poderia ter parecido terreno por demais conhecido. As Conferências Introdutórias seguramente merecem sua popularidade. Vemos que Freud depreciava a si mesmo em algumas situações, quando se queixava que não tinha mas novidades para os seu público, de modo que as suas conferências estavam entediando seus ouvintes. Contudo um bom exame de suas conferências nos revela que elas continham uma nova luz sobre o que poderia ter parecido terreno demais conhecido, de tal forma que as conferências tem seu valor singular e sua popularidade.
MATTANÓ
(19/02/2026)
PREFÁCIO [1917]
O que ao público agora ofereço como uma ‘Introdução à Psicanálise’ não se destina a competir, de forma alguma, com determinadas descrições gerais desse campo de conhecimento, como aquelas já existentes, e dentre as quais citam-se, por exemplo: as de Hitschmann (1913), Pfister (1913), Kaplan (1914), Régis e Hesnard (1914) e Meijer (1915). Este volume é uma reprodução fiel das conferências que proferi [na Universidade], durante as duas temporadas de inverno de 1915/16 e 1916/17, perante um auditório de médicos e leigos de ambos os sexos.
Quaisquer peculiaridades deste livro que possam surpreender os leitores são devidas às condições em que ele se originou. Em minha apresentação não foi possível preservar a tranqüila serenidade de um tratado científico. Pelo contrário, o conferencista tinha de se empenhar em evitar que a atenção de seu auditório declinasse durante uma sessão de quase duas horas de duração. As necessidades do momento muitas vezes tornaram impossível evitar repetições ao tratar de um determinado assunto - poderiam emergir uma vez, por exemplo, em relação à interpretação de sonhos e, mais tarde, de novo, em relação aos problemas das neuroses. Também em conseqüência da maneira como o material foi ordenado, alguns tópicos importantes (o inconsciente, por exemplo) não puderam ser exaustivamente debatidos em um só ponto, mas tiveram de ser retomados repetidamente e outra vez abandonados, até que surgisse nova oportunidade para acrescentar alguma informação adicional a respeito.
Aqueles que estão familiarizados com a literatura psicanalítica encontrarão nesta ‘Introdução’ pouca coisa que não lhes seja conhecida já a partir de outras publicações muito mais detalhadas. Não obstante, a necessidade de completar e resumir algum tema compeliu o autor, em certos pontos (a etiologia da ansiedade e as fantasias histéricas), a apresentar material que até então havia retido.
FREUD.
VIENA, primavera de 1917.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que nesta ¨Introdução à Psicanálise¨ ele pouca coisa acrescenta já a partir de outras publicações, de modo a completar e resumir o tema e alguns certos pontos, como a etiologia da ansiedade e as fantasias histéricas), apresentando material que havia sido retido.
Mattanó aponta que nesta ¨Introdução à Psicanálise¨ ele, Freud, pouca coisa acrescenta já a partir de outras publicações, de modo a completar e resumir o tema e alguns certos pontos, como a etiologia da ansiedade e as fantasias histéricas), apresentando material que havia sido retido, demonstrando que a pesquisa psicanalítica é como o estudo do inconsciente, um processo contínuo que se enreda através de desenvolvimentos, regressões e fixações, ou do conteúdo recalcado inconsciente infantil, doméstico e familiar, que possui esta natureza.
MATTANÓ
(19/02/2026)
PREFÁCIO DA TRADUÇÃO HEBRAICA [1930]
Estas conferências foram proferidas em 1916 e 1917; proporcionaram uma descrição muito pormenorizada da posição da jovem ciência naquela época, e continham mais do que seu título indicava. Proporcionaram não apenas uma introdução à psicanálise, mas abrangeram a maior parte de seu conteúdo temático. Isso, naturalmente, já não é mais verdade. Nesse meio tempo houve progressos em sua teoria e importantes acréscimos à mesma, como a divisão da personalidade em ego, superego e id, uma modificação radical na teoria dos instintos, bem como descobertas referentes à origem da consciência e do sentimento de culpa. Assim sendo, estas conferências se tornaram em grande parte incompletas; na verdade, somente agora é que se tornaram realmente ‘introdutórias’. Porém, em outro sentido, mesmo hoje elas não foram suplantadas, nem se tornaram obsoletas. O que contêm ainda é acreditado e pensado, afora algumas poucas modificações, nos institutos de formação psicanalítica.
Os leitores de hebraico e especialmente os jovens, ávidos de conhecimento, se defrontarão neste volume com a psicanálise vestida com o antigo idioma que tem sido despertado para uma vida nova pela vontade do povo judeu. O autor bem pode imaginar o problema que se propôs seu tradutor. E nem pode suprimir a dúvida quanto a saber se Moisés e os Profetas teriam julgado inteligíveis estas conferências em hebraico. Pede, entretanto, aos descendentes deles (entre os quais ele próprio se inclui), a quem este livro se destina, para que não reajam demasiado prontamente a seus primeiros impulsos de crítica e enfado, rejeitando-o. A psicanálise revela tantas coisas novas, e, em meio a tudo isso, tantas coisas que contraditam opiniões tradicionais, e tanto fere sentimentos profundamente arraigados, que não pode deixar de provocar contestação. O leitor, se deixar em suspenso seu julgamento e permitir que a psicanálise, como um todo, provoque nele sua impressão, talvez se torne receptivo à convicção de que mesmo essa indesejada novidade é digna de se conhecer e indispensável para todo aquele que deseja compreender a mente e a vida humana.
VIENA, dezembro de 1930
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que estas conferências foram proferidas em 1916 e 1917; proporcionaram uma descrição muito pormenorizada da posição da jovem ciência naquela época, e continham mais do que seu título indicava. Proporcionaram não apenas uma introdução à psicanálise, mas abrangeram a maior parte de seu conteúdo temático. Isso, naturalmente, já não é mais verdade. Nesse meio tempo houve progressos em sua teoria e importantes acréscimos à mesma, como a divisão da personalidade em ego, superego e id, uma modificação radical na teoria dos instintos, bem como descobertas referentes à origem da consciência e do sentimento de culpa. Assim sendo, estas conferências se tornaram em grande parte incompletas; na verdade, somente agora é que se tornaram realmente ‘introdutórias’.
A psicanálise revela tantas coisas novas, e, em meio a tudo isso, tantas coisas que contraditam opiniões tradicionais, e tanto fere sentimentos profundamente arraigados, que não pode deixar de provocar contestação. O leitor, se deixar em suspenso seu julgamento e permitir que a psicanálise, como um todo, provoque nele sua impressão, talvez se torne receptivo à convicção de que mesmo essa indesejada novidade é digna de se conhecer e indispensável para todo aquele que deseja compreender a mente e a vida humana.
Mattanó aponta que estas conferências foram proferidas em 1916 e 1917; proporcionaram uma descrição muito pormenorizada da posição da jovem ciência naquela época, e continham mais do que seu título indicava. Proporcionaram não apenas uma introdução à psicanálise, mas abrangeram a maior parte de seu conteúdo temático. Isso, naturalmente, já não é mais verdade. Nesse meio tempo houve progressos em sua teoria e importantes acréscimos à mesma, como a divisão da personalidade em ego, superego e id, uma modificação radical na teoria dos instintos, bem como descobertas referentes à origem da consciência e do sentimento de culpa. Assim sendo, estas conferências se tornaram em grande parte incompletas; na verdade, somente agora é que se tornaram realmente ‘introdutórias’. Vemos como o conhecimento na teoria psicanalítica se formou e cresceu, se desenvolvendo e se aperfeiçoando, de tal modo que ele traduz a consciência, a cultura e a realidade do seu acadêmico, pesquisador e psicanalista nos dias de hoje e o fez nos tempos de Sigmund Freud.
A psicanálise revela tantas coisas novas, e, em meio a tudo isso, tantas coisas que contraditam opiniões tradicionais, e tanto fere sentimentos profundamente arraigados, que não pode deixar de provocar contestação. O leitor, se deixar em suspenso seu julgamento e permitir que a psicanálise, como um todo, provoque nele sua impressão, talvez se torne receptivo à convicção de que mesmo essa indesejada novidade é digna de se conhecer e indispensável para todo aquele que deseja compreender a mente e a vida humana. A mente humana é a mesma, porém a cultura se adapta ao contexto, a região, a época, ao corpo e ao cérebro, a educação e a formação, ao trabalho e ao zeitgeist de cada objeto da cultura, seja, ontológico ou cultural, de modo que o que é discriminado numa época ou cultura pode não ser discriminado noutra época ou cultura, inclusive indivíduo ou individualmente, indicando que a cultura tem um papel modelador do comportamento e também governador de contingências, de modo que o indivíduo ou grupo podem segui-las literalmente, por meio de controle ou de razões, até contextualmente e por meio da consciência, através da Teoria da Abundância de Mattanó. A cultura também pode ser fruto da programação mental e da mudança da realidade, de modo que você cria contingências, através do incesto com sua mãe e você, causando mudança da realidade e criminalidade, de tal forma que você pode controlar o indivíduo, por exemplo, através da paranormalidade e da telepatia, induzindo ele(s) ao incesto e assim a mudança da realidade, e portanto a criminalidade, que conforme os estudos indicam é a única solução para esse conflito psicológico e comportamental, mas eu acredito que através da reprogramação mental e da Teoria da Abundância de Mattanó onde trabalhamos a consciência e a liberdade desse indivíduo que se vê aprisionado em seu conteúdo recalcado inconsciente e infantil, doméstico e familiar, contudo através da consciência e da liberdade, somados a atenção e a intenção, ao tempo e a eternidade, seja possível dessensibilizar o comportamento desses indivíduos que passam por mudança da realidade e também programação mental, pois deixarão de ser controlados pelos seus significados, sentidos, conceitos, contextos, comportamentos, argumentação e linguagem, simbologias, arquétipos, inconscientes, subconsciente, funcionalidade, loucura, alienação, ciclos circadianos, parapraxias, topografias, relações sociais, gestalt e insights, para viverem segundo sua consciência que se vê livre para aprender e viver, e livre para ensinar, aprender e viver sua nova mensagem conquistada ao sair do ventre da baleia e readquirir poder sobre si mesmo em sua comunidade.
MATTANÓ
(19/02/2026)
SOBRE A CONDUÇÃO DE VEÍCULOS E AS FORMAS DE GUERRAS E CONFLITOS (2026):
Mattanó aponta que a condução dos veículos em períodos de guerras e conflitos, como os paranormais onde a telepatia se torna uma arma alienígena e uma ameaça a vida e a liberdade do Homo Sapiens, vemos que quando o Homo Sapiens está conduzindo seus veículos em meio ambiente dominado pela paranormalidade e pela telepatia com um ar de violência e de desprezo a segurança, patrimônio, a vida e a liberdade do Homo Sapiens torna-se importante o repertório comportamental deste para a solução de problemas e de adversidades, como o predomínio de delírios e alucinações, aumento o risco de acidentes e de mortes, de perigo no trânsito, que parece serem atenuados com a motivação, interesse e habilidades dos condutores que colocam em movimento sua consciência na medida em que se deslocam no tempo e no espaço seguindo sua motivação, interesse e habilidades que compensam o estado paranóico que tentava predominar, visto que a paranóia é um estado estático de amor e de trauma que paralisa o comportamento e suas decisões, impossível para a consciência que num veículo em movimento se encontra também em movimento e se deslocando conforme assimila e acomoda as informações percebidas do meio ambiente que suscitam um estado crítico de motivação, interesse e habilidades, onde o superego se destaca com o ego do condutor e dos passageiros do veículo.
MATTANÓ
(20/02/2026)
SOBRE A TELEVISÃO, A CENSURA GOVERNAMENTAL E O ESTUPRO VIRTUAL (2026):
Mattanó aponta que a televisão deve ter censura governamental, pois as crianças menores de 14 anos de idade ainda não têm malícia comportamental, oriunda do desenvolvimento da puberdade, e assim qualquer cena de sexo ou de incitação ao sexo, mesmo que virtual, produz na criança o comportamento de estupro virtual, pois ela é incapaz de responder e de assimilar a estimulação sexual e maliciosa da realidade dos maiores de 14 anos de idade que participam dos programas de televisão.
MATTANÓ
(24/02/2026)
SOBRE O COMPORTAMENTO VERBAL E O INCONSCIENTE (2026):
Mattanó aponta que o comportamento verbal diz respeito ao inconsciente e que assim o comportamento verbal do falante contêm as parapraxias, pois suas categorias, falar, dizer, mostrar, tatear, ecoar, mapear, organizar e reorganizar, projetar, intraverbalizar e postar encontram respostas nas categorias do ouvinte, que são, o acedimento, o rastreamento e o aumentamento, e com base nisto podemos especular com exemplos: os chistes, as piadas, o humor, as caricaturas e as charges como comportamento verbal do falante estão na categoria de falante (para os chistes, as piadas e o humor) e de mostrar, postar (para as caricaturas e charges) e na categoria do ouvinte na de acedimento (para os chistes, piadas e humor) e de aumentamento (para as caricaturas e charges); temos outro exemplo, onde os lapsos de linguagem, os atos falhos e os esquecimentos pertencem ao comportamento verbal do falante como categoria de mostrar e do ouvinte como categoria de rastreamento.
MATTANÓ
(24/02/2026)
O INCONSCIENTE NÃO PRODUZ A SEXUALIDADE (2026):
Mattanó aponta que o inconsciente não desencadeia ou não produz a sexualidade do indivíduo, pois está só existe por causa dos hormônios sexuais, uma criança menor de 14 anos de idade ou um idoso não produzem hormônios sexuais e deste modo, a sexualidade. O inconsciente é pois um mapa cerebral, um conjunto de caminhos cognitivos que se interconectam, um GPS da personalidade, uma bússola da personalidade que ¨indica¨ o caminho a ser seguido, mesmo que instintivamente.
MATTANÓ
(24/02/2026)
OS PROBLEMAS DAS TRAGÉDIAS E DAS CATÁSTROFES URBANAS (2026):
Mattanó aponta que o Governo Federal deveria criar um órgão ou secretaria com funcionários que estudassem e avaliassem as condições dos povos e populações instalados nas encostas dos morros, nos morros e nas favelas, com o intuito de prevenir desastres, tragédias, catástrofes, calamidades e horrores, inclusive violência, tráfico de drogas, prostituição, terrorismo, fome, pobreza, miséria e doenças que são consequências destas condições de vida e de existência humanas. Esse órgão ou secretaria federal teria poder para proibir acesso a essas áreas e para deslocar esses povos e populações para outras áreas dessas cidades, para novas cidades ou para a criação de outras cidades através de incentivo do Governo Federal e Estadual. Assim resolveríamos os problemas das tragédias e das catástrofes urbanas.
MATTANÓ
(25/02/2026)
SOBRE O SONO E OS SONHOS (2026):
Mattanó aponta que o Homo Sapiens fica mais divertido e descontraído momentos que antecedem o estado de vigília e o sono, sendo que o Homo Sapiens fica mais infantil durante o estado de vigília. Os sonhos geralmente dependem deste processo natural dos ciclos circadianos do nosso organismo.
MATTANÓ
(02/03/2026)
SOBRE O INCONSCIENTE (2026):
Mattanó aponta que o inconsciente trabalha com suas estruturas e organizações, ou funções, instrumentos ou ferramentas, como os lapsos de linguagem, chistes, atos falhos, fantasias, esquecimentos, piadas, humor, parapraxias, caricaturas, charges, delírios, alucinações, contos de fadas, tesouros, sonhos, devaneios, etc., para que a mente inconsciente realize por si só, o trabalho de interpretação da realidade, ou seja, o inconsciente realiza o trabalho de interpretar a realidade, a cultura, o conhecimento e a própria consciência mediante seus instrumentos ou ferramentas, de acordo com suas metáforas e metonímias ou significados e sentidos.
MATTANÓ
(02/03/2026)
PARTE I - PARAPRAXIAS (1916 [1915])
CONFERÊNCIA I - INTRODUÇÃO
SENHORAS E SENHORES:
Não posso dizer quanto conhecimento sobre psicanálise cada um dos senhores já adquiriu pelas leituras que fez, ou por ouvir dizer. Mas o título de meu programa - ‘Introdução Elementar à Psicanálise’ - obriga-me a tratá-los como se nada soubessem e estivessem necessitados de algumas informações preliminares.
Posso, no entanto, seguramente supor que sabem ser a psicanálise uma forma de executar o tratamento médico de pacientes neuróticos. E aqui já lhes posso dar um exemplo de como, nessa atividade, numerosas coisas se passam de forma diferente - e muitas vezes, realmente, de forma oposta - de como ocorrem em outros campos da prática médica. Quando, em outra situação, apresentamos ao paciente uma técnica que lhe é nova, de hábito minimizamos os inconvenientes desta e lhe damos confiantes promessas de êxito do tratamento. Penso estarmos justificados de assim proceder, de vez que desse modo estamos aumentando a probabilidade de êxito. Quando, porém, tomamos em tratamento analítico um paciente neurótico, agimos diferentemente. Mostramos-lhe as dificuldades do método, sua longa duração, os esforços e os sacrifícios que exige; e, quanto a seu êxito, lhe dizemos não nos ser possível prometê-lo com certeza, que depende de sua própria conduta, de sua compreensão, de sua adaptabilidade e de sua perseverança. Temos boas razões, naturalmente, para manter essa conduta aparentemente obstinada no erro, como talvez os senhores virão a verificar mais adiante.
Não se aborreçam, então, se começo por tratá-los da mesma forma como a esses pacientes neuróticos. Seriamente eu os advirto de que não venham ouvir-me uma segunda vez. Para corroborar esta advertência, explicarei quão incompleto deve necessariamente ser qualquer conhecimento da psicanálise, e que dificuldades surgem no caminho dos senhores ao formarem um julgamento próprio a respeito dela. Mostrar-lhes-ei como toda a tendência de sua educação prévia e todos os seus hábitos de pensamento estão inevitavelmente propensos a fazer com que se oponham à psicanálise, e quanto teriam de superar, dentro de si mesmos, para obter o máximo de vantagem dessa natural oposição. Não posso, certamente, predizer quanto entendimento de psicanálise obterão das informações que lhes dou, contudo posso prometer-lhes isto: que, ouvindo-as atentamente, não terão aprendido como efetuar uma investigação psicanalítica ou como realizar um tratamento. No entanto, na hipótese de que um dos senhores não se sentisse satisfeito com um ligeiro conhecimento da psicanálise, mas estivesse inclinado a entrar em relação permanente com ela, não apenas eu o dissuadiria de agir assim, como ativamente também o admoestaria para não fazê-lo. Da maneira como estão as coisas, no momento, tal escolha de profissão arruinaria qualquer possibilidade de obter sucesso em uma universidade, e, se começou na vida como médico clínico, iria encontrar-se numa sociedade que não compreenderia seus esforços, que o veria com desconfiança e hostilidade e que despejaria sobre ele todos os maus espíritos que estão à espreita dentro dessa mesma sociedade. E os acontecimentos que acompanham a guerra, que agora assola a Europa, lhes darão talvez alguma noção de que legiões desses maus espíritos podem existir.
Não obstante, há bom número de pessoas para as quais, a despeito desses inconvenientes, algo que promete trazer-lhes uma nova parcela de conhecimento tem ainda seu atrativo. Se alguns dos senhores pertencerem a essa espécie de pessoas, e, malgrado minhas advertências, novamente aqui comparecerem para minha próxima conferência, serão bem-vindos. Todos, porém, têm o direito de saber da natureza das dificuldades da psicanálise, às quais aludi.
Iniciarei por aquelas dificuldades vinculadas ao ensino, à formação em psicanálise. Na formação médica os senhores estão acostumados a ver coisas. Vêem uma preparação anatômica, o precipitado de uma reação química, a contração de um músculo em conseqüência da estimulação de seus nervos. Depois, pacientes são demonstrados perante os sentidos dos senhores: os sintomas de suas doenças, as conseqüências dos processos patológicos e, mesmo, em muitos casos, o agente da doença isolado. Nos departamentos cirúrgicos, são testemunhas das medidas ativas tomadas para proporcionar socorro aos pacientes, e os senhores mesmos podem tentar pô-las em execução. Na própria psiquiatria, a demonstração de pacientes, com suas expressões faciais alteradas, com seu modo de falar e seu comportamento, propicia aos senhores numerosas observações que lhes deixam profunda impressão. Assim, um professor de curso médico desempenha em elevado grau o papel de guia e intérprete que os acompanha através de um museu, enquanto os senhores conseguem um contato direto com os objetos exibidos e se sentem convencidos da existência dos novos fatos mediante a própria percepção de cada um.
Na psicanálise, ai de nós, tudo é diferente. Nada acontece em um tratamento psicanalítico além de um intercâmbio de palavras entre o paciente e o analista. O paciente conversa, fala de suas experiências passadas e de suas impressões atuais, queixa-se, reconhece seus desejos e seus impulsos emocionais. O médico escuta, procura orientar os processos de pensamento do paciente, exorta, dirige sua atenção em certas direções, dá-lhe explicações e observa as reações de compreensão ou rejeição que ele, analista, suscita no paciente. Os desinformados parentes de nossos pacientes, que se impressionam apenas com coisas visíveis e tangíveis - preferivelmente por ações tais como aquelas vistas no cinema -, jamais deixam de expressar suas dúvidas quanto a saber se ‘algo não pode ser feito pela doença, que não seja simplesmente falar’. Essa, naturalmente, é uma linha de pensamento ao mesmo tempo insensata e incoerente. Essas são as mesmas pessoas que se mostram assim tão seguras de que os pacientes estão ‘simplesmente imaginando’ seus sintomas. As palavras, originalmente, eram mágicas e até os dias atuais conservaram muito do seu antigo poder mágico. Por meio de palavras uma pessoa pode tornar outra jubilosamente feliz ou levá-la ao desespero, por palavras o professor veicula seu conhecimento aos alunos, por palavras o orador conquista seus ouvintes para si e influencia o julgamento e as decisões deles. Palavras suscitam afetos e são, de modo geral, o meio de mútua influência entre os homens. Assim, não depreciaremos o uso das palavras na psicoterapia, e nos agradará ouvir as palavras trocadas entre o analista e seu paciente.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica em sua conferência como é sua psicanálise e que ela é incompleta, assim como a análise e a vida dos pacientes; que ela se concentra no intercâmbio de palavras entre o analista e o seu paciente. As palavras, originalmente, eram mágicas e até os dias atuais conservaram muito do seu antigo poder mágico. Por meio de palavras uma pessoa pode tornar outra jubilosamente feliz ou levá-la ao desespero, por palavras o professor veicula seu conhecimento aos alunos, por palavras o orador conquista seus ouvintes para si e influencia o julgamento e as decisões deles. Palavras suscitam afetos e são, de modo geral, o meio de mútua influência entre os homens. Assim, não depreciaremos o uso das palavras na psicoterapia, e nos agradará ouvir as palavras trocadas entre o analista e seu paciente.
Mattanó aponta que Freud explica em sua conferência como é sua psicanálise e que ela é incompleta, assim como a análise e a vida dos pacientes; que ela se concentra no intercâmbio de palavras entre o analista e o seu paciente. As palavras, originalmente, eram mágicas e até os dias atuais conservaram muito do seu antigo poder mágico. Por meio de palavras uma pessoa pode tornar outra jubilosamente feliz ou levá-la ao desespero, por palavras o professor veicula seu conhecimento aos alunos, por palavras o orador conquista seus ouvintes para si e influencia o julgamento e as decisões deles. Palavras suscitam afetos e são, de modo geral, o meio de mútua influência entre os homens. Assim, não depreciaremos o uso das palavras na psicoterapia, e nos agradará ouvir as palavras trocadas entre o analista e seu paciente. Vemos que as palavras tem poder através dos atos ilocucionários e dos atos perlocucionários, dos pressupostos e dos subentendidos, do mostrar, fazer e dizer, do posto, da argumentação e da linguagem, da semântica, da semiótica e da hermenêutica, da alfabetização e dos processos cognitivos, da aprendizagem e dos seus significados e sentidos, do seu poder comportamental através do comportamento verbal do falante e do ouvinte, da literalidade, das razões e do controle, dos contextos e da dessensibilização, da Teoria da Abundância de Mattanó, do poder da consciência e da liberdade, e da aceitação.
MATTANÓ
(02/03/2026)
SOBRE A DINÂMICA DA TELEPATIA NO MUNDO DAS PERSONALIDADES (2026):
Mattanó aponta que a dinâmica da telepatia no mundo das personalidades nos revela que a telepatia está diretamente relacionada comportamentalmente e inconscientemente com a personalidade do indivíduo, pois vemos que pacientes esquizofrênicos paranóides apresentam comportamento que denunciam sua patologia ou transtorno mental, ou seja, não são violentos e nem extrovertidos ou perigosos, muito pelo contrário, costumam ser isolados socialmente, pobres em sua linguagem, agressivos e hostis, delirantes e alucinados, e com alterações do pensamento, mesmo que a telepatia constranja o paciente e suas interações que acabam interpretando mal o comportamento e o inconsciente do paciente com esquizofrenia paranóide, chamando-os de estupradores, criminosos, ladrões, assassinos, pedófilos, corruptos, incestuosos, violentos e perigosos, mas na realidade são inofensivos e incapazes. Vemos que a telepatia transforma-se numa grande ameaça para os esquizofrênicos paranóides e não numa evolução do seu comportamento paranóide, pois passam a ser tratados com ódio e intolerância, com discriminação e perseguição que pode terminar em cadeia ou em lesão corporal ou até mesmo em morte se o outro agressor for muito violento e irresponsável, drogado ou traficante de drogas, de sexo, de escravos, de pessoas, etc., se os delírios do doente esquizofrênico paranóide desencadearem comportamentos de raiva, ódio ou fúria, de violência, seja como forma de rito ou mania, obsessão ou compulsão, comportamento que te deprime e te leva para a depressão, para o sentimento de culpa e de reparação, de medo e de vergonha da realidade, gerando fuga e esquiva da realidade, como forma de violência para você se exibir sexualmente, suas partes íntimas publicamente, como um exibicionismo que leva a uma masturbação ou ao coito, ou até mesmo a fuga e a esquiva se o estímulo for aversivo, ou gerando transtornos sexuais de impotência, disfunção sexual, anorgasmia, disfunção erétil, ejaculação precoce, transtorno do desejo sexual, dispaurenia, onde a realidade do paciente que está com esquizofrenia paranóide passa a ser interpretada pelo paciente com transtorno sexual de tal maneira que sua visão de mundo se fecha em torno de seu transtorno sexual, nos revelando que a consciência, a cultura, o conhecimento e a realidade dependem do tipo de personalidade e de transtorno que acomete cada paciente, ou seja, um esquizofrênico paranóico é tratado de uma maneira por um esquizofrênico, mas de outra maneiro por um neurótico obsessivo compulsivo, ou transtorno obsessivo compulsivo, que compreende a realidade muito diferente do depressivo, do exibicionista, do psicopata, do boderline e do paciente normal. A solução da convivência está na educação e na psicoterapia ou psicanálise e não nas armas e guerras.
MATTANÓ
(05/03/2026)
HISTÓRIA DA TELEVISÃO (2026):
Podemos especular que cada aparelho de televisão é como uma cidade, onde cada canal é como uma casa, e cada programa é como um estabelecimento comercial e cada apresentador é como um vendedor que gera economia e riquezas; contudo a televisão depende em última instância do satélite para que possa existir e fazer sentido, pois foi o satélite quem transformou o mundo numa aldeia global com uma sofisticada rede de informações que pode ser representada pela opinião pública. É a opinião pública o depósito das catexias sociopatas que constróem a informação, um conjunto de argumentos que visam conquistar adesão e a vontade do ouvinte ou leitor por meio dos argumentos, de tal forma que se crie uma teledependência e um seguimento das contingências apresentadas via mass mídias, com a finalidade ideológica política e empresarial ou comercial de vender mais televisores e expandir os seus negócios com a televisão.
MATTANÓ
(09/03/2026)
HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DA PSICOLOGIA E DA PSICANÁLISE (2026):
Mattanó testemunha que tanto os artistas de Hollywood quanto os da música nacional ou internacional e da televisão, como os da Rede Globo de Televisão agem da mesma forma que os políticos, os atletas, os pilotos de Fórmula 1, os jogadores de futebol, os atletas olímpicos, de mundiais, o pessoal da UEL, de Londrina, do Brasil, do comércio, dos transportes, da aviação, das Igrejas, da perícia, etc., ¨observando¨ e agindo com hostilidade, fantasias sexuais, de falsidade ideológica e de violência ou de vingança e de justiça, assim como as pessoas que fazem e já fizeram parte da minha história de vida, inclusive as que já faleceram como o professor Ricardo J. Flores e a psicóloga Marcia R. Rubin e a Miltis ou a Ana Carolina B. de Almeida. Hoje temos, por exemplo, a Grace, a Miltis, a Marcia R. Rubin, a Simone (do Colégio São Paulo) e a Vanja em situação hostil e detidas, presas ou falecidas, o que as une agora é que ¨observaram¨ o meu comportamento encoberto antes de terem as suas respostas de assédio sexual e depois serem punidas pela Justiça! Temos muitos exemplos de mulheres famosas, poderosas e ricas que fazem ou fizeram o mesmo e não vão para a prisão, como a Michele Bolsonaro, a Hilary Clinton, a filha do Eduardo Paes, as atrizes de Hollywood que me exploram, roubam, assediam e abusam sexualmente e moralmente, as cantoras nacionais e internacionais que me exploram, roubam, assediam e abusam sexualmente e moralmente, as atrizes da Rede Globo de Televisão que me exploram, roubam, assediam e abusam sexualmente e moralmente, pode-se dizer que insinuam sensualidade em seus comportamentos ou desejo sexual imoral, ou seja, existem mulheres que são poderosas e podem tudo, inclusive o Papa que pode se envolver em crimes de estupro, crucificação e tortura, pedofilia, roubo, abuso e exploração, trabalho escravo, ou seja, cárcere privado, assassinato, ou queima de arquivo vivo e destruição de documentos e de provas documentais para a criação de novas provas com um novo e falso significado e um novo e falso sentido documental, onde o Santo ou Deus liberta o seu povo da escravidão que nunca existiu, pois o que existe são crimes e provas criminais, através de um ritual arcaico e atrasado de homicídio, pois não se trata de sacrifício e nem de holocausto ou de crucificação, pois o contexto é criminal e não de sacrifício, holocausto ou de crucificação. Sabemos que o sacrifício, o holocausto e a crucificação não ¨pagam¨ os crimes nunca julgados e pagos, por isso o que temos são crimes.
MATTANÓ
(15/03/2026)
Contudo, nem isso podemos fazer. A conversação em que consiste o tratamento psicanalítico não admite ouvinte algum; não pode ser demonstrada. Um paciente neurastênico ou histérico pode, naturalmente, como qualquer outro, ser apresentado a estudantes em uma conferência psiquiátrica. Ele fará uma descrição de suas queixas e de seus sintomas, porém apenas isso. As informações que uma análise requer serão dadas pelo paciente somente com a condição de que ele tenha uma ligação emocional especial com seu médico; ele silenciaria tão logo observasse uma só testemunha que ele percebesse estar alheia a essa relação. Isso porque essas informações dizem respeito àquilo que é mais íntimo em sua vida mental, a tudo aquilo que, como pessoa socialmente independente, deve ocultar de outras pessoas, e, ademais, a tudo o que, como personalidade homogênea, não admite para si próprio.
Portanto, os senhores não podem estar presentes, como ouvintes, a um tratamento psicanalítico. Este pode, apenas, ser-lhes relatado; e, no mais estrito sentido da palavra, é somente de ouvir dizer que chegarão a conhecer a psicanálise. Como conseqüência do fato de receberem seus conhecimentos em segunda mão, por assim dizer, os senhores estarão em condições bem incomuns para formar um julgamento. Isto obviamente dependerá, em grande parte, do quanto de crédito podem dar a seu informante.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que as informações que uma análise requer serão dadas pelo paciente somente com a condição de que ele tenha uma ligação emocional especial com seu médico; ele silenciaria tão logo observasse uma só testemunha que ele percebesse estar alheia a essa relação. Isso porque essas informações dizem respeito àquilo que é mais íntimo em sua vida mental, a tudo aquilo que, como pessoa socialmente independente, deve ocultar de outras pessoas, e, ademais, a tudo o que, como personalidade homogênea, não admite para si próprio.
Portanto, os senhores não podem estar presentes, como ouvintes, a um tratamento psicanalítico. Este pode, apenas, ser-lhes relatado; e, no mais estrito sentido da palavra, é somente de ouvir dizer que chegarão a conhecer a psicanálise. Isto obviamente dependerá, em grande parte, do quanto de crédito podem dar a seu informante.
Mattanó aponta que as informações que uma análise requer serão dadas pelo paciente somente com a condição de que ele tenha uma ligação emocional especial com seu médico; ele silenciaria tão logo observasse uma só testemunha que ele percebesse estar alheia a essa relação. Isso porque essas informações dizem respeito àquilo que é mais íntimo em sua vida mental, a tudo aquilo que, como pessoa socialmente independente, deve ocultar de outras pessoas, e, ademais, a tudo o que, como personalidade homogênea, não admite para si próprio. Vemos que a psicanálise depende de um ambiente controlado e seguro onde paciente e psicanalista desenvolvam uma relação segura, estável e confiante, codificada na transferência do seu conteúdo inconsciente e emocional do qual depende a análise.
Portanto, os senhores não podem estar presentes, como ouvintes, a um tratamento psicanalítico. Este pode, apenas, ser-lhes relatado; e, no mais estrito sentido da palavra, é somente de ouvir dizer que chegarão a conhecer a psicanálise. Isto obviamente dependerá, em grande parte, do quanto de crédito podem dar a seu informante. Vemos que a psicanálise não pode ser testemunhada em seu exercício, por ser anti-ético e contra as regras que a estruturam e fundamentam, assim ela só pode ser relatada por um informante ou psicanalista que teve essa experiência e adquiriu esse conhecimento ou cultura, essa realidade conceitual, que toma parte da sua consciência, construindo sua credibilidade como palestrista, comunicador ou informante.
MATTANÓ
(15/03/2026)
HISTÓRIA DA TELEVISÃO (2026):
Mattanó aponta que a televisão não decide tudo por você; ela não faz compras; ela não envia mensagens; ela não apaga dados; ela não manda informações; ela não altera significados e sentidos. Tudo acontece apenas quando você autoriza e dá mandos. A televisão é uma ¨arma¨ para quem faz e produz a televisão e nunca para os telespectadores.
MATTANÓ
(15/03/2026)
HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DA PSICOLOGIA E DA PSICANÁLISE (2026):
Mattanó aponta que Freud explica que na paranóia a experiência primária parece ser semelhante a da neurose obsessiva. O recalque ocorre depois que a lembrança causou desprazer. Nenhuma autocensura se forma. O desprazer gerado é atribuído a pessoas que se relacionam com o paciente, segundo a fórmula psíquica da projeção. O sintoma primário formado é a desconfiança. As vozes, lembram a autocensura, como sintoma de compromisso, e o fazem, em primeiro lugar, distorcidas de seu enunciado a ponto de se tornarem indefinidas e de se tornarem em ameaças; e, em segundo lugar, relacionadas não com a experiência primária, mas com a desconfiança, com o sintoma primário. Contudo em 1999 Mattanó havia resolvido todos os seus problemas do passado com a UEL logo após se desligar dela, não restaram motivos para perseguição e nem para qualquer lembrança que causasse desprazer, Mattanó não apresentava qualquer sintoma, até que começaram a manipular a transferência paranormal, inconsciente e comportamental de Mattanó para com as emissoras de televisão que respondiam como se Mattanó fosse em criminoso, contudo as emissoras de televisão, sobretudo a Rede Globo de Televisão manipulou as suas lembranças que causavam desprazer, por exemplo, da UEL e da sua história de vida que já vinham sendo investigadas pelas emissoras de televisão, nenhuma autocensura se formou mas sim uma projeção e um sintoma primário, a desconfiança, as vozes que lembravam a autocensura, como sintoma de compromisso, tornando-se primeiramente distorcidas do seu enunciado e indefinidas a ponto de se tornarem ameaças, e em segundo lugar relacionadas com o sintoma secundário, com a desconfiança. Isto desencadeou hostilidade, agressividade, isolamento social, pobreza de linguagem, alteração do pensamento, alucinações e delírios, dor e auto-tortura acompanhados de um progressivo aumento de inteligência onde teve que aprender a lidar e a impedir a mudança da realidade, um processo inconsciente que havia sido instalado comportamentalmente e virtualmente, através de canções que induziam ao incesto, desde 1989, a consequência disto é a criminalidade.
MATTANÓ
(16/03/2026)
Suponhamos, por um momento, que os senhores estivessem ouvindo uma conferência não sobre psiquiatria, mas sobre história, e que o conferencista lhes estivesse expondo a vida e os feitos militares de Alexandre Magno. Que fundamentos teriam para acreditar na verdade do que ele referisse? Num primeiro relance, a situação pareceria ser ainda mais desfavorável do que no caso da psicanálise, pois o professor de história teve tanta participação nas campanhas de Alexandre quanto os senhores. O psicanalista pelo menos reporta coisas nas quais ele próprio tomou parte. Porém, na devida oportunidade, chegamos aos elementos que confirmam aquilo que o historiador lhes disse. Ele poderia remetê-los aos relatos dos escritores da Antigüidade que, ou foram eles próprios contemporâneos dos eventos em questão, ou, de qualquer forma, estavam mais próximos dos mesmos - ele poderia remetê-los, digamos, às obras de Diodoro, Plutarco, Arriano e outros. Poderia colocar à frente dos senhores reproduções de moedas e estátuas do rei, que sobreviveram, e poderia passar às suas mãos uma fotografia do mosaico de Pompéia representando a batalha de Isso. Estritamente falando, contudo, todos esses documentos apenas provam que as gerações anteriores já acreditavam na existência de Alexandre e na realidade de seus feitos, e as críticas dos senhores poderiam começar novamente nesse ponto. Os senhores descobririam então que nem tudo aquilo que foi relatado sobre Alexandre merece crédito ou pode ser confirmado em seus detalhes; não obstante, não posso supor que os senhores viessem a deixar a sala de conferência com dúvidas sobre a realidade de Alexandre Magno. A decisão dos senhores seria determinada, essencialmente, por duas considerações: primeiro, que o conferencista não tem qualquer motivo imaginável para garantir-lhes a realidade de algo que ele próprio não julga ser real, e, em segundo lugar, que todos os livros de história disponíveis descrevem os acontecimentos em termos aproximadamente semelhantes. Se continuassem a examinar as fontes antigas, teriam em conta os mesmos fatores - os possíveis motivos dos informantes e a conformidade das testemunhas entre si. O resultado da pesquisa sem dúvida lhes traria uma confirmação, no caso de Alexandre; no entanto, provavelmente seria diferente quando se tratasse de personagens como Moisés ou Nemrod. Outras oportunidades revelarão muito claramente que dúvidas os senhores podem ter a respeito da credibilidade do seu informante psicanalítico.
Mas os senhores têm o direito de fazer outra pergunta. Se não há verificação objetiva da psicanálise nem possibilidade de demonstrá-la, como pode absolutamente alguém aprender psicanálise e convencer-se da veracidade de suas afirmações? É verdade que a psicanálise não pode ser aprendida facilmente, e que não são muitas as pessoas que a tenham aprendido corretamente. Naturalmente, porém, existe um método que se pode seguir, apesar de tudo. Aprende-se psicanálise em si mesmo, estudando-se a própria personalidade. Isso não é exatamente a mesma coisa que a chamada auto-observação, porém pode, se necessário, estar nela subentendido. Existe grande quantidade de fenômenos mentais, muito comuns e amplamente conhecidos, que, após conseguido um pouco de conhecimento da técnica, podem se tornar objeto de análise na própria pessoa. Dessa forma, adquire-se o desejado sentimento de convicção da realidade dos processos descritos pela análise e da correção dos pontos de vista da mesma. Não obstante, há limites definidos ao progresso por meio desse método. A pessoa progride muito mais se ela própria é analisada por um analista experiente e vivencia os efeitos da análise em seu próprio eu (self), fazendo uso da oportunidade de assimilar de seu analista a técnica mais sutil do processo. Esse excelente método é, naturalmente, aplicável apenas a uma única pessoa e jamais a todo um auditório de estudantes reunidos.
A psicanálise não deve ser acusada de uma segunda dificuldade na relação dos senhores com ela; devo fazê-los, aos senhores mesmos, responsáveis por isso, senhoras e senhores, pelo menos na medida em que foram estudantes de medicina. A educação que receberam previamente deu uma direção particular ao pensar dos senhores que conduz para longe da psicanálise. Foram formados para encontrar uma base anatômica para as funções do organismo e suas doenças, a fim de explicá-las química e fisicamente e encará-las do ponto de vista biológico. Nenhuma parte do interesse dos senhores, contudo, tem sido dirigida para a vida psíquica, onde, afinal, a realização desse organismo maravilhosamente complexo atinge seu ápice. Por essa razão, as formas psicológicas de pensamento têm permanecido estranhas aos senhores. Cresceram acostumados a encará-las com suspeita, a negar-lhes a qualidade científica, a abandoná-las em poder de leigos, poetas, filósofos naturalistas e místicos. Essa limitação é, sem dúvida, prejudicial à sua atividade médica, pois, como é a regra em todos os relacionamentos humanos, os pacientes dos senhores começam mostrando-lhes sua façade mental, e temo que sejam obrigados, como punição, a deixar parte da influência terapêutica que os senhores estão procurando aos praticantes leigos, aos curandeiros e aos místicos, que os senhores tanto desprezam.
Não ignoro a excusa de que devemos tolerar esse defeito em sua educação. Não existe nenhuma ciência filosófica auxiliar que possa servir às finalidades médicas dos senhores. Nem a filosofia especulativa, nem a psicologia descritiva, nem o que é chamado de psicologia experimental (que está estritamente aliada à fisiologia dos órgãos dos sentidos), tal como são ensinadas nas universidades, estão em condições de dizer-lhes algo de utilizável pertinente à relação entre corpo e mente, ou de lhes proporcionar uma chave para a compreensão dos possíveis distúrbios das funções mentais. É verdade que a psiquiatria, como parte da medicina, se empenha em descrever os distúrbios mentais que observa, e em agrupá-los em entidades clínicas; porém, em momentos favoráveis os próprios psiquiatras duvidam de que suas hipóteses puramente descritivas mereçam o nome de ciência. Nada se conhece da origem, do mecanismo ou das mútuas relações dos sintomas dos quais se compõem essas entidades clínicas; ou não há alterações observáveis, no órgão anatômico da mente, que correspondam a esses sintomas, ou há alterações nada esclarecedoras a respeito deles. Esses distúrbios mentais apenas são acessíveis à influência terapêutica quando podem ser reconhecidos como efeitos secundários daquilo que, de outro modo, constitui uma doença orgânica.
Essa é a lacuna que a psicanálise procura preencher. Procura dar à psiquiatria a base psicológica de que esta carece. Espera descobrir o terreno comum em cuja base se torne compreensível a conseqüência do distúrbio físico e mental. Com esse objetivo em vista, a psicanálise deve manter-se livre de toda hipótese que lhe é estranha, seja de tipo anatômico, químico ou fisiológico, e deve operar inteiramente com idéias auxiliares puramente psicológicas; e precisamente por essa razão temo que lhes parecerá estranha de início.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que o psicanalista pelo menos reporta coisas nas quais ele próprio tomou parte. Tenho duas considerações: primeiro, que o conferencista não tem qualquer motivo imaginável para garantir-lhes a realidade de algo que ele próprio não julga ser real, e, em segundo lugar, que todos os livros de história disponíveis descrevem os acontecimentos em termos aproximadamente semelhantes.
Aprende-se psicanálise em si mesmo, estudando-se a própria personalidade. Isso não é exatamente a mesma coisa que a chamada auto-observação, porém pode, se necessário, estar nela subentendido. Não obstante, há limites definidos ao progresso por meio desse método. A pessoa progride muito mais se ela própria é analisada por um analista experiente e vivencia os efeitos da análise em seu próprio eu (self), fazendo uso da oportunidade de assimilar de seu analista a técnica mais sutil do processo. Esse excelente método é, naturalmente, aplicável apenas a uma única pessoa e jamais a todo um auditório de estudantes reunidos.
A educação que receberam previamente deu uma direção particular ao pensar dos senhores que conduz para longe da psicanálise. Foram formados para encontrar uma base anatômica para as funções do organismo e suas doenças, a fim de explicá-las química e fisicamente e encará-las do ponto de vista biológico. Nenhuma parte do interesse dos senhores, contudo, tem sido dirigida para a vida psíquica, onde, afinal, a realização desse organismo maravilhosamente complexo atinge seu ápice. Por essa razão, as formas psicológicas de pensamento têm permanecido estranhas aos senhores. Cresceram acostumados a encará-las com suspeita, a negar-lhes a qualidade científica, a abandoná-las em poder de leigos, poetas, filósofos naturalistas e místicos.
Não ignoro a excusa de que devemos tolerar esse defeito em sua educação. Não existe nenhuma ciência filosófica auxiliar que possa servir às finalidades médicas dos senhores. Nem a filosofia especulativa, nem a psicologia descritiva, nem o que é chamado de psicologia experimental (que está estritamente aliada à fisiologia dos órgãos dos sentidos), tal como são ensinadas nas universidades, estão em condições de dizer-lhes algo de utilizável pertinente à relação entre corpo e mente, ou de lhes proporcionar uma chave para a compreensão dos possíveis distúrbios das funções mentais. É verdade que a psiquiatria, como parte da medicina, se empenha em descrever os distúrbios mentais que observa, e em agrupá-los em entidades clínicas; porém, em momentos favoráveis os próprios psiquiatras duvidam de que suas hipóteses puramente descritivas mereçam o nome de ciência. Nada se conhece da origem, do mecanismo ou das mútuas relações dos sintomas dos quais se compõem essas entidades clínicas; ou não há alterações observáveis, no órgão anatômico da mente, que correspondam a esses sintomas, ou há alterações nada esclarecedoras a respeito deles. Esses distúrbios mentais apenas são acessíveis à influência terapêutica quando podem ser reconhecidos como efeitos secundários daquilo que, de outro modo, constitui uma doença orgânica.
Essa é a lacuna que a psicanálise procura preencher. Procura dar à psiquiatria a base psicológica de que esta carece. Espera descobrir o terreno comum em cuja base se torne compreensível a conseqüência do distúrbio físico e mental. Com esse objetivo em vista, a psicanálise deve manter-se livre de toda hipótese que lhe é estranha, seja de tipo anatômico, químico ou fisiológico, e deve operar inteiramente com idéias auxiliares puramente psicológicas; e precisamente por essa razão temo que lhes parecerá estranha de início.
Mattanó aponta que o psicanalista pelo menos reporta coisas nas quais ele próprio tomou parte. Freud tem duas considerações: primeiro, que o conferencista não tem qualquer motivo imaginável para garantir-lhes a realidade de algo que ele próprio não julga ser real, e, em segundo lugar, que todos os livros de história disponíveis descrevem os acontecimentos em termos aproximadamente semelhantes. Vemos que o psicanalista reporta e narra o que ele testemunhou, enquanto que o historiador reporta e comenta o que ele estudou através dos livros e dos locais e pessoas históricas.
Aprende-se psicanálise em si mesmo, estudando-se a própria personalidade. Isso não é exatamente a mesma coisa que a chamada auto-observação, porém pode, se necessário, estar nela subentendido. Não obstante, há limites definidos ao progresso por meio desse método. A pessoa progride muito mais se ela própria é analisada por um analista experiente e vivencia os efeitos da análise em seu próprio eu (self), fazendo uso da oportunidade de assimilar de seu analista a técnica mais sutil do processo. Esse excelente método é, naturalmente, aplicável apenas a uma única pessoa e jamais a todo um auditório de estudantes reunidos. Vemos que o método de aprendizado da psicanálise consiste na análise pessoal, realizada preferencialmente por um analista experiente, que permite ao analisado vivenciar os efeitos da sua análise em seu próprio eu (self), de tal forma que vai incorporando, assimilando e aprendendo a técnica de maneira sutíl através do processo analítico. Esse método é aplicável a uma única pessoa e portanto, nunca a um auditório de estudantes reunidos ou a uma sala de aula.
A educação que receberam previamente deu uma direção particular ao pensar dos senhores que conduz para longe da psicanálise. Foram formados para encontrar uma base anatômica para as funções do organismo e suas doenças, a fim de explicá-las química e fisicamente e encará-las do ponto de vista biológico. Nenhuma parte do interesse dos senhores, contudo, tem sido dirigida para a vida psíquica, onde, afinal, a realização desse organismo maravilhosamente complexo atinge seu ápice. Por essa razão, as formas psicológicas de pensamento têm permanecido estranhas aos senhores. Cresceram acostumados a encará-las com suspeita, a negar-lhes a qualidade científica, a abandoná-las em poder de leigos, poetas, filósofos naturalistas e místicos. Vemos que Freud preocupou-se estritamente com suas questões e fórmulas psíquicas para explicar as funções do organismo e suas doenças, hoje temos a neurociência que estuda e explica as funções do cérebro e do organismo, suas doenças através do estudo dos cérebros de pacientes com problemas, de tal forma que foi se criando uma rede estruturada de conhecimento através da localização de cada área para cada função do cérebro, inclusive para suas doenças, donde explicamos hoje que a consciência, a cultura, o conhecimento e a realidade estão sediadas no tronco cerebral e estão interconectadas com outras áreas como o córtex cerebral e o tálamo, por exemplo.. Podemos especular que o inconsciente também está sediado no tronco cerebral quando a consciência seleciona um objeto e descarta outro, transformando-o em objeto do inconsciente, até que seja selecionado e se torne consciente através do deslocamento.
Não ignoro a excusa de que devemos tolerar esse defeito em sua educação. Não existe nenhuma ciência filosófica auxiliar que possa servir às finalidades médicas dos senhores. Nem a filosofia especulativa, nem a psicologia descritiva, nem o que é chamado de psicologia experimental (que está estritamente aliada à fisiologia dos órgãos dos sentidos), tal como são ensinadas nas universidades, estão em condições de dizer-lhes algo de utilizável pertinente à relação entre corpo e mente, ou de lhes proporcionar uma chave para a compreensão dos possíveis distúrbios das funções mentais. É verdade que a psiquiatria, como parte da medicina, se empenha em descrever os distúrbios mentais que observa, e em agrupá-los em entidades clínicas; porém, em momentos favoráveis os próprios psiquiatras duvidam de que suas hipóteses puramente descritivas mereçam o nome de ciência. Nada se conhece da origem, do mecanismo ou das mútuas relações dos sintomas dos quais se compõem essas entidades clínicas; ou não há alterações observáveis, no órgão anatômico da mente, que correspondam a esses sintomas, ou há alterações nada esclarecedoras a respeito deles. Esses distúrbios mentais apenas são acessíveis à influência terapêutica quando podem ser reconhecidos como efeitos secundários daquilo que, de outro modo, constitui uma doença orgânica. Vemos que hoje temos a neurociência que nos ajuda a estudar e explicar as funções do cérebro e as suas doenças localizando-as anatômicamente. E temos também a psiquiatria que consegue atualmente manipular as funções do cérebro e suas doenças através da química e da fisiologia.
Essa é a lacuna que a psicanálise procura preencher. Procura dar à psiquiatria a base psicológica de que esta carece. Espera descobrir o terreno comum em cuja base se torne compreensível a conseqüência do distúrbio físico e mental. Com esse objetivo em vista, a psicanálise deve manter-se livre de toda hipótese que lhe é estranha, seja de tipo anatômico, químico ou fisiológico, e deve operar inteiramente com idéias auxiliares puramente psicológicas; e precisamente por essa razão temo que lhes parecerá estranha de início. Vemos que hoje temos disciplinas e ciências que estudam e explicam as funções do cérebro tanto psicológicamente, comportamentalmente, cognitivamente, anatômicamente, químicamente, fisiológicamente e morfológicamente, e até paranormalmente.
MATTANÓ
(17/03/2026)
HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DA PSICOLOGIA E DA PSICANÁLISE (2026):
ANÁLISE DE SONHO: SONHO de 18/03/2026.
Sonhei que estava com a Marcia Regina Rubin na UEL, no CCB, eu gostava dela e ela havia feito uma plástica e estava ¨gostosa¨ e mais bonita, pois antes não era bonita assim, conosco estavam meus tios Lourenço e Luiza Rita. O Lourenço tinha uma dupla personalidade, estava com esquizofrenia e gostava de exibir sua riqueza e seu patrimônio como o seu carro no CCB, mas eu não entendi a relação dos meus tios com a Marcia Regina Rubin e acordei.
INTERPRETAÇÃO
O sonho revela que o examinado mantêm relações psicológicas e afetivas com sua psicóloga Marcia Regina Rubin, mesmo depois de sua morte trágica, pois o inconsciente é atemporal, e com base nisto a observa e interpreta como ¨gostosa¨ e mais bonita, certamente por ter relação com sua morte, mas de fato com o que ela fez em sua morte, escreveu e relatou sua história com o examinado, eventos nunca antes testemunhados que salvavam o examinado e incriminavam ela mesma, a psicóloga, por isso, antes não era bonita assim e realizou uma plástica ou uma transformação que a libertou e a renovou, ela estava com meus tios Lourenço e Luiza Rita na UEL, no CCB, meu tio estava com esquizofrenia enquanto que minha tia estava com esquizofrenia e melancólica, tinha medo de ficar pobre, eu acredito que o meu tio também estava com melancolia, pois gostava de exibir sua riqueza e seu patrimônio, como que tentando seduzir mulheres, garotas, alunas e profissionais da UEL, esse deveria ser o motivo inconsciente que levava meus tios a buscarem a mesma psicóloga que havia me atendido enquanto era estagiária do curso de Psicologia da UEL em 1992.
Osny Mattanó Júnior
Londrina, 18 de março de 2026.
MATTANÓ
(18/03/2026)
HISTÓRIA DA TELEVISÃO (2026):
A televisão é uma ferramenta, ela não tem poder para julgar, para pressionar, para coagir, quem define os ritmos dos significados e sentidos sempre é o telespectador. Pois, ¨a televisão é uma arma¨ ideológica das empresas de televisão e não dos telespectadores, visto que a comunicação tende a ser unidirecional, até mesmo quando há paranormalidade e invasão da intimidade e da privacidade com comunicação telepática alienígena, por exemplo.
Aprender a utilizar a televisão como uma ferramenta parece alienante e confuso, sem significado e sem sentido no começo, mas depois começa a fazer sentido e com o tempo fica automático. Pois toda ferramenta adquire nível de automação, visto que podemos utiliza-las inconscientemente, ou seja, sem pensar, automaticamente.
MATTANÓ
(18/03/2026)
DENÚNCIA E HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DA PSICOLOGIA E DA PSICANÁLISE (2026):
Mattanó denuncia que aquele(s) que utiliza poderes paranormais alienígenas ilegalmente para realizar operações clandestinas de espionagem e de investigação em minha vida e história de vida que reporta a outras personagens, pode estar colaborando para contaminar e realizar lavagem cerebral, despersonalização, estupro virtual, extorsão, vingança, voyeurismo, tortura, estelionato, periclitação da vida e da saúde, curandeirismo e charlatanismo, corrupção e abuso de incapazes e de menores de 14 anos de idade, pedofilia, abuso e exploração sexual, estupro coletivo virtual, invasão a domicílios e a intimidade e privacidade, trapaça em jogos e loterias, invasão a sistemas bancários e de lotéricas e de administração pública e privada, governamental e estatal, invasão de territórios, caos e desordem, assassinatos, extermínio coletivo e extermínio de testemunhas, genocídio, tentativas de crucificação, tentativas de chacinas e de práticas de satanismo, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, loucura e perversão, fome, pobreza e miséria, guerras e problemas sociais, holocausto e terror, pois o conteúdo dessas mensagens pode mudar a realidade dos indivíduos e dos seus inconscientes, levando-os a criminalidade através de ideias e pensamentos que induzem a imaginar ou crer em incesto como prática ingênua de sua própria vida psicológica inconsciente infantil, doméstica e familiar e não como uma prática proibida mediante um tabu, o tabu do incesto, que cria regras e limites que impedem esta prática, mesmo quando ingênua e infantil, doméstica e familiar, normalizando o desenvolvimento psíquico do indivíduo, e impedindo que ele venha a sofrer mudança da realidade e se torne um criminoso. Contudo a prática telepática ilegal continuará sendo mal indicada, pois causa outros problemas.
MATTANÓ
(18/03/2026)
Não considerarei os senhores, ou sua educação, ou sua atitude mental, responsáveis pela próxima dificuldade. Duas das hipóteses da psicanálise são um insulto ao mundo inteiro e têm ganho sua antipatia. Uma delas encerra uma ofensa a um preconceito intelectual; a outra, a um preconceito estético e moral. Não devemos desprezar em demasia esses preconceitos; são coisas poderosas, são precipitados da evolução do homem que foram úteis e, na verdade, essenciais. Sua existência é mantida por forças emocionais, e a luta contra eles é árdua.
A primeira dessas assertivas impopulares feitas pela psicanálise declara que os processos mentais são, em si mesmos, inconscientes e que de toda a vida mental apenas determinados atos e partes isoladas são conscientes. Os senhores sabem que, pelo contrário, temos o hábito de identificar o que é psíquico com o que é consciente. Consideramos a consciência, sem mais nem menos, como a característica que define o psíquico, e a psicologia como o estudo dos conteúdos da consciência. Na verdade, parece-nos tão natural os igualar dessa forma, que qualquer contestação à idéia nos atinge como evidente absurdo. A psicanálise, porém, não pode evitar o surgimento dessa contradição; não pode aceitar a identidade do consciente com o mental. Ela define o que é mental, enquanto processos como o sentir, o pensar e o querer, e é obrigada a sustentar que existe o pensar inconsciente e o desejar não apreendido. Dizendo isso, de saída e inutilmente ela perde a simpatia de todos os amigos do pensamento científico solene, e incorre abertamente na suspeita de tratar-se de uma doutrina esotérica, fantástica, ávida de engendrar mistérios e de pescar em águas turvas. Contudo, as senhoras e os senhores naturalmente não podem compreender, por agora, que direito tenho eu de descrever como preconceito uma afirmação de natureza tão abstrata como ‘o que é mental é consciente’. E nem podem os senhores conjecturar que evolução seja essa, que chegou a levar a uma negação do inconsciente - se é que isso existe - e que vantagem pode ter havido em tal negação. A questão de saber se devemos fazer coincidir o psíquico com o consciente, ou aumentar a abrangência daquele, soa como uma discussão vazia em torno de palavras; mas posso assegurar-lhes que a hipótese de existirem processos mentais inconscientes abre o caminho para uma nova e decisiva orientação no mundo e na ciência.
Os senhores não podem sequer ter qualquer noção de quão íntima é a conexão entre essa primeira mostra de coragem por parte da psicanálise e a segunda, da qual devo agora falar-lhes. Essa segunda tese, que a psicanálise apresenta como uma de suas descobertas, é uma afirmação no sentido de que os impulsos instintuais que apenas podem ser descritos como sexuais, tanto no sentido estrito como no sentido mais amplo do termo, desempenham na causação das doenças nervosas e mentais um papel extremamente importante e nunca, até o momento, reconhecido. Ademais, afirma que esses mesmos impulsos sexuais também fornecem contribuições, que não podem ser subestimadas, às mais elevadas criações culturais, artísticas e sociais do espírito humano.
Em minha experiência, a antipatia que se volta contra esse resultado da pesquisa psicanalítica é a mais importante fonte de resistência que ela encontrou. Gostariam de ouvir como explicamos esse fato? Acreditamos que a civilização foi criada sob a pressão das exigências da vida, à custa da satisfação dos instintos; e acreditamos que a civilização, em grande parte, está sendo constantemente criada de novo, de vez que cada pessoa, assim que ingressa na sociedade humana, repete esse sacrifício da satisfação instintual em benefício de toda a comunidade. Entre as forças instintuais que têm esse destino, os impulsos sexuais desempenham uma parte importante, nesse processo eles são sublimados - isto é, são desviados de suas finalidades sexuais e dirigidos a outras, socialmente mais elevadas e não mais sexuais. Esse arranjo, contudo, é instável; os instintos sexuais são imperfeitamente subjugados e, no caso de cada indivíduo que se supõe juntar-se ao trabalho da civilização, há um risco de seus instintos sexuais se rebelarem contra essa destinação. A sociedade acredita não existir maior ameaça que se possa levantar contra sua civilização do que a possibilidade de os instintos sexuais serem liberados e retornarem às suas finalidades originais. Por esse motivo, a sociedade não quer ser lembrada dessa parte precária de seus alicerces. Não tem interesse em reconhecer a força dos instintos sexuais, nem interesse pela demonstração da importância da vida sexual para o indivíduo. Ao contrário, tendo em vista um fim educativo, tem-se empenhado em desviar a atenção de todo esse campo de idéias. É por isso que não tolerará esse resultado da pesquisa psicanalítica, e nitidamente prefere qualificá-lo como algo esteticamente repulsivo e moralmente repreensível, ou como algo perigoso. Entretanto, as objeções dessa espécie são ineficazes contra aquilo que se ergueu como produto objetivo de um exemplo de trabalho científico; se a contestação se fizer em público, então deve ser expressa novamente, em termos intelectuais. Ora, é inerente à natureza humana ter uma tendência a considerar como falsa uma coisa de que não gosta e, ademais, é fácil encontrar argumentos contra ela. Assim, a sociedade transforma o desagradável em falso. Rebate as verdades da psicanálise com argumentos lógicos e concretos; estes, porém, surgem de fontes emocionais, e ela mantém essas objeções na forma de preconceitos, opondo-se a toda tentativa de as contestar.
Nós, porém, senhoras e senhores, podemos afirmar que, ao expor esta controvertida tese, não temos em vista qualquer objetivo tendencioso. Desejamos simplesmente dar expressão a um assunto que acreditamos ter demonstrado mediante nossos conscienciosos trabalhos. Afirmamos também o direito de rejeitar sem restrição qualquer interferência motivada em considerações práticas, no trabalho científico, mesmo antes de nos termos perguntado se o medo, que procura impor-nos essas considerações, é justificado ou não.
Essas, pois, são algumas das dificuldades que se erguem contra o interesse dos senhores pela psicanálise. São, talvez, mais que suficientes para um começo. Porém, se puderem vencer a impressão que lhes causam, prosseguiremos.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que o quê a psicanálise considera psíquico é o inconsciente e o desejar não aprendido, enquanto que para as demais ciências o psíquico é a consciência. A psicanálise apresenta como uma das suas descobertas os impulsos sexuais que são a fonte e a origem das doenças nervosas e mentais, além de contribuírem para às mais elevadas criações culturais, artísticas e sociais do espírito humano. Acreditamos que a civilização, em grande parte, está sendo constantemente criada de novo, de vez que cada pessoa, assim que ingressa na sociedade humana, repete esse sacrifício da satisfação instintual em benefício de toda a comunidade. Entre as forças instintuais que têm esse destino, os impulsos sexuais desempenham uma parte importante, nesse processo eles são sublimados - isto é, são desviados de suas finalidades sexuais e dirigidos a outras, socialmente mais elevadas e não mais sexuais. Esse arranjo, contudo, é instável; os instintos sexuais são imperfeitamente subjugados e, no caso de cada indivíduo que se supõe juntar-se ao trabalho da civilização, há um risco de seus instintos sexuais se rebelarem contra essa destinação. A sociedade acredita não existir maior ameaça que se possa levantar contra sua civilização do que a possibilidade de os instintos sexuais serem liberados e retornarem às suas finalidades originais. Por esse motivo, a sociedade não quer ser lembrada dessa parte precária de seus alicerces. Não tem interesse em reconhecer a força dos instintos sexuais, nem interesse pela demonstração da importância da vida sexual para o indivíduo. Ao contrário, tendo em vista um fim educativo, tem-se empenhado em desviar a atenção de todo esse campo de idéias. Assim, a sociedade transforma o desagradável em falso. Rebate as verdades da psicanálise com argumentos lógicos e concretos; estes, porém, surgem de fontes emocionais, e ela mantém essas objeções na forma de preconceitos, opondo-se a toda tentativa de as contestar.
Mattanó aponta que o quê a psicanálise considera psíquico é o inconsciente e o desejar não aprendido, enquanto que para as demais ciências o psíquico é a consciência. A psicanálise apresenta como uma das suas descobertas os impulsos sexuais que são a fonte e a origem das doenças nervosas e mentais, além de contribuírem para às mais elevadas criações culturais, artísticas e sociais do espírito humano. Vemos que o psíquico normalmente é o consciente, porém para a psicanálise é o inconsciente e o desejar não aprendido, pois são estes quem contribuem para as mais elevadas criações culturais, artísticas e sociais da civilização.
Acreditamos que a civilização, em grande parte, está sendo constantemente criada de novo, de vez que cada pessoa, assim que ingressa na sociedade humana, repete esse sacrifício da satisfação instintual em benefício de toda a comunidade. Entre as forças instintuais que têm esse destino, os impulsos sexuais desempenham uma parte importante, nesse processo eles são sublimados - isto é, são desviados de suas finalidades sexuais e dirigidos a outras, socialmente mais elevadas e não mais sexuais. Esse arranjo, contudo, é instável; os instintos sexuais são imperfeitamente subjugados e, no caso de cada indivíduo que se supõe juntar-se ao trabalho da civilização, há um risco de seus instintos sexuais se rebelarem contra essa destinação. A sociedade acredita não existir maior ameaça que se possa levantar contra sua civilização do que a possibilidade de os instintos sexuais serem liberados e retornarem às suas finalidades originais. Por esse motivo, a sociedade não quer ser lembrada dessa parte precária de seus alicerces. Não tem interesse em reconhecer a força dos instintos sexuais, nem interesse pela demonstração da importância da vida sexual para o indivíduo. Ao contrário, tendo em vista um fim educativo, tem-se empenhado em desviar a atenção de todo esse campo de idéias. Assim, a sociedade transforma o desagradável em falso. Rebate as verdades da psicanálise com argumentos lógicos e concretos; estes, porém, surgem de fontes emocionais, e ela mantém essas objeções na forma de preconceitos, opondo-se a toda tentativa de as contestar. Vemos que o Homo Sapiens é tão instável quanto seus instintos sexuais, e que a civilização depende de repressão e sublimação constantes para que sobreviva e seja lembrada, caso contrário se transformará numa ¨pista de dança ou boate com músicas explícitas ou de lavagem cerebral, despersonalização, estupro virtual, voyeurismo e linguagem sexista, vingança e tortura, loucura¨ que reproduzem o estado anterior ao de formação das civilizações, pois retiram sua segurança e destróem seus totens e seus tabus.
MATTANÓ
(19/03/2026)
HISTÓRIA DA TELEVISÃO (2026):
Atualmente nós podemos com a televisão apenas observar, ler informações, escutar mensagens, assistir vídeos, conversar segundo a opinião pública, participar de grupos, não somos obrigados a prestar informações, expor nossas vidas, comentar tudo, responder a todo mundo. Cada um usa a televisão do jeito que sua indiferença permite e se sentir confortável, ela se adapta a sua personalidade, ela não é uma burocracia ou obrigação em sua vida, ela é como uma geladeira, um liquidificador, um rádio, um fogão, um computador, uma cama, um sofá, um telefone, um copo, um talher, um prato, uma mesa, etc., ela está alí para te servir e te auxiliar no dia a dia, você pode quebrá-la, que isso não fará mal algum para as autoridades ou empresas de comunicação de massa, o uso é responsabilidade sua, ninguém pode interferir no seu direito de proprietário, pois isso é roubo ou tentativa de roubo ou mesmo de furto e de invasão, ou seja, é crime e dá cadeia!
MATTANÓ
(21/03/2026)
CONFERÊNCIA II - PARAPRAXIAS
SENHORAS E SENHORES:
Não começaremos com postulados, e sim com uma investigação. Escolhamos como tema determinados fenômenos muito comuns e muito conhecidos, os quais, porém, têm sido muito pouco examinados e, de vez que podem ser observados em qualquer pessoa sadia, nada têm a ver com doenças. São o que se conhece como ‘parapraxias’, às quais todos estão sujeitos. Pode acontecer, por exemplo, que uma pessoa que tenciona dizer algo venha a usar, em vez de uma palavra, outra palavra (um lapso de língua [Versprechen]), ou possa fazer a mesma coisa escrevendo, podendo, ou não, perceber o que fez. Ou uma pessoa pode ler algo, seja impresso ou manuscrito, diferentemente do que na realidade está diante de seus olhos (um lapso de leitura [Verlesen]), ou ouvir errado algo que lhe foi dito (um lapso de audição [Verhören] ) - na hipótese, naturalmente, de não haver qualquer perturbação orgânica de sua capacidade auditiva. Outro grupo desses fenômenos tem como sua base o esquecimento [Vergessen] - não, no entanto, um esquecimento permanente, mas apenas um esquecimento temporário. Assim, uma pessoa pode ser incapaz de se lembrar de uma palavra que conhece, apesar de tudo, e que reconhece de imediato, ou pode esquecer de executar uma intenção, embora dela se lembre mais tarde, tendo-a esquecido apenas naquele determinado momento. Em um terceiro grupo o caráter temporário está ausente - por exemplo, no caso de extravio [Verlegen], quando a pessoa colocou uma coisa em algum lugar e não consegue encontrá-la novamente, ou no caso precisamente igual de perda [Verlieren]. Aqui temos um esquecimento que tratamos diferentemente de outras formas de esquecimento, um caso em que ficamos surpresos ou aborrecidos em vez de considerá-lo compreensível. Além de tudo isso, há determinadas espécies de erros [Irrtümer], nos quais o caráter temporário está presente mais uma vez: pois, no caso destes, por um certo espaço de tempo acreditamos saber algo que, antes ou depois desse período, na realidade não sabemos. E existem numerosos outros fenômenos semelhantes, conhecidos por diversos nomes.
Todas essas são ocorrências cuja afinidade interna recíproca é expressa pelo fato de [em alemão] sua designação começar com a sílaba ‘ver‘. Quase todas carecem de importância, na maioria são muito transitórias e são destituídas de muita importância na vida humana. Apenas raramente, como no caso da perda de um objeto, um fenômeno desses assume certo grau de importância prática. Também por esse motivo chamam pouco a atenção, fazem surgir nada mais que tênues emoções, e assim por diante.
É para esses fenômenos, também, que agora proponho chamar a atenção dos senhores. Porém, irão protestar com certo enfado: ‘Há tantos problemas ingentes no amplo universo, assim como dentro dos estreitos limites de nossas mentes, tantas maravilhas no campo dos distúrbios mentais, que exigem e merecem elucidação, que parece realmente injustificado investir trabalho e interesse em tais trivialidades. Se o senhor puder fazer-nos compreender por que uma pessoa com olhos e ouvidos sãos pode ver e ouvir, em plena luz do dia, coisas que não se encontram ali; por que outra pessoa subitamente pensa estar sendo perseguida pelas pessoas das quais foi, até então, muito amiga, ou apresenta os mais engenhosos argumentos em apoio de suas crenças delirantes, que qualquer criança poderia ver que são disparatadas, então deveríamos ter algum apreço pela psicanálise. Entretanto, se ela não pode fazer mais que nos pedir para considerarmos por que um orador, num banquete, emprega uma palavra em vez de outra, ou por que uma dona de casa extraviou suas chaves, e futilidades semelhantes, então saberemos como empregar melhor nosso tempo e interesse.’
Eu responderia: Paciência, senhoras e senhores! Penso que suas críticas perderam o rumo. É verdade que a psicanálise não pode vangloriar-se de jamais haver-se ocupado de trivialidades. Pelo contrário, o material para sua observação é geralmente proporcionado pelos acontecimentos banais, postos de lado pelas demais ciências como sendo bastante insignificantes - o refugo, poderíamos dizer, do mundo dos fenômenos. Porém, não estão os senhores fazendo confusão, em suas críticas, entre a vastidão dos problemas e a evidência que aponta para eles? Não existem coisas muito importantes que, sob determinadas condições e em determinadas épocas, só se podem revelar por indicações bastante débeis? Eu não encontraria dificuldade para fornecer-lhes diversos exemplos de tais situações. Se o senhor, por exemplo, é um homem jovem, não será a partir de pequenos indícios que concluirá haver conquistado os favores de uma jovem? Esperaria uma expressa declaração de amor, ou um abraço apaixonado? Ou não seria suficiente um olhar, que outras pessoas mal perceberiam, um ligeiro movimento, o prolongamento, por um segundo, da pressão de sua mão? E se fosse um detetive empenhado em localizar um assassino, esperaria achar que o assassino deixou para trás sua fotografia, no local do crime, com seu endereço assinalado? Ou não teria necessariamente de ficar satisfeito com vestígios fracos e obscuros da pessoa que estivesse procurando? Assim sendo, não subestimemos os pequenos indícios; com sua ajuda podemos obter êxito ao seguirmos a pista de algo maior. Ademais, penso, como os senhores, que os grandes problemas do universo e da ciência são aqueles que mais exigem nosso interesse. É, porém, muito raro alguém manter a expressa intenção de se devotar à pesquisa deste ou daquele grande problema. Fica-se então sem poder saber qual o primeiro passo a dar. É mais promissor, no trabalho científico, atacar o que quer que esteja imediatamente à nossa frente e ofereça uma oportunidade à pesquisa. Agindo dessa forma, realmente com afinco e sem preconceito ou sem prevenções, e tendo-se sorte, então, desde que tudo se relaciona com tudo, inclusive as pequenas coisas com as grandes, pode-se, mesmo partindo de um trabalho despretensioso, ter acesso ao estudo dos grandes problemas. É isso que eu devia dizer, a fim de manter o interesse dos senhores quando tratamos dessas trivialidades tão evidentes como o são as parapraxias de pessoas sãs.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que o estudo das parapraxias de pessoas sãs nos revela que tudo se relaciona com tudo, inclusive as pequenas coisas com as grandes, assim podemos ter acesso aos estudo dos grandes problemas. Como exemplo, temos as diversas formas de lapsos, as varias maneiras de lapsos, os diversos tipos de esquecimento, os vários modos de erros.
Mattanó aponta que o estudo das parapraxias de pessoas sãs nos revela que tudo se relaciona com tudo, inclusive as pequenas coisas com as grandes, assim podemos ter acesso aos estudo dos grandes problemas. Como exemplo, temos as diversas formas de lapsos, as varias maneiras de lapsos, os diversos tipos de esquecimento, os vários modos de erros. Cada maneira do inconsciente se manifestar aqui estudada como uma parapraxia produz significados e sentidos que reforçam as parapraxias e a sua própria manutenção como comportamento.
MATTANÓ
(30/03/2026)
HISTÓRIA DA TELEVISÃO (2026):
Torna-se importante saber que com os canais de televisão devemos saber com quem falar, não devemos acreditar em qualquer promessa, não devemos compartilhar informações pessoais, contudo os canais de televisão podem ser úteis, educativos, práticos e seguros. O importante é saber que é você quem decide o que fazer, nunca aceite propostas de exibicionismo sexual, prostituição, humilhação, imoralidade, covardia, corrupção, roubo, estupro e de violência, elas trarão consequências negativas para você. Você decide o que ver, o que fazer, com quem falar, quando entrar e quando sair. Pois ¨a televisão é uma arma¨ das empresas e empresários de comunicação social, dos ideólogos e nunca dos telespectadores.
MATTANÓ
(30/03/2026)
Peçamos, agora, auxílio a alguém que nada saiba de psicanálise, e perguntemos-lhe como explica essas ocorrências. Sua primeira resposta certamente será: ‘Ora, não há o que explicar: não passam de pequenos acontecimentos ao acaso.’ O que o amigo quer dizer com isso? Estará afirmando existirem ocorrências, embora pequenas, que escapam à concatenação universal dos fatos - ocorrências que tanto poderia haver como não haver? Se alguém comete uma infração desse tipo no determinismo dos eventos naturais em um só ponto, significa que atirou fora toda a Weltanschauung da ciência. A própria Weltanschauung da religião, podemos lembrar-lhe, se comporta de maneira mais coerente, porque dá explícita garantia de que nenhum pardal cai do telhado sem a vontade de Deus. Penso que nosso amigo hesitará em tirar a conclusão lógica dessa primeira resposta; mudará de opinião e dirá que, afinal, quando vir a estudar essas coisas, poderá encontrar explicações para elas. O que está em questão são pequenas falhas no funcionamento, imperfeições na atividade mental, cujos determinantes podem ser especificados. Um homem que em geral consegue falar corretamente, pode cometer um lapso de língua (1) se está ligeiramente indisposto e cansado, (2) se está excitado e ( 3 ) se está excessivamente ocupado com outras coisas. É fácil comprovar essas afirmações. Os lapsos de língua realmente acontecem com especial freqüência quando se está cansado, quando se tem dor de cabeça ou quando se está ameaçado de enxaqueca. Nas mesmas circunstâncias, os nomes próprios são esquecidos com facilidade. Algumas pessoas estão acostumadas a reconhecer a aproximação de um ataque de enxaqueca quando nomes próprios lhes escapam dessa forma . Quando estamos excitados, também, amiúde cometemos erros com palavras - assim como com coisas, e segue-se um ‘ato descuidado’. Intenções são esquecidas e numerosos outros atos não premeditados se tornam perceptíveis se estamos distraídos - isto é, propriamente falando, se estamos concentrados em alguma coisa. Um conhecido exemplo de tal distração é o professor em Fliegende Blätter, que perde seu guarda-chuva e pega o chapéu errado porque está pensando nos problemas que terá de abordar no livro seguinte. Todos nós podemos recordar, de nossa própria experiência, exemplos de como nos é possível esquecer intenções que tivemos e promessas que fizemos, por termos nesse entremeio passado por alguma experiência absorvente.
Tal coisa soa bastante razoável e parece não ser passível de contradição, embora possa afigurar-se não muito interessante, talvez, e não ser o que esperávamos. Vejamos mais de perto essas explicações sobre parapraxias. As supostas precondições para a ocorrência desses fenômenos não são todas da mesma espécie. Estar doente e ter distúrbios de circulação fornecem um motivo fisiológico de deterioração do funcionamento normal; a excitação, a fadiga e a distração são fatores de outra espécie que poderiam ser descritos como psicofisiológicos. Esses últimos comportam fácil tradução para a teoria. Tanto a fadiga como a distração e, talvez, também a excitação geral realizam uma divisão da atenção, que pode resultar em que seja dirigida atenção insuficiente para a função em apreço. Nesse caso, a função pode ser perturbada com especial facilidade ou executada com descuido. Uma ligeira doença ou mudanças no suprimento sangüíneo ao órgão nervoso central podem ter o mesmo efeito, influenciando de modo similar o fator determinante, a divisão da atenção. Em todos esses casos, portanto, seria uma questão de efeito de um distúrbio da atenção, de causas orgânicas ou físicas.
Isso parece não prometer muito ao nosso interesse psicanalítico. Poderíamos sentir-nos tentados a abandonar o tema. Se, no entanto, examinarmos as observações mais atentamente, o que vemos não se harmoniza inteiramente com essa teoria da atenção das parapraxias, ou, pelo menos, naturalmente não se regula por ela. Descobrimos que as parapraxias desse tipo e o esquecimento dessa espécie ocorrem em pessoas que não estão fatigadas ou distraídas ou excitadas, mas que estão, sob todos os aspectos, em seu estado normal - a menos que decidamos atribuir ex post facto às pessoas em questão, puramente por conta de suas parapraxias, uma excitação que, entretanto, elas mesmas não comportam. Nem pode, simplesmente, tratar-se do caso de uma função ser garantida através de um incremento da atenção dirigida a ela, e ser comprometida se essa atenção é reduzida. Há grande número de ações efetuadas de forma puramente automática, com muito pouca atenção, não obstante com total segurança. Um caminhante, que mal sabe aonde está indo, mantém-se no caminho certo, malgrado isso, e pára em seu destino sem se haver perdido [vergangen]. Ora, em todos os casos, isso é como uma regra. Um exímio pianista toca as teclas certas, sem pensar. Pode naturalmente cometer um erro ocasional; porém, se o tocar automático aumentasse o risco de errar, esse risco seria máximo para um virtuose, cuja forma de tocar, em conseqüência de prolongada prática, se tornou inteiramente automática. Sabemos, pelo contrário, que muitas ações são efetuadas com um grau de precisão muito especial se não são objeto de um nível especialmente elevado de atenção, e que o infortúnio de uma parapraxia está fadado a ocorrer precisamente quando se atribui importância especial ao funcionamento correto, portanto deveras sem que houvesse distração da atenção necessária. Poder-se-ia argüir que isso é o resultado da ‘excitação’, porém é difícil enxergar por que a excitação não deveria, inversamente, aumentar a atenção dirigida para aquilo que tão intensamente é desejado. Se, por um lapso de língua, alguém diz o oposto do que pretende, em um importante discurso ou comunicação oral, dificilmente isso pode ser explicado pela teoria psicofisiológica ou da atenção.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que as parapraxias são pequenas falhas no funcionamento, imperfeições na atividade mental, cujos determinantes podem ser especificados. Um homem que em geral consegue falar corretamente, pode cometer um lapso de língua (1) se está ligeiramente indisposto e cansado, (2) se está excitado e ( 3 ) se está excessivamente ocupado com outras coisas. É fácil comprovar essas afirmações. Os lapsos de língua realmente acontecem com especial freqüência quando se está cansado, quando se tem dor de cabeça ou quando se está ameaçado de enxaqueca. Nas mesmas circunstâncias, os nomes próprios são esquecidos com facilidade. Algumas pessoas estão acostumadas a reconhecer a aproximação de um ataque de enxaqueca quando nomes próprios lhes escapam dessa forma . Quando estamos excitados, também, amiúde cometemos erros com palavras - assim como com coisas, e segue-se um ‘ato descuidado’.
Descobrimos que as parapraxias desse tipo e o esquecimento dessa espécie ocorrem em pessoas que não estão fatigadas ou distraídas ou excitadas, mas que estão, sob todos os aspectos, em seu estado normal - a menos que decidamos atribuir ex post facto às pessoas em questão, puramente por conta de suas parapraxias, uma excitação que, entretanto, elas mesmas não comportam. Há grande número de ações efetuadas de forma puramente automática, com muito pouca atenção, não obstante com total segurança. Um caminhante, que mal sabe aonde está indo, mantém-se no caminho certo, malgrado isso, e pára em seu destino sem se haver perdido [vergangen]. Ora, em todos os casos, isso é como uma regra. Um exímio pianista toca as teclas certas, sem pensar. Pode naturalmente cometer um erro ocasional; porém, se o tocar automático aumentasse o risco de errar, esse risco seria máximo para um virtuose, cuja forma de tocar, em conseqüência de prolongada prática, se tornou inteiramente automática. Sabemos, pelo contrário, que muitas ações são efetuadas com um grau de precisão muito especial se não são objeto de um nível especialmente elevado de atenção, e que o infortúnio de uma parapraxia está fadado a ocorrer precisamente quando se atribui importância especial ao funcionamento correto, portanto deveras sem que houvesse distração da atenção necessária. Poder-se-ia argüir que isso é o resultado da ‘excitação’, porém é difícil enxergar por que a excitação não deveria, inversamente, aumentar a atenção dirigida para aquilo que tão intensamente é desejado. Se, por um lapso de língua, alguém diz o oposto do que pretende, em um importante discurso ou comunicação oral, dificilmente isso pode ser explicado pela teoria psicofisiológica ou da atenção.
Mattanó aponta que as parapraxias são pequenas falhas no funcionamento, imperfeições na atividade mental, cujos determinantes podem ser especificados. Um homem que em geral consegue falar corretamente, pode cometer um lapso de língua (1) se está ligeiramente indisposto e cansado, (2) se está excitado e ( 3 ) se está excessivamente ocupado com outras coisas. É fácil comprovar essas afirmações. Os lapsos de língua realmente acontecem com especial freqüência quando se está cansado, quando se tem dor de cabeça ou quando se está ameaçado de enxaqueca. Nas mesmas circunstâncias, os nomes próprios são esquecidos com facilidade. Algumas pessoas estão acostumadas a reconhecer a aproximação de um ataque de enxaqueca quando nomes próprios lhes escapam dessa forma . Quando estamos excitados, também, amiúde cometemos erros com palavras - assim como com coisas, e segue-se um ‘ato descuidado’. Vemos que um ¨ato descuidado¨ pode alterar o rumo do nosso comportamento e o significado e o sentido das coisas que fazemos e pensamos, ou seja, representamos, inclusive o contexto onde nos inserimos, alterando a realidade, a consciência, a cultura e o conhecimento que é produzido através da sua interconectividade.
Descobrimos que as parapraxias desse tipo e o esquecimento dessa espécie ocorrem em pessoas que não estão fatigadas ou distraídas ou excitadas, mas que estão, sob todos os aspectos, em seu estado normal - a menos que decidamos atribuir ex post facto às pessoas em questão, puramente por conta de suas parapraxias, uma excitação que, entretanto, elas mesmas não comportam. Há grande número de ações efetuadas de forma puramente automática, com muito pouca atenção, não obstante com total segurança. Um caminhante, que mal sabe aonde está indo, mantém-se no caminho certo, malgrado isso, e pára em seu destino sem se haver perdido [vergangen]. Ora, em todos os casos, isso é como uma regra. Um exímio pianista toca as teclas certas, sem pensar. Pode naturalmente cometer um erro ocasional; porém, se o tocar automático aumentasse o risco de errar, esse risco seria máximo para um virtuose, cuja forma de tocar, em conseqüência de prolongada prática, se tornou inteiramente automática. Sabemos, pelo contrário, que muitas ações são efetuadas com um grau de precisão muito especial se não são objeto de um nível especialmente elevado de atenção, e que o infortúnio de uma parapraxia está fadado a ocorrer precisamente quando se atribui importância especial ao funcionamento correto, portanto deveras sem que houvesse distração da atenção necessária. Poder-se-ia argüir que isso é o resultado da ‘excitação’, porém é difícil enxergar por que a excitação não deveria, inversamente, aumentar a atenção dirigida para aquilo que tão intensamente é desejado. Se, por um lapso de língua, alguém diz o oposto do que pretende, em um importante discurso ou comunicação oral, dificilmente isso pode ser explicado pela teoria psicofisiológica ou da atenção. Vemos que a ¨excitação¨ que a parapraxia produz, como incrementar o acerto comportamental e psicomotor em atividades de precisão ou balística, ou seja, movimentos balísticos, que podem se transformar em erro de performance, pois um desvio da atenção pode levar a frustração comportamental e psicológica do indivíduo, visto ter atribuído especial ou enorme importância ao desempenho correto, então a teoria da parapraxia parece ser melhor do que a comportamental, fisiológica, morfológica ou da atenção.
MATTANÓ
(30/03/2026)
HISTÓRIA DA TELEVISÃO (2026):
Na televisão você tem que ser honesto e verdadeiro, se não gosta ou se não aceita alguma coisa ou proposta tem que falar para ser respeitado, caso contrário a televisão ou emissora, empresa de televisão estará cometendo vários crimes contra você que podem ir de sequestro a lavagem cerebral, tortura a estupro virtual, despersonalização a espancamento moral, então você deve ser assertivo para ser reconhecido, senão você se transforma num problema, talvez de comunicação e de informação, de decisão, e passa a ser investigado por ela e pelas polícias acionadas para o caso. Lembre-se você domina o seu destino através da comunicação e da informação, faça isto permanentemente para as emissoras de televisão e para as polícias e autoridades, mesmo que neguem ou negligenciem você e suas denúncias, continue, que nem todo mundo é corrupto, estuprador, torturador e violento, trapaceiro ou genocida, extorsor, vingativo, ladrão, fraudulento, assassino e falso ideológicamente.
MATTANÓ
(30/03/2026)
Existem, ademais, numerosos pequenos fenômenos secundários no caso das parapraxias, os quais não compreendemos e a cujo respeito as explicações dadas até agora não trouxeram nenhuma luz. Por exemplo, se temporariamente esquecemos um nome, aborrecemo-nos com isso, fazemos tudo para recordá-lo e não podemos nos resignar. Por que, nesses casos, é tão extremamente raro lograrmos orientar nossa atenção, pois enfim estamos ansiosos por fazê-lo, à palavra que (como dizemos) está ‘na ponta da língua’ e que reconhecemos de pronto quando é dita para nós? Ou ainda: há casos em que as parapraxias se multiplicam, formam cadeias e se substituem umas às outras. Numa primeira ocasião alguém perdeu um compromisso. Na ocasião seguinte, quando se decidiu firmemente não esquecer desta vez, verifica-se que se faz anotação da hora errada. Ou tenta-se chegar, por vias indiretas, a uma palavra esquecida, e nisso escapa uma segunda palavra que poderia ter ajudado a encontrar a primeira. Procurando-se por essa segunda palavra, uma terceira desaparece, e assim por diante. Como bem se sabe, o mesmo acontece com os erros de impressão, que devem ser considerados as parapraxias do compositor. Um teimoso erro de impressão dessa espécie, segundo se conta, certa vez esgueirou-se para dentro de um jornal social-democrata. A notícia que dava de uma cerimônia incluía as palavras: ‘Entre os que estavam presentes, podia-se notar Sua Alteza o Kornprinz.‘ No dia seguinte, fez-se uma tentativa de correção. O jornal pedia desculpas e dizia: ‘Devíamos, naturalmente, ter dito “o Knorprinz”.’ Em tais casos, as pessoas falam de um ‘demônio dos erros de impressão’ ou um ‘demônio da composição tipográfica’ - expressões que, pelo menos, vão além de qualquer teoria psicofisiológica dos erros de impressão.
Talvez lhes seja também conhecido o fato de ser possível provocar lapsos de língua, produzi-los, digamos assim, por sugestão. Uma anedota ilustra esse fato. Tinha sido confiado a um estreante dos palcos o importante papel, em Die Jungfrau von Orleans [de Schiller], do mensageiro que anuncia ao rei de ‘der Connétable schickt sein Schwert zurück [o Condestável devolve sua espada]’. Um primeiro ator divertia-se, durante os ensaios, com induzir repetidamente o nervoso jovem a dizer, em vez das palavras do texto: ‘der Komfortabel schickt sein Pferd zurück [o cocheiro devolve seu cavalo]’. Conseguiu seu intento: o desventurado principiante realmente fez sua estréia na representação com a versão corrompida, apesar de haver sido admoestado de não fazê-lo, ou, talvez, porque tenha sido admoestado.
Nenhuma luz é lançada sobre esses pequenos aspectos das parapraxias com a teoria da falta de atenção. Porém, não significa necessariamente que a teoria seja errônea, em face dessa explicação; ela simplesmente pode estar carecendo de algo, de algum acréscimo, para que venha a ser completamente satisfatória. Contudo, algumas das parapraxias também podem ser consideradas por outro prisma.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que muitas vezes os aspectos das parapraxias como a teoria da falta de atenção não se revelam explicitamente para os investigadores, mas isto não indica que elas não estão aí, pois podem ser consideradas por outro prisma.
Mattanó aponta que muitas vezes os aspectos das parapraxias como a teoria da falta de atenção não se revelam explicitamente para os investigadores, mas isto não indica que elas não estão aí, pois podem ser consideradas por outro prisma. Para descobrirmos isto necessitamos de treinamento e de estudo, de prática e de teoria, de investimento em educação e em ciência.
MATTANÓ
(30/03/2026)
HISTÓRIA DA TELEVISÃO (2026):
Na televisão o perigo é não saber onde você está entrando e com quem está falando, quais são suas verdadeiras intenções, como obter lucro fácil, promoção pessoal ou empresarial, aumentar o seu rendimento as custas do sofrimento dos desassistidos e desprotegidos por leis federais que protegem as empresas de comunicação até mesmo quando elas se envolvem em prática de genocídio e de tentativas de holocaustos, de crucificação e exploram a religiosidade da população, mas declaram que ¨o que importa é pau na boceta¨ como testemunhei no Bom Dia Brasil virtualmente em 2025 através da apresentadora que também já disse virtualmente ¨em matar a Carmem Lúcia do STF¨, por isso você deve aprender a reconhecer lugares e programas confiáveis, identificar caminhos e estratégias criminosas ou estranhas e ir com calma. Assim tudo fica mais simples e mais seguro. Você deve saber denunciar tudo que é crime e tentar associar a você e a sua família, até mesmo aos teus amigos e amigas e pessoas mais próximas que dependem de você, como comerciantes, lojistas, empresários, atletas, juristas, advogados, artistas, psicólogos, psiquiatras, médicos, religiosos e religiosas, autoridades e políticos, policiais, funcionários públicos, trabalhadores, donas de casa, estudantes, caminhoneiros, condutores de veículos, pilotos de carros de corridas, de aeronaves e de embarcações, de ferrovias, trabalhadores de hospitais e de clínicas médicas e de saúde, crianças, moribundos, desempregados, doentes, idosos e idosas, gestantes e incapazes, vivemos num mundo globalizado onde todos estão associados e são dependentes uns dos outros de muitas maneiras como comunicacionalmente, economicamente, industrialmente, e diante de nossas fronteiras, pois derrubamos nossas fronteiras com a globalização e são aqueles que detém poder sobre a globalização e seus satélites quem comandam as transformações sociais em nossa civilização, sejam elas, civilizadas ou violentas como as promovidas por guerras, que muitas vezes começam na televisão e não temos conhecimento para discriminar ou compreender isto.
MATTANÓ
(30/03/2026)
TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL PSICANALÍTICA DE MATTANÓ (2026):
Aqui temos o paciente esquizofrênico que deve ser reensinado por meio do treino, do reforço e da repetição, da aprendizagem real e da aprendizagem proximal a andar, a se limpar, a urinar, a defecar, a beber, a comer, a mastigar, a escovar os dentes, a correr, a caminhar grandes distâncias sem se desorientar através do reensino e da remodelagem da sua psicomotricidade, por meio de fisioterapia, do treino cognitivo e comportamental e da análise do seu inconsciente que progressivamente vai lhe oferecendo repertório comportamental para sua Trajetária dos Heróis e seu Ciclo Cosmogênico onde adquire uma mensagem libertadora para si mesmo e para sua comunidade, mesmo que de maneira limitada, pois o combatente muitas vezes não é aquele que tem o melhor preparo para sua tarefa, mas apenas se vê obrigado ou imerso nessa realidade por meio dos ritos e dos mitos de sua comunidade que sempre são maiores do que ele mesmo, por isso a luta é necessária, assim como é necessário o casamento, a fertilidade, a concepção, o nascimento, a vida, o complexo de Édipo e da puberdade, a educação, o trabalho, a intimidade, a produtividade, o amor e a crise final, o apocalipse e o luto. Da mesma forma podemos reenserir o paciente da terceira idade que vem com sua degeneração e demência, de tal forma que trabalharemos como fisioterapêutas da mente, da cognição e do comportamento, não somente do corpo e da motricidade, mas também da psicomotricidade, de modo a previnir e otimizar sua vida mnêmica quando deve se relacionar com aspectos do seu próprio corpo e do meio ambiente e formular respostas que quando não trabalhadas podem permanecer dementes, porém quando trabalhadas, acredito, que podemos otimiza-las e melhorar o desempenho comportamental, psicológico e cognitivo do paciente da terceira idade o máximo possível, pois estaremos exercitando seu cérebro e seu corpo, seu organismo e suas interconexões que mantêm ativas as ligações entre estímulo - resposta - consequência, ou seja, funcionalidade. É pois a funcionalidade quem proporciona ao analista a resposta para as perguntas sobre o comportamento do paciente, mas também sobre o inconsciente e sobre a cognição, pois revela quem elicia o comportamento ou evento estudado e as suas consequências comportamentais, inconscientes e cognitivas sobre a vida do paciente.
MATTANÓ
(07/04/2026)
O MAL-ESTAR DA CIVILIZAÇÃO SEGUNDO MATTANÓ (2026):
Mattanó aponta que o mal-estar da civilização hoje concentra-se no poder militar e destruidor das suas armas, como as atômicas, que tem um poder devastador e destruidor gigantesco, capaz de destruir cidades inteiras e de deixar um rastro de destruição, morte e contaminação radioativa que aumenta o sofrimento e a destruição provocada por elas, desta forma se regredirmos na história da humanidade e das civilizações chegaremos nos homens primitivos ou hominídeos que inventaram as primeiras armas para caça, defesa pessoal, coletiva e guerra, além de ritos tribais, assim ao longo da história começaram a viver em cavernas e a se dividir em diversos grupos com várias famílias que tinham suas funções e uma delas era fabricar e cuidar das armas para caça, defesa pessoal, coletiva e guerra e ritos tribais, enquanto que competiam com outros grupos que não dispunham de armas ou tinham menos armas, e assim eliciavam guerras e batalhas entre eles, assassinando os mais fracos, geralmente os menos preparados e menos armados para os conflitos, mas surgiram também outros grupos que fiscalizavam ou policiavam os grupos armados, de tal modo que uma vez ou outra, surgiam combates e mortes, pois o trabalho de policiamento era justificado pela manutenção da paz e da ordem, este processo foi lento e demorou muito para se tornar realidade e eficaz, pois teve que ser aprendido e se tornar culturalmente mantenedor do conhecimento e da consciência da maioria ou dos líderes dos grupos através do reforço conquistado pelo realidade que se tornava operante e transformadora, não somente culturalmente, mas também biológicamente, morfológicamente, fisiológicamente e comportamentalmente, regulando sua homeostase e o seu bem-estar que era equilibrado através do prazer e do reforço versus a dor e a punição. As armas atômicas se assemelham as armas primitivas quando comparadas em sua funcionalidade, ou seja, capacidade de destruição e de causar morte, o que muda é a amplitude ou magnitude da resposta e a consciência dessa resposta, a intensidade com que percebemos a morte no momento da morte permanece a mesma, a consequência fica para o assassino, seja ele policial, militar ou assassino, criminoso, pois matar não gera consequências para aquele que morre, este apenas se transforma, pois na vida e na morte, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.
MATTANÓ
(07/04/2026)
SOBRE OS ARQUÉTIPOS E A MÚSICA (2026):
Mattanó aponta que tudo indica que temos o ¨arquétipo música¨ que nos ensina e desperta o interesse, motivação e habilidades para gostar e praticar a arte de tocar instrumentos de música, sendo importante destacar que gostar de música envolve o desenvolvimento dos processo de significação, onde o significado e o sentido pessoal desenvolvem a história de vida do paciente em relação a música, e o significado e o sentido coletivo desenvolvem a história da comunidade, civilização ou humanidade em relação a música, sobretudo aos seus ritos e mitos, heróis, escravos e monstros, e como eles são construídos socialmente, qual o desejo por detrás de cada história, familiar, doméstica e infantil, recalcada, reprimida ou censurada, oriunda de uma fixação inconsciente, de uma das funções do psiquismo inconsciente, como o lapso de linguagem, o ato falho, o esquecimento, o desejo, as defesas do ego, os instintos de autopreservação ou de autodestruição, a pulsão de vida ou a pulsão de morte, o princípio do prazer e a loucura ou o princípio da realidade e a lucidez, o amor, o ódio, a inveja, o ciúme, o medo ou a raiva, delírios e alucinações, não ter autonomia moral e nem opinião própria, ser um dependente infantil da televisão e das suas ¨armas¨, ser um corrupto e ladrão, um fracassado no trabalho, na escola ou na profissão, inclusive economicamente e espiritualmente e até patrimonialmente, socialmente e culturalmente, ter sofrido lavagem cerebral, estupro virtual e despersonalização e até mudança da realidade através dos meios de comunicação de massa e não ter acesso as estas informações e assim se tornado um criminoso desamparado pelo Estado!?
MATTANÓ
(12/04/2026)
Tomemos os lapsos de língua como o tipo de parapraxia mais adequado a nossos propósitos - embora pudéssemos igualmente ter escolhido lapsos de escrita ou lapsos de leitura. Devemos ter em mente que, até aqui, apenas perguntamos quando - sob que condições - as pessoas cometem lapsos de língua, e apenas para essa pergunta tivemos uma resposta. Poderíamos, porém, dirigir nosso interesse para outro aspecto e indagar por que razão o erro ocorreu dessa determinada forma e não de outra; e poderíamos considerar o que é que emerge no lapso propriamente dito. Os senhores observarão que, enquanto essa pergunta não for respondida e nada for respondido e nada for elucidado sobre o lapso, o fenômeno permanece como evento casual, do ponto de vista psicológico, embora dele se tenha dado uma explicação fisiológica. Se eu cometesse um lapso de língua, poderia obviamente fazê-lo em número infinito de formas, a palavra certa poderia ser substituída por alguma palavra entre milhares de outras, ser distorcida em incontáveis direções diferentes. Existe, pois, algo que, no caso particular, me compele a cometer o lapso de uma determinada forma; ou isso continua sendo uma questão de acaso, de escolha arbitrária, e se trata, talvez, de uma pergunta a que não se pode dar qualquer resposta sensata?
Dois escritores, Meringer e Mayer (um, filólogo, o outro, psiquiatra), de fato tentaram, em 1895, atacar o problema das parapraxias por esse ângulo. Coligiram exemplos e começaram por abordá-los de maneira puramente descritiva. Isso, naturalmente, até aqui não oferece nenhuma explicação, embora possa preparar o caminho para alguma. Distinguem os diversos tipos de distorções que o lapso impõe ao discurso pretendido, como ‘transposições’, ‘pré-sonâncias [antecipações]’, ‘pós-sonâncias [perseverações]’, ‘fusões (contaminações)’ e ‘substituições’. Eu lhes darei alguns exemplos desses principais grupos propostos pelos autores. Um exemplo de transposição seria dizer ‘a Milo de Vênus‘ em vez de ‘a Vênus de Milo’ (transposição da ordem das palavras); um exemplo de pré-sonância [antecipação] seria: ‘es war mir auf der Schwest… auf der Brust so schwer’; e uma pós-sonância [perseveração] seria exemplificada pelo conhecido brinde que saiu errado: ‘Ich fordere Sie auf, auf das Wohl unseres Chefs aufzustossen’ [em vez de ‘anzustossen’]. Essas três formas de lapso de língua não são propriamente comuns. Os senhores encontrarão exemplos muito mais numerosos, nos quais o lapso resulta de contração ou fusão. Assim, por exemplo, um cavalheiro dirige-se a uma senhora na rua com as seguintes palavras: ‘Se me permite, senhora, gostaria de a begleit-digen.‘ A palavra composta que se juntou a ‘begleiten [acompanhar]’ evidentemente escondeu em si ‘beleidigen [insultar]’. (Diga-se de passagem, o jovem provavelmente não teve muito êxito com a senhora.) Como exemplo de substituição, Meringer e Mayer citam o caso de alguém que diz: ‘Ich gebe die Präparate in den Briefkasten’ em vez de ‘Brütkasten’.
A explicação em que esses autores tentaram basear sua coleção de exemplos, é especialmente inadequada. Acreditam que os sons e as sílabas de uma palavra têm uma ‘valência’ determinada, e que a inervação de um elemento de alta valência pode exercer uma influência perturbadora em outro de menor valência. Com isso, estão evidentemente se baseando nos raros casos de pré-sonância e pós-sonância; essas preferências de uns sons a outros (se é que de fato existem) podem não ter absolutamente qualquer relação com outros casos de lapsos de língua. Afinal, os lapsos de língua mais comuns ocorrem quando, em vez de dizermos uma palavra, dizemos uma outra muito semelhante; e essa semelhança é, para muitos, explicação suficiente de tais lapsos. Por exemplo, um professor declarou em sua aula inaugural: ‘Não estou ‘geneigt [inclinado]’ (em vez de ‘geeignet [qualificado]’) a valorizar os serviços de meu mui estimado predecessor.’ Ou então, outro professor observava: ‘No caso dos órgãos genitais femininos, apesar de muitas Versuchungen [tentações] - me desculpem, Versuche [tentativas] ….’
O tipo mais comum e, ao mesmo tempo, mais notável de lapsos de língua, no entanto, são aqueles em que se diz justamente o oposto do que se pretendia dizer. Aqui, naturalmente, estamos muito longe de relações entre sons e os efeitos de semelhança; e, em vez disso, podemos apelar para o fato de que os contrários têm um forte parentesco conceitual uns com os outros e mantêm entre si uma associação psicológica especialmente próxima. Há exemplos históricos de tais ocorrências. Um presidente da câmara dos deputados de nosso parlamento certa vez abriu a sessão com as palavras: ‘Senhores, observo que está presente a totalidade dos membros, e por isso declaro a sessão encerrada.’
Qualquer outra associação conhecida pode atuar da mesma forma insidiosa, como um contrário, e emergir em circunstâncias bastante inadequadas. Assim, conta-se que, por ocasião de uma celebração em honra do casamento de um filho de Hermann von Helmholtz com uma filha de Werner von Siemens, o conhecido inventor e industrial, a incumbência de saudar à felicidade do jovem par coube ao famoso fisiologista Du Bois-Reymond. Sem dúvida, este fez um discurso brilhante, porém encerrou com as palavras: ‘Portanto, longa vida à nova firma Siemens e Haeske!’ Essa era, naturalmente, a denominação da antiga firma. A justaposição dos dois nomes deve ter sido tão familiar a um berlinense como Fortnum e Mason o seria a um londrino.
Devemos, portanto, incluir entre as causas das parapraxias não apenas relações entre sons e semelhança verbal, como também a influência das associações de palavras. Isso, porém, não é tudo. Em numerosos casos, parece impossível explicar um lapso de língua, a não ser que levemos em conta algo que tinha sido dito, ou mesmo simplesmente pensado, em uma frase anterior. De novo temos aqui um caso de perseveração, como aqueles em que insistia Meringer, porém de origem mais remota. Devo confessar que sinto, na totalidade, como se estivéssemos mais longe do que nunca de compreender os lapsos de língua.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que tomou o lapso de língua como o tipo de parapraxia mais adequado para o seu propósito.
Devemos, portanto, incluir entre as causas das parapraxias não apenas relações entre sons e semelhança verbal, como também a influência das associações de palavras. Isso, porém, não é tudo. Em numerosos casos, parece impossível explicar um lapso de língua, a não ser que levemos em conta algo que tinha sido dito, ou mesmo simplesmente pensado, em uma frase anterior.
Mattanó aponta que Freud tomou o lapso de língua como o tipo de parapraxia mais adequado para o seu propósito.
Devemos, portanto, incluir entre as causas das parapraxias não apenas relações entre sons e semelhança verbal, como também a influência das associações de palavras. Isso, porém, não é tudo. Em numerosos casos, parece impossível explicar um lapso de língua, a não ser que levemos em conta algo que tinha sido dito, ou mesmo simplesmente pensado, em uma frase anterior. Vemos que o lapso de língua tem suas causas e que elas são explicadas através do inconsciente, pois é o inconsciente quem une e associa todos estes eventos como os sons e a semelhança verbal, gerando as parapraxias.
MATTANÓ
(14/04/2026)
Não obstante, espero não estar equivocado ao dizer que, durante essa última pesquisa, todos nós tivemos uma nova impressão desses exemplos de lapsos de língua, e que pode valer a pena considerar um pouco mais detidamente essa impressão. Examinamos as condições sob as quais em geral os lapsos de língua ocorrem, e, depois, as influências que determinam o tipo de distorção produzida pelo lapso. Até agora, no entanto, não dedicamos nada de nossa atenção ao produto do lapso considerado em si mesmo, sem referência à sua origem. Se decidimos fazê-lo, não podemos deixar de encontrar, no final, coragem para dizer que, em alguns exemplos, aquilo que resulta do lapso de língua tem um sentido próprio. O que queremos dizer com ‘tem um sentido’? Que o produto do lapso de língua pode, talvez, ele próprio ter o direito de ser considerado como ato psíquico inteiramente válido, que persegue um objetivo próprio, como uma afirmação que tem seu conteúdo e seu significado. Até aqui temos sempre falado em ‘parapraxias [atos falhos]’, porém agora é como se às vezes o ato falho fosse, ele mesmo, um ato bastante normal, que simplesmente tomou o lugar de outro, que era o ato que se esperava ou desejava.
O fato de a parapraxia ter um sentido próprio parece, em determinados casos, evidente e inequívoco. Quando o presidente da câmara dos deputados, com suas primeiras palavras, encerrou a sessão em vez de abri-la, sentimo-nos inclinados, em vista de nosso conhecimento das circunstâncias em que o lapso de língua ocorreu, a reconhecer que a parapraxia tem um sentido. O presidente não esperava nada de bom da sessão e ficaria satisfeito se pudesse dar-lhe um fim imediato. Não temos qualquer dificuldade em chamar a atenção para o sentido desse lapso de língua, ou, por outras palavras, de interpretá-lo. Ou, então suponhamos que uma mulher diga a outra, em tom de aparente admiração: ‘Esse lindo chapéu novo, suponho que você mesma o aufgepatzt [palavra não existente, em lugar de aufgeputzt (enfeitou)], não?’ Ora, não existe decoro científico que possa impedir-nos de ver por trás desse lapso de língua as palavras: ‘Esse chapéu é uma Patzerei [droga].’ Ou, noutro caso, contam-nos que uma senhora, conhecida por seus modos enérgicos, certa ocasião observava: ‘Meu marido perguntou a seu médico qual dieta devia seguir; mas o médico lhe disse que não precisava de dieta: ele podia comer e beber o que eu quero.’ Também nesse caso o lapso de língua tem seu inconfundível outro lado: estava expressando um programa coerentemente planejado.
Se viesse a acontecer, senhoras e senhores, que tivessem um sentido não apenas alguns exemplos de lapsos de língua e de parapraxias em geral, mas considerável número deles, o sentido das parapraxias, do qual até agora nada ouvimos, se tornaria seu aspecto mais importante e deslocaria qualquer outra consideração para um plano secundário. Poderíamos, então, pôr de lado todos os fatores fisiológicos e psicofisiológicos e dedicar-nos à investigação exclusivamente psicológica do sentido - isto é, da significação ou do propósito - das parapraxias. Por conseguinte, nos ocuparemos em testar essa hipótese em grande número de observações.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que o lapso de língua gera um produto com um sentido ou um significado através do seu conteúdo.
O fato de a parapraxia ter um sentido próprio parece, em determinados casos, evidente e inequívoco. A parapraxia tem um sentido. Não temos qualquer dificuldade em chamar a atenção para o sentido desse lapso de língua, ou, por outras palavras, de interpretá-lo. Também nesse caso o lapso de língua tem seu inconfundível outro lado: estava expressando um programa coerentemente planejado.
Mattanó aponta que o lapso de língua gera um produto com um sentido ou um significado através do seu conteúdo. Vemos que a consequência do lapso de língua é o seu sentido ou o seu significado que operam sobre o meio ambiente.
O fato de a parapraxia ter um sentido próprio parece, em determinados casos, evidente e inequívoco. A parapraxia tem um sentido. Não temos qualquer dificuldade em chamar a atenção para o sentido desse lapso de língua, ou, por outras palavras, de interpretá-lo. Também nesse caso o lapso de língua tem seu inconfundível outro lado: estava expressando um programa coerentemente planejado. Vemos que a parapraxia tem seu sentido próprio que leva a interpretá-lo, e que há um programa coerente planejado que mantêm o lapso de língua funcional e operando sobre o meio ambiente. Este programa é obra do mapa cerebral e dos caminhos cognitivos, bem como do GPS da personalidade e da bússola da personalidade.
MATTANÓ
(14/04/2026)
Antes, porém, de levar a cabo essa intenção, gostaria de convidá-los a seguir-me ao longo de outra pista. Repetidamente tem acontecido haver um escritor criativo feito uso de um lapso de língua ou de alguma outra parapraxia como meio de produzir um efeito pleno de imaginação. Esse fato isoladamente deve demonstrar-nos que ele considera a parapraxia - o lapso de língua, por exemplo - como possuidora de um sentido, de vez que a produziu deliberadamente. Pois o que sucedeu não foi o autor ter cometido um lapso de escrita acidental e, assim, permitido o uso do mesmo por um de seus personagens, na qualidade de lapso de língua; ele tenciona trazer algo à nossa atenção mediante o lapso de língua, e podemos indagar sobre que algo é esse, se talvez queira sugerir que o personagem em questão esteja distraído e fatigado, ou esteja prestes a ter um ataque de enxaqueca. Se o autor emprega o lapso como se este tivesse um sentido, nós, naturalmente, não temos vontade de exagerar a importância disso. Afinal, um lapso poderia realmente não ter sentido, ser um evento psíquico casual ou poderia ter um sentido apenas em casos bastante raros; contudo, ainda assim o autor teria o direito de intelectualizá-lo fornecendo a ele um sentido, a fim de empregá-lo segundo suas finalidades próprias. E não seria de surpreender se tivéssemos mais a aprender sobre lapsos de língua com escritores criativos, do que com filólogos e psiquiatras.
Um exemplo desse tipo pode ser encontrado em Wallenstein (Piccolomini Ato I, Cena 5), [de Schiller]. Na cena anterior, Max Piccolomini esposou ardentemente a causa do Duque [de Wallenstein] e esteve descrevendo apaixonadamente os benefícios da paz, dos quais se tornou cônscio no decurso de uma viagem enquanto acompanhava a filha de Wallenstein ao campo. Quando ele deixa o palco, seu pai [Octavio] e Questenbergs, o emissário da Corte, estão mergulhados em consternação. A Cena 5 continua:
QUESTENBERG Ai de mim! e continua assim?Como, amigo! deixamo-lo partirNeste delírio - deixá-lo partir?Não chamá-lo de volta imediatamente,[não abrirSeus olhos, sem perda de tempo?
OCTAVIO (saindo de uma meditação profunda)
Ele vem de abrir meus olhos,E enxergo mais do que me apraz.
QUEST. Que é isso?
OCT. Amaldiçoem essa viagem!
QUEST. Mas, por quê? Que se passa?
OCT. Vem, vamos juntos, amigos! Preciso seguirA execrável rota, imediatamente. Meus olhosAgora estão abertos, e devo usá-los. Vem!(Atrai Q. e o leva consigo.)
QUEST. Que está havendo? Aonde vais, então!?
OCT. Até ela…
QUEST. Até -
OCT. (corrigindo-se.) Até o Duque. Vem, partamos.[Conforme a tradução inglesa de Coleridge.]
Otávio quis dizer ‘até ele’, ao Duque. Comete, porém, um lapso de língua e, dizendo ‘até lá’ ao menos revela a nós que reconheceu claramente a influência que o jovem guerreiro causou em um entusiasta da paz.
Um exemplo ainda mais impressionante foi descoberto por Otto Rank [1910a] em Shakespeare. Está em O Mercador de Veneza, na famosa cena em que o venturoso amante escolhe entre os três cofres… e talvez o melhor é ler para os senhores a breve descrição de Rank:
‘Um lapso de língua ocorre em O Mercador de Veneza, de Shakespeare (Ato III, Cena 2) e é, do ponto de vista dramático, causado de maneira extremamente sutil e empregado com técnica brilhante. Semelhante ao lapso existente em Wallenstein, para o qual Freud chamou a atenção, mostra que os dramaturgos possuem uma clara compreensão do mecanismo e do significado desse tipo de parapraxia, e supõem que o mesmo seja verdadeiro para sua platéia. Pórcia, que, por vontade de seu pai, teve de escolher um marido por sorteio, escapou, até então, de todos os seus indesejados pretendentes por um feliz acaso. Tendo enfim encontrado em Bassanio o pretendente de sua preferência, tem motivos para temer que também ele venha a escolher o cofre errado. Ela desejaria muito dizer-lhe que, mesmo assim, ele poderia ter certeza de seu amor; porém isso lhe é vedado em virtude do juramento. Nesse conflito íntimo, o poeta faz com que ela diga ao pretendente preferido:
Por favor, não vos apresseis; esperai um ou dois dias antes de consultar a sorte, pois, se escolherdes mal, perco vossa companhia; assim, pois, aguardai um pouco. Alguma coisa me diz (mas não é o amor) que não quereria perder-vos… Eu poderia ensinar-vos como escolher bem; mas, então, seria perjura e não o serei jamais. Podeis, pois, fracassar; porém, se fracassardes, far-me-eis deplorar não haver cometido o pecado de perjúrio. Malditos sejam vossos olhos!Encantaram-me e partiram-me em duas partes: uma é vossa e outra é meia vossa; quero dizer, minha; mas, sendo minha, é vossa e, desse modo, sou toda vossa.
A coisa da qual ela desejava dar a ele apenas um indício muito sutil, porque devia escondê-la dele de qualquer maneira, ou seja, que ela, mesmo antes de ele fazer a escolha, era inteiramente dele e o amava - é precisamente isso que o poeta, com uma maravilhosa sensibilidade psicológica, faz irromper abertamente em seu lapso de língua; e, com essa solução artística, logra aliviar tanto a incerteza intolerável do amante como o suspense do compreensivo auditório diante do resultado de sua escolha.’
Observem também com que habilidade Pórcia, no fim, reconcilia as duas afirmações contidas em seu lapso de língua, como resolve a contradição entre elas e como, finalmente, mostra ser o lapso o que estava correto:
‘Mas, sendo minha, é vossae desse modo, sou toda vossa.’
Ocasionalmente tem acontecido que um pensador, cuja atividade se situa fora da medicina, haja revelado, por algo que falou, o sentido de uma parapraxia, e se tenha antecipado a nossos esforços de explicá-la. Os senhores, todos, ouviram falar no espirituoso satirista Lichtenberg (1742-99), de quem Goethe disse: ‘Onde ele faz uma pilhéria, se esconde um problema.’ Às vezes, a pilhéria também traz à luz a solução do problema. Nos Witzige und Satirische Einfälle [Witty and Satirical Thoughts, 1853], de Lichtenberg, encontramos o seguinte: ‘Ele tanto leu Homero, que sempre lia “Agamemnon” em vez de “angenommen [suposto]”.’ Aqui temos toda a teoria dos lapsos de leitura.
Na próxima vez precisamos ver se podemos concordar com esses escritores em suas opiniões.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que o lapso de língua pode ser utilizado como efeito para a imaginação, permitindo o uso dele em sua obra como recurso do personagem, sugerindo que o personagem esteja distraído e fatigado, prestes a ter um ataque de enxaqueca. O lapso de língua pode ser utilizado por escritores criativos, filólogos e psiquiatras.
Ocasionalmente tem acontecido que um pensador, cuja atividade se situa fora da medicina, haja revelado, por algo que falou, o sentido de uma parapraxia, e se tenha antecipado a nossos esforços de explicá-la. Os senhores, todos, ouviram falar no espirituoso satirista Lichtenberg (1742-99), de quem Goethe disse: ‘Onde ele faz uma pilhéria, se esconde um problema.’ Às vezes, a pilhéria também traz à luz a solução do problema. Nos Witzige und Satirische Einfälle [Witty and Satirical Thoughts, 1853], de Lichtenberg, encontramos o seguinte: ‘Ele tanto leu Homero, que sempre lia “Agamemnon” em vez de “angenommen [suposto]”.’ Aqui temos toda a teoria dos lapsos de leitura.
Mattanó aponta que o lapso de língua pode ser utilizado como efeito para a imaginação, permitindo o uso dele em sua obra como recurso do personagem, sugerindo que o personagem esteja distraído e fatigado, prestes a ter um ataque de enxaqueca. O lapso de língua pode ser utilizado por escritores criativos, filólogos e psiquiatras. Vemos que o lapso de língua aumenta o repertório verbal dos escritores, filólogos, psiquiatras, psicanalistas e intelectuais, pois trata-se de um canal com o inconsciente, com um significado e um sentido, mediante regras que condicionam o cérebro a responder como algo programado, e em grande parte para simular realidades através da consciência, da cultura e do conhecimento, como um mapa cerebral ou caminhos cognitivos, GPS da personalidade e bússola da personalidade.
Ocasionalmente tem acontecido que um pensador, cuja atividade se situa fora da medicina, haja revelado, por algo que falou, o sentido de uma parapraxia, e se tenha antecipado a nossos esforços de explicá-la. Os senhores, todos, ouviram falar no espirituoso satirista Lichtenberg (1742-99), de quem Goethe disse: ‘Onde ele faz uma pilhéria, se esconde um problema.’ Às vezes, a pilhéria também traz à luz a solução do problema. Nos Witzige und Satirische Einfälle [Witty and Satirical Thoughts, 1853], de Lichtenberg, encontramos o seguinte: ‘Ele tanto leu Homero, que sempre lia “Agamemnon” em vez de “angenommen [suposto]”.’ Aqui temos toda a teoria dos lapsos de leitura. Vemos que o lapso de língua cria uma mensagem através do seu significado e do seu sentido, pode gerar um feedback positivo na comunicação e torná-la mais duradoura, um diálogo ou uma conversa, como pode causar o feedback negativo e bloquear a comunicação, extinguindo-a, devido seu significado e seu sentido, e pode desenvolver o que chamamos de feedfoward, que é um planejamento ou esperança pautados no significado e no sentido do lapso de língua, no processo comunicacional, entre codificador e decodificador da mensagem ou do lapso de língua, sendo importante ressaltar que o lapso de língua pode ser considerado como um ruído, pois dificulta a comunicação e a clareza da mensagem. Nos revelando que o inconsciente não se importa com a clareza da sua mensagem, mas sim com ela e que ela geralmente é distorcida em função do recalque.
MATTANÓ
(14/04/2026)
SOBRE A ESQUIZOFRENIA (2026):
É sabido que o paciente esquizofrênico torna-se homossexual e noutros casos pedófilo quando abusado ou estuprado na infância, pois o complexo de Édipo segundo Sigmund Freud produz essas consequências, mas segundo Osny Mattanó Júnior o complexo de Édipo não produz estas consequências e nem as fixações anteriores, sejam elas anais ou orais, pois a criança ainda não possui malícia comportamental e nem maldade em seu comportamento, não possui capacidade para compreender, assimilar e acomodar estas propriedades comportamentais que só alcançam a vida comportamental coma a puberdade e a maioridade. A malícia só é adquirida com a puberdade e a maldade só é compreendida plenamente com a maioridade penal, portanto o paciente esquizofrênico pode ressignificar seu trauma infantil que lhe rende conflitos psicológicos e comportamentais de ordem sexual, de identidade, orientação e papel sexual, agora a partir da maioridade penal com a aquisição da maldade em sua estrutura psíquica e comportamental, destinando esse comportamento e sua energia psíquica para escolher o seu futuro, a sua orientação, identidade e papel sexual, agora, com menos conflitos e com menos pressão do mundo subterrâneo do seu inconsciente que é somente um mundo sináptico e neurológico, assim como ao da escolha a partir de outro referencial, talvez mais amadurecido e desenvolvido no campo de entendimento neurológico.
MATTANÓ
(29/04/2026)
CONFERÊNCIA III - PARAPRAXIAS (continuação)
SENHORAS E SENHORES:
Chegamos, na última vez, à idéia de considerar as parapraxias não em relação à desejada função que elas perturbavam, mas à sua própria descrição; e tivemos a impressão de que, em casos especiais, pareciam revelar um sentido próprio. Refletimos então que, se pudesse ser obtida a confirmação, em uma escala mais ampla, de que as parapraxias têm um sentido, seu sentido logo ficaria mais interessante que a investigação das circunstâncias em que ocorrem. Vamos, mais uma vez, chegar a um acordo sobre o que se deve entender por ‘sentido’ de processo psíquico. Queremos dizer com isso tão-somente a intenção à qual serve e sua posição em uma continuidade psíquica. Na maioria de nossas investigações podemos substituir ‘sentido’ por ‘intenção’ ou ‘propósito’. Tratava-se, então, simplesmente de uma ilusão enganadora ou de uma exaltação poética das parapraxias quando pensamos reconhecer nelas uma intenção?
Continuaremos a tomar lapsos de língua como nossos exemplos. Se agora examinarmos atentamente numerosas observações desse tipo, encontraremos categorias completas de casos em que a intenção, o sentido, do lapso é inteiramente visível. Antes de tudo existem aqueles nos quais o que se pretendia é substituído por seu contrário. O presidente da câmara dos deputados [ver em [1]] disse, em seu discurso de abertura: ‘Declaro a sessão encerrada.’ Isso não é nada ambíguo. O sentido e intenção de seu lapso era encerrar a sessão. ‘Er sagt es ja selbst” é o que estamos tentados a citar: é apenas uma questão de aceitar suas palavras. Não me interrompam neste ponto, objetando que isso é impossível, que sabemos que ele não queria encerrar a sessão e sim abri-la, e que ele mesmo, a quem nós reconhecemos como a única suprema corte de apelação, poderia confirmar o fato de que queria abri-la. Os senhores estão se esquecendo de que fizemos o acordo de começarmos considerando as parapraxias no que concerne à sua própria descrição; sua relação com a intenção, que elas perturbaram, não será discutida senão mais adiante. De outro modo, os senhores serão culpados de um erro de lógica, simplesmente por fugirem do problema ora em exame - por algo que é chamado em inglês ‘begging the question’.
Em outros casos, nos quais o lapso não expressa o exato contrário, não obstante um sentido oposto pode ser expresso por ele. ‘Não estou geneigt [inclinado] a valorizar os serviços de meu predecessor [ver em [1]]. Geneigt não é o contrário de geeignet [qualificado], mas exprime claramente algo que contrasta nitidamente com a situação na qual o discurso devia ser feito.
Já em outros casos o lapso de língua apenas acrescenta um segundo sentido àquele que se pretendia. A frase então soa como uma contração, uma abreviação ou condensação de diversas frases. Assim, quando a enérgica senhora dizia: ‘Ele pode comer e beber o que eu quero’ [ver em [1]], é bem como se ela tivesse dito: ‘Ele pode comer e beber o que ele quer; mas o que ele tem a ver com querer? Eu é que quero em vez dele.’ Um lapso de língua muitas vezes dá a impressão de ser uma abreviação desse tipo. Por exemplo, um professor de anatomia, ao fim de uma conferência sobre as cavidades nasais, perguntou se seu auditório havia compreendido o que ele disse, e após geral assentimento prosseguiu: ‘Dificilmente posso acreditar nisso, pois, mesmo em uma cidade com milhões de habitantes, aqueles que entendem das cavidades nasais podem ser contados em um dedo… desculpem-me, nos dedos de uma mão.’ A frase abreviada também possui um sentido - a saber, que existe apenas uma pessoa que delas entende.
Contrastando com esses grupos de casos, nos quais a parapraxia por si mesma revela seu sentido, existem outros em que a parapraxia não produz nada que tenha algum sentido próprio, e que, por conseguinte, contrariam nitidamente nossas expectativas. Se alguém deturpa um nome próprio através de um lapso de língua ou agrupa uma série anormal de sons, esses eventos muito comuns, isoladamente considerados, parecem dar uma resposta negativa à nossa pergunta sobre se todas as parapraxias têm alguma espécie de sentido. Um exame mais detido desses exemplos, porém, mostra que essas distorções são facilmente compreendidas e que absolutamente não existe diferença tão grande entre esses casos mais obscuros e os anteriores, mais claros.
Um homem, a quem se perguntou a respeito da saúde de seu cavalo, respondeu: ‘Bem, ele draut [uma palavra sem sentido] … ele dauert [vai durar] mais um mês, talvez.’ Quando lhe foi perguntando o que realmente quis dizer, explicou haver pensado que isso era uma ‘traurige [triste] história’. A combinação de ‘dauert‘ e ‘traurig‘ produziu ‘draut‘.
Outro homem, falando de uns acontecimentos que condenava, prosseguiu: ‘Mas então, os fatos vieram a Vorschwein [palavra não existente, em vez de Vorschein (luz)]….’ Respondendo a indagações, confirmou o fato de que havia considerado essas ocorrências ‘Schweinereien‘ [‘repugnantes’, literalmente ‘porcarias’]. ‘Vorschein‘ e ‘Schweinereien‘ combinaram-se para produzir a estranha palavra ‘Vorschwein‘.
Por certo recordam-se do caso do jovem senhor que perguntou à senhora desconhecida se ele a podia ‘begleitdigen‘ [ver em [1]]. Aventuramo-nos a dividir esta forma verbal em ‘begleiten [acompanhar]’ e ‘beleidigen [insultar]’ e nos sentimos muito certos dessa interpretação, sem precisarmos de qualquer confirmação. Os senhores verão, a partir desses exemplos, que mesmo esses casos mais obscuros de lapsos de língua podem ser explicados por uma convergência, uma ‘interferência‘ recíproca entre duas elocuções desejadas; as diferenças entre esses casos de lapsos surgem meramente do fato de, em algumas ocasiões, uma intenção tomar completamente o lugar da outra (uma substitui a outra), como nos lapsos de língua que exprimem o contrário; ao passo que, em outras ocasiões, uma intenção se satisfaz distorcendo ou modificando a outra, de modo que se produzem estruturas compostas, que fazem sentido, em maior ou menor grau, por sua própria conta.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que as parapraxias tem um sentido ou intenção que testemunhamos nos lapsos de língua, pois estes são substituições que se formam inconscientemente produzindo estruturas cheias de sentido como o seu contrário ou o seu oposto, um sentido próprio, uma intenção pode distorcer ou modificar a outra de modo que se tornem estruturas compostas e com um sentido próprio.
Mattanó aponta que as parapraxias tem um sentido ou intenção que testemunhamos nos lapsos de língua, pois estes são substituições que se formam inconscientemente produzindo estruturas cheias de sentido como o seu contrário ou o seu oposto, um sentido próprio, uma intenção pode distorcer ou modificar a outra de modo que se tornem estruturas compostas e com um sentido próprio. Vemos que os lapsos de língua produzem e suscitam também significados, conceitos, contextos, comportamentos, funcionalidades, linguagens, argumentação e linguagem, atos ilocucionários e atos perlocucionários, pressupostos e subentendidos, um mostrar, fazer e dizer, um posto, um estilo de vida, arquétipos, um mundo narrado e um mundo comentado, uma opinião pública, chistes, piadas, humor, charges e caricaturas, fantasias, atos falhos, esquecimentos e niilismos, mecanismos de defesa do ego, instintos de autopreservação e de autodestruição, o princípio do prazer e o princípio da realidade, o ideal e o real, o imaginário e o simbólico, processos institucionais, ritos e mitos, processos arqueológicos e ufológicos, um discurso, uma psicohigiene, desejo, vida escolar e vida trabalhista, vida familiar e vida social, vida financeira e econômica, vida religiosa e espiritual, repertório comportamental.
MATTANÓ
(30/04/2026)
Parecemos agora haver desvendado o segredo de grande número de lapsos de língua. Se retivermos na memória essa descoberta, seremos capazes de compreender também outros grupos que até agora se constituíram em enigma para nós. Nos casos de distorção de nomes, por exemplo, não podemos supor que se trate sempre de uma questão de competição entre dois nomes semelhantes, mas diferentes. Não é difícil, no entanto, entrever a segunda intenção. A distorção de um nome ocorre, muito freqüentemente, sem haver lapsos de língua; procura dar ao nome um tom ofensivo ou fazê-lo soar como algo inferior, e é um costume conhecido (ou mau costume) destinado a insultar, que as pessoas civilizadas cedo aprendem a abandonar, porém relutam em abandonar. Muitas vezes ainda é permitida como brincadeira, embora brincadeira pouco digna. Como exemplo notório e deselegante dessa forma de distorcer nomes, posso mencionar que, nos dias atuais [da Primeira Guerra Mundial], o nome do presidente da República Francesa, Poincaré, foi transformado em ‘Schweinskarré‘. Portanto, é plausível supor que a mesma intenção insultuosa esteja presente nesses lapsos de língua e procure encontrar expressão na distorção de um nome. Explicações semelhantes acodem ao espírito, na mesma ordem de coisas, quando se trata de certos exemplos de lapsos de língua com efeitos cômicos ou absurdos. ‘Eu os convido a arrotar [aufzustossen] à saúde de nosso Chefe [ver em [1]].’ Aqui, uma atmosfera de cerimônia é inesperadamente perturbada pela intromissão de uma palavra que evoca uma idéia condenável, e, à maneira de certas frases insultuosas e ofensivas, mal podemos evitar a suspeita de que uma intenção procurava encontrar expressão e estava em violenta contradição com as palavras ostensivamente respeitosas. O que o lapso de língua parece ter estado dizendo era mais ou menos isto: ‘Não acreditem! Isso não é a sério. Pouco me importa esse sujeito!’ Quase a mesma coisa se aplica a lapsos de língua que transformam palavras inocentes em outras, indecentes ou obscenas. Assim, ‘Apopos‘ em vez de ‘à propos‘, ou ‘Eischeissweibchen‘ por ‘Eiweissscheibchen‘.Muitas pessoas, como sabemos, tiram alguma satisfação de um costume como esse de distorcer deliberadamente palavras inocentes em obscenas; tais distorções são vistas como engraçadas, e ao ouvirmos uma delas devemos, de fato, primeiro indagar do interlocutor se a disse intencionalmente, como brincadeira, ou se ela ocorreu como lapso de língua.
Bem, está parecendo como se tivéssemos resolvido o problema das parapraxias, e com bem pouca dificuldade! Não são eventos casuais, porém atos mentais sérios; têm um sentido; surgem da ação concorrente - ou, talvez, da ação de mútua oposição - de duas intenções diferentes. Agora, contudo, vejo também que os senhores estão se preparando para apresentar-me uma avalanche de perguntas e de dúvidas, que terão de ser respondidas e abordadas antes de podermos apreciar esse primeiro resultado de nosso trabalho. Certamente não tenho qualquer desejo de forçar os senhores a decisões apressadas. Vamos tomá-las na devida ordem, uma após outra e dedicar-lhes uma tranqüila atenção.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que podemos agora compreender outros grupos de lapsos de língua, como a distorção de nomes. Este lapso de língua visa insultar, promover uma competição entre os dois nomes ou difamar um dos nomes. Temos ainda os lapsos de língua com efeitos cômicos ou absurdos onde acontecem eventos inesperados e constrangedores. E temos os lapsos de língua que transformam as palavras inocentes em outras palavras indecentes ou obscenas, estas distorções são vistas como engraçadas, devemos perguntar para o interlocutor se isso foi uma brincadeira intencional ou se foi um lapso de língua inconsciente.
Mattanó aponta que podemos agora compreender outros grupos de lapsos de língua, como a distorção de nomes. Este lapso de língua visa insultar, promover uma competição entre os dois nomes ou difamar um dos nomes. Temos ainda os lapsos de língua com efeitos cômicos ou absurdos onde acontecem eventos inesperados e constrangedores. E temos os lapsos de língua que transformam as palavras inocentes em outras palavras indecentes ou obscenas, estas distorções são vistas como engraçadas, devemos perguntar para o interlocutor se isso foi uma brincadeira intencional ou se foi um lapso de língua inconsciente. Temos o exemplo de Osny Mattanó Júnior com sua pergunta sobre a ideia da pulsão auditiva onde substituiu a palavra ¨hare hama¨ por ¨dare mama¨ e ¨dá mamá¨, nesta operação o trabalho foi consciente e intencional, porém associado de desejo e análise pessoal, ressignificação, de curandeirismo e de charlatanismo, pois a criança não possui esse desejo e esse poder de significação com dois anos de idade para registrar em seu inconsciente uma marca dessas, que substitua na vida recalcada a palavra ¨hare hama¨ por ¨dare mama¨ e ¨dá mamá¨, enquanto amamentada no peito ou na mamadeira, isto é justamente loucura, lavagem cerebral e despersonalização, uma forma de comportamento que pode terminar em extorsão, vingança e estupro, o estupro virtual, do qual sou vítima desde criança.
MATTANÓ
(30/04/2026)
SOBRE A PSICOSE E A NEUROSE (2026):
Mattanó aponta que a psicose e a neurose pertencem ao universo humano e individual, mas também ao institucional, como vemos na análise dos discursos, ritos e mitos de ambos os casos, por exemplo, o esporte, o trabalho, a educação, a justiça, a saúde, o transporte, a habitação, a alimentação, a economia, o comércio, a política, a informação, a comunicação, a paz, a ordem e a segurança são exemplos de instituições psicóticas em nosso território nacional, e que possuem autoridades e público psicótico e neurótico, mas como? São instituições psicóticas pois tudo o que é psicótico é incapaz de dar conta de tudo ou de toda a sua atribuição institucional ou comportamental e social, ou seja, não cumpre o seu dever plenamente. E pode ter membros psicóticos e neuróticos porque o indivíduo não depende da instituição para ter sua personalidade e funcionamento inconsciente, ele acaba se adaptando a ela, seja ele neurótico ou psicótico, ele faz sua própria funcionalidade e leitura comportamental, inconsciente e social do meio ambiente e institucional. O indivíduo psicótico não se adapta a realidade, de tal forma que foge dela utilizando os recursos do meio ambiente e dos contextos vividos, desenvolvidos e representados. Já o indivíduo neurótico se adapta a realidade, de modo que se insere na realidade através dos recursos do meio ambiente e dos contextos vividos, desenvolvidos e representados. Uma instituição psicótica tem por prática matar, anaquilar, torturar, roubar, estuprar, extorquir, envenenar, espancar, despersonalizar, invadir, maltratar, trapacear, ser falso ideologicamente, corromper e ser corrupto, obstruir a lei, comprar a justiça, comprar sentenças, comprar tribunais do júri, furtar e sequestrar indivíduos e bens de maneira violenta e injustificável, desonesta e desigual, inconstitucional. E uma instituição neurótica tem por prática preservar todos os direitos, deveres, obrigações e privilégios, a cidadania de todos os moradores e residentes em território nacional, sem sequestro de consciência, liberdade, direitos, vida, dignidade, justiça, igualdade, propriedade, patrimônio, declaração e testemunho, pensamento, saúde, família, relações sociais e afetivas, matrimônio e filhos, moradia, economias, finanças, trabalho e profissão, carreira, bens como a televisão, o rádio, a internet, o telefone, o telefone celular, o computador, a casa, o carro, a família, a vida e a saúde, a conta bancária, os segredos e os sigilos, a intimidade e a privacidade, a segurança, a liberdade e a segurança diante dos eletrodomésticos e dos automóveis, o sono e os sonhos e o meu corpo, bem como da mesma forma de muitos familiares e vizinhos que incluem idosos, mulheres, doentes e muitas crianças, sem menos, dos trabalhadores e dos desempregados, e até dos presidiários.
MATTANÓ
(01/05/2026)
O que é que os senhores desejam perguntar-me? Penso eu que essa explicação se aplica a todas as parapraxias ou apenas a determinado número delas? Pode este mesmo ponto de vista ser estendido aos muitos outros tipos de parapraxias, aos lapsos de leitura, aos lapsos de escrita, ao esquecimento, aos atos descuidados, aos extravios, e assim por diante? Em vista da natureza psíquica das parapraxias, que significação resta aos fatores de fadiga, excitação, distração e interferência na atenção? E mais, é claro que das duas intenções rivalizantes de uma parapraxia uma delas sempre está manifesta, porém a outra, nem sempre. Que fazemos, então, para descobrir essa outra? E, se pensamos tê-la descoberto, como provamos que se trata não apenas de uma intenção provável, mas da única que é a correta para o caso? Existe algo mais que desejam perguntar-me? Se não, vou prosseguir. Os senhores se lembrarão de que não damos muito valor às parapraxias em si mesmas e tudo o que queremos é aprender, partindo de seu estudo, algo que possa resultar em benefício da psicanálise. Por conseguinte, eu lhes apresento esta questão. Que intenções ou que propósitos são esses, capazes de perturbar outros dessa maneira? E quais são as relações entre as intenções que perturbam e as intenções que são perturbadas? Logo, o problema não é resolvido, a menos que recomecemos nosso trabalho.
Assim, pois, em primeiro lugar, é essa a explicação para todos os casos de lapsos de língua? Estou muito inclinado a pensar que sim e meu motivo é que, sempre ao se investigar um exemplo de lapso de língua, surge uma explicação desse tipo. No entanto, realmente também não há maneira de provar que um lapso de língua não possa ocorrer sem esse mecanismo. Pode ser assim; mas, teoricamente, é uma questão sem interesse para nós, de vez que permanecem as conclusões que desejamos tirar para nossa introdução à psicanálise, embora - este não é certamente o caso - nossa opinião seja válida apenas para uma minoria dos casos de lapsos de língua. À questão seguinte - saber se podemos estender a outros tipos de parapraxias nosso ponto de vista - responderei de antemão com um ‘sim’. Os senhores serão capazes de se convencer disso ao virmos examinar exemplos de lapsos de escrita, de atos descuidados, e outros mais. Por motivos técnicos, porém, sugiro que adiemos essa tarefa até havermos abordado os lapsos de língua de forma ainda mais completa.
Exige-se uma resposta mais detalhada à pergunta sobre que significação resta aos fatores postos em evidência pelos autores mencionados - distúrbios da circulação, fadiga, excitação, distração e a teoria da perturbação da atenção - se aceitamos o mecanismo psíquico dos lapsos de língua que descrevemos. Observem que não estamos negando esses fatores. Em geral não é muito comum a psicanálise negar algo que outras pessoas afirmam; via de regra, ela apenas acrescenta algo novo - embora, sem dúvida, vez e outra sucede esse algo, que até então foi negligenciado e é agora apresentado como um acréscimo novo, ser de fato a essência do assunto. A influência das condições fisiológicas sobre a produção dos lapsos de língua mediante uma ligeira doença, distúrbios da circulação ou estados de exaustão deve ser reconhecida de imediato; a experiência cotidiana e pessoal os convencerá disso. Mas, que pouca coisa elas explicam! Antes de tudo, elas não são precondições necessárias das parapraxias. Lapsos de língua ocorrem, com a mesma possibilidade, em perfeita saúde e em estado normal. Esses fatores somáticos, portanto, apenas servem para facilitar e favorecer o especial mecanismo mental dos lapsos de língua. Certa vez usei de uma analogia para descrever essa relação, e vou repeti-la aqui, porquanto posso supor não haver outra melhor que a substitua. Suponhamos que, numa noite escura, eu fosse a um local ermo e ali fosse atacado por um meliante, que carregasse com meu relógio e minha carteira. Como não visse claramente o rosto do ladrão, faria minha queixa no posto policial mais próximo, com as palavras: ‘Isolamento e escuridão roubaram meus pertences.’ O funcionário da polícia poderia então dizer-me: ‘Pelo que o senhor diz, parece estar adotando injustificadamente uma opinião extremamente esquemática. Seria melhor apresentar os fatos assim: “Valendo-se da escuridão e favorecido pelo isolamento do lugar, um ladrão desconhecido roubou os pertences do senhor.” Em seu caso, me parece que a tarefa principal é que devemos encontrar o ladrão. Talvez, então, sejamos capazes de recuperar o produto do roubo.’
Esses fatores psicofisiológicos como a excitação, a distração e os distúrbios da atenção muito pouco nos vão ajudar com vistas a uma explicação. Eles são apenas frases vazias, são biombos atrás dos quais não devemos nos sentir impedidos de lançar um olhar. A pergunta deveria ser: o que foi causado pela excitação, pela distração especial da atenção? Ademais, devemos reconhecer a importância da influência dos sons, da semelhança das palavras e das associações habituais suscitadas pelas palavras. Estas facilitam os lapsos de língua por apontarem os caminhos que esses lapsos podem tomar. Contudo, se tenho um caminho aberto diante de mim, esse fato automaticamente decide que eu o tomaria? Preciso de um motivo a mais, antes de me resolver por ele e, além disso, de uma força que me impulsione pelo caminho. Assim, essas relações de sons e palavras constituem também, do mesmo modo como as condições somáticas, exclusivamente coisas que favorecem os lapsos de língua e não podem proporcionar a verdadeira explicação para eles. Considerem apenas isso: em uma imensa quantidade de casos meu falar não é perturbado pela circunstância de as palavras, que estou usando, lembrarem outras com som semelhante, de serem intimamente vinculadas a seus contrários, ou de associações correntes delas derivarem. E talvez pudéssemos encontrar uma saída acompanhando o filósofo Wundt, quando diz que os lapsos de língua surgem se, em conseqüência de exaustão física, a tendência a associar prevalece sobre aquilo que a pessoa tenciona dizer. Seria muito convincente se não fosse contrariado pela experiência, que mostra que numa série de casos os fatores somáticos facilitadores dos lapsos de língua estão ausentes, e que em outra série de casos os fatores associativos, que os facilitam, estão igualmente ausentes.
Entretanto, estou particularmente interessado em sua pergunta seguinte: Como se descobrem as duas intenções que se interferem mutuamente? Os senhores provavelmente não percebem como é importante a pergunta. Uma das duas intenções, aquela que é perturbada, naturalmente é inequívoca: a pessoa que comete o lapso de língua conhece-a e a admite. É somente a outra, a intenção que perturba, que pode dar origem à dúvida e à hesitação. Ora, já temos visto, e sem dúvida os senhores não o esqueceram, que em numerosos casos essa outra intenção é igualmente evidente. É indicada pelo efeito do lapso, bastando que tenhamos a coragem de reconhecer nesse efeito uma validade própria. Seja o caso do presidente da câmara dos deputados, cujo lapso de língua disse o contrário do tencionado. E claro que desejava abrir a sessão, porém é igualmente claro que também desejava encerrá-la. Isso é tão óbvio que não nos deixa nada por interpretar. Nos outros casos, contudo, nos quais a intenção perturbadora apenas distorce a intenção original sem que ela mesma consiga completa expressão, como é que, partindo da distorção, chegamos à intenção perturbadora?
Em um primeiro grupo de casos, isso se faz de maneira bastante simples e segura - com efeito, da mesma maneira como se tem a intenção perturbada. Fazemos o interlocutor dar-nos a informação diretamente. Depois do lapso de língua, ele prontamente diz as palavras que originalmente pretendia: ‘Draut… não, dauert [vai durar] mais um mês, talvez.’ [ver em [1]]. Pois bem, exatamente da mesma forma o fazemos dizer qual a intenção que perturba. ‘Por que’, lhe perguntamos, ‘o senhor disse “draut”?’ Ele responde: ‘Eu queria dizer “É uma traurige [triste] história”.’ De maneira semelhante, em outro caso, em que o lapso de língua era ‘Vorschwein‘ [ver em [1]], a pessoa confirma o fato de que desejava inicialmente dizer ‘É uma Schweinerei [porcaria]’, porém se controlou e saiu-se com outro comentário. Aqui, pois, a intenção que distorce fica estabelecida tão seguramente como aquela que foi distorcida. Minha escolha desses exemplos não foi sem propósito, de vez que sua origem e sua solução não procedem nem de mim nem de meus seguidores. E em ambos esses casos medidas ativas de alguma espécie foram necessárias para se chegar à solução. Foi preciso perguntar ao orador por que cometera o lapso e o que poderia dizer sobre o mesmo. De outro modo, seu lapso poderia ter-lhe passado despercebido, sem desejar explicá-lo. Quando, porém, foi indagado a respeito, deu a explicação com a primeira coisa que lhe ocorreu. E agora, por favor, observem que esse pequeno passo positivo e seu resultado bem-sucedido já são uma psicanálise, e constituem um modelo para todas as investigações psicanalíticas que empreenderemos daqui por diante.
O RELEITOR (MATTANÓ):
Freud explica que as parapraxias tem uma intenção e que as condições fisiológicas do organismo podem determinar a produção das parapraxias.
Freud diz que Wundt afirma que os lapsos de língua surgem em função da exaustão física e assim em função da exaustão, como um desinibidor ou facilitador, emergem as associações.
Freud explica que depois do lapso de língua temos uma intenção que perturba ou perturbadora. Aqui, pois, a intenção que distorce fica estabelecida tão seguramente como aquela que foi distorcida. Foi preciso perguntar ao orador por que cometera o lapso e o que poderia dizer sobre o mesmo. De outro modo, seu lapso poderia ter-lhe passado despercebido, sem desejar explicá-lo. Quando, porém, foi indagado a respeito, deu a explicação com a primeira coisa que lhe ocorreu. E agora, por favor, observem que esse pequeno passo positivo e seu resultado bem-sucedido já são uma psicanálise, e constituem um modelo para todas as investigações psicanalíticas que empreenderemos daqui por diante.
Mattanó aponta que as parapraxias tem uma intenção e que as condições fisiológicas do organismo podem determinar a produção das parapraxias. Isto, pois, as parapraxias comunicam uma intenção através dos atos ilocucionários e dos atos perlocucionários, dos pressupostos e dos subentendidos que se formam com elas em seus enunciados, além de um fazer, dizer e mostrar e um posto, ou seja, de significados e sentidos, conceitos e contextos, comportamentos e funcionalidades que podem controlar a intenção na produção das parapraxias, inclusive sua homeostase ou condições fisiológicas, que se organizarem em função do prazer e do reforço poderão produzir um grupo de parapraxias, e se por outro lado, se organizarem em função da dor e da punição poderão produzir outro grupo de parapraxias, pois a consciência, a cultura, o conhecimento e a realidade do indivíduo responderá as suas condições fisiológicas ou de equilíbrio corporal.
Freud diz que Wundt afirma que os lapsos de língua surgem em função da exaustão física e assim em função da exaustão, como um desinibidor ou facilitador, emergem as associações. Vemos que Wundt descobriu a função da exaustão física na produção das parapraxias, sendo ela um facilitador ou desinibidor que faz emergir as associações.
Freud explica que depois do lapso de língua temos uma intenção que perturba ou perturbadora. Aqui, pois, a intenção que distorce fica estabelecida tão seguramente como aquela que foi distorcida. Foi preciso perguntar ao orador por que cometera o lapso e o que poderia dizer sobre o mesmo. De outro modo, seu lapso poderia ter-lhe passado despercebido, sem desejar explicá-lo. Quando, porém, foi indagado a respeito, deu a explicação com a primeira coisa que lhe ocorreu. E agora, por favor, observem que esse pequeno passo positivo e seu resultado bem-sucedido já são uma psicanálise, e constituem um modelo para todas as investigações psicanalíticas que empreenderemos daqui por diante. Vemos que depois do lapso de língua temos como consequência uma intenção que nos perturba a consciência ou que é perturbadora. O psicanalista deve investir sobre o paciente de tal forma que o ajude a investigar imediatamente o significado e o sentido do seu lapso de língua, sem deixar para depois, se deseja realmente explicá-lo e realizar o seu trabalho psicanalítico corretamente.
MATTANÓ
(02/05/2026)
SOBRE A ERRADICAÇÃO DO TRÁFICO E DO TERROR (2026):
Mattanó aponta que para que possamos realizar o trabalho de erradicar o tráfico e o terror no Brasil e no mundo devemos ter como projeto o interesse em formar comunidades motivadas pelo sentimento de comunhão e de segurança, para que possam viver, desenvolver e representar da melhor maneira possível seus sentimentos de libido que também lhe afligem e se transformam em comportamentos. Eis que a comunhão e a segurança ou o exercício da força são capazes de fornecer aos indivíduos e suas famílias condições de adquirirem repertório comportamental para se comportarem socialmente e fraternalmente, conviverem sem se destruírem a partir de uma história envolvida por um sentimento de segurança e de equilíbrio que pode ser o de homeostase ou equilíbrio corporal. Somente com estes sentimentos é que o indivíduo obtêm boa vivência, desenvolvimento e boa representação da sua libido, tanto inconscientemente quanto comportamentalmente, e assim pode organizar de maneira satisfatória seu sentimento de comunhão e de segurança, obtendo até mesmo, iniciativa para manter sua comunidade e sua família seguras, através da educação, do trabalho, do profissionalismo e do investimento em convivência e em segurança. Isto tornar-se-á aumentado com a criação de canais ou veículos, meios, locais onde cada indivíduo poderá tornar-se um membro erradicador do tráfico e do terror, com denúncias sigilosas, onde a identificação não é necessária, para a segurança do denunciante, de traficantes e terroristas instalados em suas comunidades, bairros e cidades, pois são os traficantes e os terroristas que impedem o desenvolvimento, a ordem e o progresso dessas comunidades, bairros e cidades por meio do seu poder e da sua violência que produz loucura social e involução, trazem, pois, fome, pobreza, miséria, abuso e exploração, estupro, roubo, ¨pedágio¨ ou cobranças ilegais¨, extorsão, vingança, assassinato, loucura, sequestros, furto, espionagem, sucateamento da saúde, da administração pública, do transporte, da locomoção, do ir-e-vir, das eleições e da justiça, tráfico e terror, e favelas, prejuízo para os cofres públicos e para os eleitores.
Se queremos um Brasil rico e independente, com um futebol glorioso e uma arte e religião independentes devemos pensar na independência de nossas comunidades, favelas, bairros e cidades que estão sob domínio do tráfico e do terror, substituímos o Brasil colônia de Portugal pelo Brasil colônia de traficantes e de terroristas que só querem roubar os nossos tesouros e as nossas riquezas para transforma-las em adornos de seus Palácios, ou seja, de suas Arenas e Estádios de futebol, de suas Casas de Show e de Espetáculo, de suas Televisões e Emissoras de Televisão, de suas prostitutas e mulheres-objetos, de sua pornografia e de seu adultério, de sua fome e de seu egoísmo. Palácios, Arenas, Casas de Show e Emissoras de Televisão abrigam gladiadores do nosso inconsciente e que lutam com outros tanto monstros e feras que podem se transformar em símbolos de ajuda ou de destruição e morte, só depende da sua escolha, de quem você acredita ser neste Brasil que luta pela sua independência, como se estivéssemos ainda escutando aquele grito ¨Independência ou Morte!¨ Nossa obrigação é lutar pela independência de todos os brasileiros e brasileiras e não pela de alguns ou pela sua morte, D. Pedro merece ser honrado seja lá qual for o período da História da Brasil, ele construiu e glorificou, determinou a nossa independência, portanto fugir disto deveria ser entendido como crime!
MATTANÓ
(06/05/2026)